XIX Domingo do Tempo Comum – Ano B

Por Pe. Fernando José Cardoso

Evangelho segundo São João 6, 41-51
Os judeus puseram-se, então, a murmurar contra Ele por ter dito: ‘Eu sou o pão que desceu do Céu’; e diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José, de quem nós conhecemos o pai e a mãe? Como se atreve a dizer agora: ‘Eu desci do Céu’?» Jesus disse-lhes, em resposta: «Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair; e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia. Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Todo aquele que escutou o ensinamento que vem do Pai e o entendeu vem a mim. Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram. Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá. Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo.»

Neste décimo nono domingo do tempo comum nós continuamos a ler, proclamar, meditar, assimilar o discurso famoso de Jesus, sua auto-revelação como o Pão descido do Céu. Mas os judeus que por primeiro escutaram esta afirmação se escandalizaram, afinal este homem quer subir alto demais. Como pode afirmar Ele ser um Pão descido do céu, se conhecemos perfeitamente suas origens e elas são humildes, como pode um aldeão de Nazaré dizer ser o Pão descido do céu, como pode o filho do carpinteiro fazer uma afirmação deste gênero? Todos os grandes movimentos religiosos e os místicos de todas as religiões excogitaram os meios mais extraordinários, para que o humano se elevasse ao Divino. Nós podemos sob este aspecto, enumerar, e até mesmo admirar as religiões orientais, o esforço que os homens fazem para atingir o infinito, a escalada a que são submetidos. Nós, porém devemos dizer com realismo que o abismo que separa o finito do infinito é intransponível. É intransponível o abismo que separa a criatura do Criador, não há nada, absolutamente nada, que se possa neste mundo, de longe sequer, comparar-se com o Criador. Nenhum profeta jamais transporia a margem do criado, para o Incriado, o único a realizar esta façanha foi o Homem Deus, Jesus de Nazaré. Por ser Deus, Ele podia ter um pé no infinito e por ser verdadeiro homem, poderia  colocar o outro pé no mundo finito, no nosso mundo e desta maneira unir admiravelmente os dois mundos, o mundo de Deus e o mundo das criaturas. Com Ele e Nele, Deus começou a falar como um homem fala com outro homem, com Ele e Nele, Deus passou a ter um rosto humano, que é o rosto da própria divindade. Com Ele e Nele o Pai invisível se tornou visível, porque Jesus é a visibilidade do Pai e o Pai é o lado invisível de Jesus. Nenhuma religião outra, a não ser o cristianismo, pode manifestar de braços dados,  o finito e o infinito, a criatura e o Criador. Apenas o cristianismo com Jesus, que é o pão descido do céu, com o qual você pode se alimentar na sua peregrinação do finito deste mundo, ao infinito da eternidade que nos espera.

 

19º Domingo do Tempo Comum – Ano B
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)

“Considerai, Senhor, vossa aliança, e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor; defendei-vos, Senhor; defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca” (Sl 73,20- 19,22s).  

Meus queridos irmãos,
A liturgia de hoje está envolvida de uma bonita atmosfera: FIDELIDADE para com DEUS e para com a ALIANÇA que Ele estabeleceu para conosco. A primeira leitura (1 Reis 19,4-8) é repleta de significado para nós: ela iluminará o Evangelho. O primeiro livro dos Reis conta a história de Elias. O mesmo Deus que alimentou o povo no deserto agora alimenta Elias. Depois de comer, Elias quer descansar. Entretanto, Deus o faz caminhar, pela força do alimento recebido, 40 dias e 40 noites, até a montanha de Deus. O que significa isso? Não somente relembra os 40 anos em que o povo peregrinou no deserto, mas significa que a comida dada a Elias é o alimento para os embates da nossa vida. Se Elias, assaz cansado, ao ser alimentado por Deus caminhou 40 dias e 40 noites, todos nós, ao recebermos o Pão da Vida, o próprio Cristo, poderemos repetir a missão de Elias. Uma leitura do Antigo Testamento que, iluminada pelo Evangelho, demonstra-nos a força da Eucaristia que faz a Igreja.

Irmãos e irmãs,
No Evangelho (Jo 6,41-51), os judeus murmuravam contra Jesus, por causa de suas afirmações. No deserto, exatamente no contexto da doação do maná, os judeus murmuravam contra Moisés. “As murmurações de vocês não são contra mim, mas contra o Senhor” (Ex 16,8), interpela-os Moisés. Murmurar significa, para João, falta de fé, insinuando que, de qualquer maneira, triunfará a verdade de Deus. Assim como as murmurações no deserto, na verdade, não eram contra Moisés, mas contra Deus, assim também, agora, a murmuração não alcança apenas a pessoa de Jesus, que eles acreditavam apenas homem, mas alcançava o próprio Deus, que o escolhera e o enviara. Os judeus estranhavam a linguagem de Jesus. Os judeus conheciam José e Maria e, portanto, sabiam quem eram concretamente os pais de Jesus. Como podia Jesus dizer que descera do céu? Apesar da Encarnação por obra e graça do Espírito Santo, Jesus era conhecido como filho de José. A fé está novamente colocada em tela pelo Evangelho. Os olhos do corpo veem apenas o parentesco físico. A cegueira dos judeus não permitia que enxergasse naquele menino o FILHO DE DEUS. Aceitando Jesus como o enviado de Deus, aceitaremos sua palavra, seu ensinamento, sua verdade. A aceitação de Jesus, embora nos exija a humildade e o reconhecimento de que nada podemos sozinhos (Jo 15,4-5), implica num sincero esforço de nossa parte, numa caminhada de fé. É nesse esforço pessoal, na abertura e iluminação desse caminho que entra o Espírito Santo e faz-nos compreender a origem e a missão de Jesus, seus ensinamentos e sua paixão, sua páscoa e glorificação. A fé é e sempre será obra e graça divinas. A fé é um diálogo entre Deus, que nos atrai a Jesus Cristo e nós, que nos dispomos a escutar sua palavra e a vivê-la. Escutar Jesus alimenta-nos para a vida com Deus, para sempre. Ora, João diz que quem crê já tem a vida eterna. Como é essa vida eterna, divina? Será talvez esse bem-estar incomparável que sentimos quando ficamos mortos de cansaço por nos termos dedicado aos nossos irmãos até não poder mais? Portanto, sermos ensinados por Deus significa que, mediante a adesão à existência que Jesus viveu até a morte, abrimos em nossa vida espaço para a dimensão divina e definitiva de nossa vida, dimensão que lhe confere um sentido inesgotável e irrevogável: o sentido de Deus mesmo. Assim, irmãos e irmãs, a segunda leitura (Ef 4,30-5,2) nos ensina a imitar a Deus – no perdão mútuo – e a amar como Cristo nos amou. Em outros termos, nossa vocação de sermos semelhantes ao Pai se realiza na medida em que assumimos a existência de Cristo, dando-lhe crédito e imitando-o. Por isso, a primeira leitura ilumina o Evangelho: é a vida que Deus quer e o pão que alimenta essa vida é Jesus. Alimenta-a pela palavra que falou, pela vida que viveu, pela morte de que morreu: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. O Pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (Jo 6,51).

Caros fiéis,
Filhos de Deus, animados por seu Espírito. O selo de garantia de nossa salvação é o Espírito Santo, o Espírito de amor, que provém do íntimo de Deus. A gente pode asfixiar por mesquinharias de todo o tipo, como também por estruturas que não lhe deixam espaço. Devemos realizar o contrário: liberalidade, bondade, perdão, segundo o modelo de Cristo, em cuja doação se manifesta o amor de Deus. Devemos abrir em nossa vida e sociedade um espaço onde possa soprar o Espírito de amor de Deus. Cristo veio realizar esta vida: é a própria vida do seu Pai, vida eterna, sem fim.  O homem a busca, mas não consegue encontrá-la ou só a encontra provisoriamente, e só sacia sua fome por momentos. Só Cristo pode saciar totalmente, porque este é o pão que desce do céu. Quem dele come não morre.

Meus irmãos,
Tenhamos certeza de que todos nós temos limitações e momentos de crise. Nestes momentos de crise a fé na presença de Deus, fortalece-nos e nos põe novamente de pé para retomar a caminhada. Jesus provoca crise e momentos de ruptura, pois sua mensagem nem sempre agrada; muito pelo contrário, a Palavra nos faz interpelar pela Verdade única que é Jesus, o Ressuscitado. Neste domingo dedicado aos pais, estes silenciosos homens que nos legaram a vida, recebam o carinho e as nossas orações para que continuem dando testemunho da fé católica, que supera todas as crises. A todos os pais, particularmente aos pais de nossa Paróquia, a nossa bênção afetuosa, pedindo-lhe que sejam pais comprometidos com a missão de anunciarem ao Cristo e que sejam comprometidos com uma família toda ela evangelizadora. Amém!

 

Depois da multiplicação dos pães que lemos há dois domingos, hoje começamos a ler e a refletir no evangelho de S. João uma longa catequese de Jesus sobre o significado do “Pão da Vida”. Apesar da terminologia de todo o capítulo, desde a multiplicação dos pães e a sua distribuição, parecer à primeira vista “eucarística”, o pensamento de Jesus vai percorrendo diversos “itens”. A perícope evangélica de hoje fala-nos do “Pão da vida” no sentido da fé. Se Cristo é o Pão que Deus envia à humanidade para que sacie a sua fome – como é a Luz para que ilumine a humanidade, como é o Pastor para que guie a humanidade e como é a Porta por onde entra a humanidade – a nossa primeira resposta deve ser acreditar nele como o Enviado de Deus. Os verbos que João emprega nesta primeira parte da sua catequese são “vir”, “ver” e “crer”. Conseqüência disto: “Quem acredita tem a vida eterna”. No próximo domingo, leremos a segunda parte, em que se desenvolverá a idéia que já hoje aparece um pouco: “comer” a carne que Jesus nos dará, o seu próprio Corpo, na Eucaristia. E a conseqüência será a mesma: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna”. Uma dramática cena prepara-nos para escutar o evangelho. O profeta Elias sofre uma grave crise na sua vida. Foge do rei Acab e da rainha Jezabel para defender a sua vida. Lutou por Deus, procurando convencer o povo a abandonar o culto aos falsos deuses e a regressar à Aliança com Deus. Não só não fazem caso ao que Elias prega como também o perseguem para matá-lo. A crise de Elias chega ao extremo: “Já basta, Senhor. Tirai-me a vida”. Como Elias, tantas vezes ficamos cansados ou caímos em crise! Não só os que abandonaram a fé e andam a procura de sentido para a vida por falsos caminhos, mas também os que se cansam de fazer o bem, como Elias e sofrem porque a sua voz não é ouvida e vêem os valores cristãos a serem esquecidos no nosso mundo. Em algum momento da vida, podemos sentir vontade de desistir, de nos “demitirmos”, de “deixar correr” e até desejarmos a morte. Por vezes, a vida é demasiadamente dramática e pesada. Elias foi ajudado pelo anjo de Deus: “Levanta-te e come”. “Fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta dias e quarenta noites”. No fim da caminhada, Deus esperava-o no monte. No evangelho surge uma multidão de pessoas famintas e buscando sentido à vida. Mas nem sempre entendem a mensagem que os sacia e lhes dá sentido à vida. Ouvem a palavra de Jesus: “Eu sou o pão que desceu do Céu”, mas não aceitam esta afirmação. O nosso caminho, por vezes, é tão difícil, superior às nossas forças, como aconteceu com Elias. Mas Deus pensou num alimento para esse caminho: enviou-nos como Mestre e Salvador o seu próprio Filho. Ele é o Pão que nos saciará, se O acolhermos. Também a nós Deus diz: “Levanta-te e come”, “escuta esse Mestre que te envio”, “segue esse Guia”, “come deste Pão”, “bebe desta Água”, “entra por esta Porta”. Assim, terá sentido a tua vida. Mais ainda: terás vida. Se não acreditamos em Jesus, se não construímos sobre Ele, se não nos deixarmos iluminar pela sua luz, tem pouco futuro a nossa vida. Como é essencial fixar os nossos olhos em Jesus Cristo e colocá-Lo no centro do nosso programa de vida! Em cada Eucaristia, seguimos o itinerário que Jesus nos ensinou no seu discurso do Pão da Vida. Em primeiro lugar, acreditamos Nele, “comemos Cristo-Palavra, ou seja, aprofundamos Nele a nossa fé. “Eu sou o pão que desceu do Céu… quem acredita tem a vida eterna”. É a primeira parte da missa, a “mesa da Palavra”. A segunda parte da missa é a “mais” eucarística. Cristo-Palavra e Cristo-Pão. Em cada missa, regressamos à escola de Jesus, à formação permanente que supõe a Eucaristia, escutando e aceitando a sua Palavra. Como seria bom que dissessem de nós: “e fortalecido com aquele alimento, caminhou durante mais uma semana”.

 

DÉCIMO NONO DOMINGO COMUM
Jo 6, 41-51
“Quem come deste pão viverá para sempre”
  

No texto de hoje, nos encontramos no meio do discurso de Jesus sobre o “Pão da Vida”. O gancho que João usa para pendurar o discurso é o pedido dos judeus em v. 35: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Em resposta, Jesus começa o seu grande discurso. Divide-se em duas partes. Na primeira parte (vv. 35-50), que inclui o texto de hoje, o pão celestial que nos nutre é a revelação ou o ensinamento de Jesus (o tema sapiencial); na segunda parte (vv. 51-58) será a eucaristia (tema sacramental). O redator da comunidade joanina combinou “o pão do céu” com o material eucarístico da Última Ceia e assim formou a segunda parte do discurso como um paralelo à primeira. Isso explica a ausência de um relato da instituição da eucaristia nos textos da Ceia em João – pois o seu conteúdo básico foi colocado aqui. Como os seus antepassados murmuravam no deserto contra o pão que Deus mandava – o maná – agora eles se queixam do novo maná. Aqui logo aparece uma característica do João – a ironia. Os judeus (aqui se entende as autoridades judaicas e não o povo judeu) dizem que conhecem a origem de Jesus, pois só pensam na sua família de origem; e Jesus mostra que na verdade não a conhecem, pois eles não viram o Pai, a sua verdadeira origem. Aqui também aparece em v. 47 – mais uma característica joanina – a escatologia realizada. Enquanto para os Sinóticos o juízo é algo que acontece no último dia, para João, frequentemente, já aconteceu, pois a pessoa é salva ou condenada já, pela sua aceitação ou não de Jesus como o Filho de Deus. Aqui, de novo, João nos dá o que talvez seja uma variante das palavras da instituição da eucaristia: “O pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida” (v. 51). João enfatiza que o Verbo Divino se tornou carne e tem entregado a sua carne como alimento da vida eterna. O texto não é fácil, pois é extraído de um discurso muito mais comprido e que forma uma unidade. Mas está ligado à multiplicação dos pães – a participação eucarística no corpo e sangue de Jesus exige uma vivência de partilha e solidariedade. Esse tema é caro a João e é retomado na sua Primeira Carta.

 

«E o pão que Eu hei-de dar é a Minha carne, pela vida do mundo»
São Cirilo de Alexandria (380-444), Bispo e Doutor da Igreja
Comentário ao evangelho de São Lucas, 22

Como podia o homem, inexoravelmente preso à terra e submetido à morte, ter de novo acesso à imortalidade ? Era preciso que a sua carne se tornasse participante da força vivificadora que é Deus. Ora, a força vivificadora de Deus nosso Pai é a Sua Palavra, é o Filho Único; foi Ele que Deus nos enviou como Salvador e Redentor. […] Se deitares um pedacinho de pão em azeite, água ou vinho, impregnar-se-á das propriedades destes. Se o ferro estiver em contacto com o fogo, será tomado pela energia deste e, ainda que de fato o ferro seja por natureza ferro somente, tornar-se-á semelhante ao fogo. Do mesmo modo, portanto, o Verbo vivificador de Deus, ao unir-Se à carne de que Se apropriou, tornou-a vivificadora. Disse, com efeito: «Aquele que crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida». E ainda: «Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar, é a Minha carne. Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue, não tereis a vida em vós». Do mesmo modo, portanto, ao comermos a carne de Cristo, Salvador de todos nós, e ao bebermos o Seu sangue, temos em nós a vida, tornamo-nos um com Ele, e Ele permanece em nós. Ele tinha de vir até nós da maneira que convém a Deus, pelo Espírito Santo, e de integrar-Se de alguma forma nos nossos corpos, pela Sua santa carne e pelo Seu precioso sangue que, em benção vivificadora, recebemos no pão e no vinho. De fato […], Deus usou de condescendência para com a nossa fragilidade e pôs toda a força da Sua vida nos elementos do pão e do vinho, que estão, assim, dotados da energia da Sua própria vida. Não hesiteis pois em crer, pois o próprio Senhor claramente o disse: «Isto é o Meu corpo» e «Isto é o Meu sangue».

 

Combatente fiel até a vitória
Padre Roger Luis

Queridos irmãos e queridas irmãs é uma graça muito grande nós estarmos celebrando esta eucaristia de encerramento deste acampamento. O dia em que Jesus retornar, nós viveremos o eterno domingo, o eterno dia do Senhor em nossas vidas. A natureza será renovada, nós seremos totalmente renovados, receberemos um corpo glorioso, porque Cristo será tudo em todos. Nós experimentaremos algo extraordinário neste eterno domingo, o dia do Senhor. Os nossos corações anseiam por este dia e tudo vai passar, pode ser que este dia chegue para alguns hoje ou amanhã, mas nós precisamos estar com os corações preparados. Desfrutaremos deste grande dia do Senhor, onde não haverá dor, choro, sofrimentos, mas enquanto isso não acontece, nós voltaremos para casa e continuaremos combatendo e não estaremos sozinhos, porque o Senhor está conosco e se o Senhor vai a nossa frente, é certa a nossa vitória! As armas do nosso combate não são armas carnais, são armas espirituais, capazes de derrubar muralhas. É no poder e na força do Senhor que nós precisamos combater e avançar. A mentalidade do combatente precisa ser a mentalidade do vencedor, sua mentalidade não pode ser a mentalidade dos derrotados e digo mais, não pelas suas próprias forças, mas pela força D’Aquele que está a nossa frente. A vinda de Jesus é eminente, os sinais são evidentes, nos estamos vislumbrando os últimos momentos desta humanidade. Quando será, nós não sabemos, mas nós sabemos que pode ser a qualquer momento e por isso precisamos estar preparados. As pessoas não conseguem se conter mais em sua sexualidade, como é triste ver jovens envoltos em algo que os oprime, que os joga para baixo. O tempo urge e Deus clama por homens e mulheres que se decidam por Ele, que vivam este combate, Deus clama por pessoas conscientes e decididas em viver na permanente oração, verdadeiros combatentes. É preciso que você persevere até o fim e faça um compromisso diário de fidelidade com Deus, Deus espera a sua fidelidade, Deus tem o céu preparado para você. Os sofrimentos do tempo presente não se comparam com a glória que há de vir! Tudo vai passar, mas nós precisamos nos comprometer e sermos fiéis a Deus, você precisa fazer este compromisso de fidelidade ao Senhor. Nós fomos marcados pelo Espírito Santo para que saíssemos da condição pagã e entrássemos na condição de filhos de Deus para o grande dia que virá, o dia do Senhor. A marca que foi colocada em você no batismo, ninguém pode arrancar. E a Palavra diz que nós não podemos entristecer o Espírito Santo, nós não podemos ter saudades das cebolas do Egito, não podemos querer voltar ao pecado. Você tem a marca do céu em você e ninguém pode tirá-la, é a marca da redenção, você é do céu, não tem mais jeito, o céu é um lugar onde nós estaremos um dia e nunca mais sairemos de lá. O diabo não pode tirar esta marca que esta em você, o pecado não pode tirar esta marca e nada que você fizer poderá tirar esta marca. Mas nós precisamos ser decididos pelo Senhor. Um dia o Senhor me marcou, há mais ou menos 15 anos, mas eu passei por cada provação, por sofrimentos e tive todos os motivos para desistir e muitas vezes na nossa luta diária contra nossos inimigos, contra nós mesmos, quantas vezes eu poderia ter desistido, mas quando olho para trás e constato, eu só não abandonei tudo porque todos os dias eu me esforço em ter uma vida constante em um relacionamento com Deus, não deixei e não vou deixar, pois vou permanecer com o Senhor até o fim dos dias, até o Senhor voltar! Você não pode desistir, você tem o sinal, você foi selado, marcado para o dia da redenção! Combatente você quer uma arma poderosa para vencer o mal? Use o amor! O amor é a arma que pode destruir o diabo, pois ele não suporta o amor. Um santo dizia: “Onde eu não encontro amor, eu planto amor e colherei amor”. E as vezes dentro da própria Igreja nos vemos pessoas brigando, uma querendo engolir a outra, isso tem que mudar através do amor. Talvez você precise plantar o amor em sua casa, com seu marido, com seus filhos e você verá que conseguirá colher amor. A resposta para acabarmos com a violência é o amor! A arma poderosa que nós combatentes temos, é o amor. Um dia poderemos dizer como São Paulo, “Combati o bom combate e guardei a minha fé!”, mas hoje talvez você volte para casa e tenha as mesmas dificuldades que antes ou até piores, mas o dia do Senhor vai chegar, quando vier a tentação para você largar tudo, volte-se ao Senhor, ore ao Senhor, há uma carreira a correr, uma vitória a alcançar e não podemos desistir. A vitória será nossa, essa é a vitória final, o céu! Vale a pena meus irmãos enfrentar gigantes, muralhas, pelo céu, o céu é o nosso lugar e se Deus é por nós quem será contra nós? Nós somos do céu e vamos habitar o céu. Deus nos diz hoje no Evangelho que o Pão do céu é que nos dará a vitória, combatente que não comunga é um combatente fraco, alguns querem comungar, mas não podem comungar, estes estão debaixo da misericórdia de Deus, mas há os que podem comungar e não comungam, criaram uma mentalidade de que não precisam comungar, nem confessar e digo a você, combatente que não comunga não agüentará, pois a eucaristia é o sustento e a garantia que chegaremos no dia do Senhor. Jovem quer vencer a força da carne, seja um jovem eucarístico, seja um avô, uma avó, um pai e uma mãe eucarísticos e você poderá contemplará a derrota de satanás e alcançarás o céu!

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