Educação no trânsito, uma aliança com a vida

SÃO CRISTÓVÃO – PADROEIRO e DEFENSOR DOS MOTORISTAS

No início do primeiro milênio, durante o Grande Império Romano, os soldados eram destacados pelos seus comandantes para prestar seus serviços em vários pontos do Império. Alguns soldados tinham a missão de evitar abusos no Rio Jordão e de tentar salvar as pessoas com problemas naquele rio. Muitos soldados usavam da rigidez para evitar os abusos, e outros tinham poucas técnicas para salvar pessoas dentro daquele rio. No meio daqueles soldados, estava um que agia com muita cautela, inteligência e solidariedade.
Esse soldado ajudava as pessoas a atravessar o rio de uma margem para outra com segurança, prevenindo para que o pior não acontecesse. Um certo dia pegou no colo um menino e o conduziu para a outra margem com bastante cuidado. Aquele menino, notando o censo de responsabilidade daquele soldado, cobriu-lhe de bênçãos.
Aquele menino era “Jesus”, e aquele soldado, mais tarde virou “São Cristóvão”. São Cristóvão ficou consagrado o Santo Padroeiro, protetor dos motoristas por ter transportado com cuidado, com segurança, mas com habilidade técnica, Jesus em seus ombros. Entretanto, São Cristóvão é protetor de qualquer condutor, seja de veículo motorizado, seja de bicicleta, seja de carro de mão do sorveteiro, do vendedor de cachorro quente, do vendedor de outros produtos, como também do incauto catador de papelão que precisa sustentar a sua família, todavia protegendo mais aqueles que procuram conduzir com respeito aos demais usuários.

Reflexão
Qualquer condutor que seja, conduzindo veículo motorizado ou não motorizado, precisa conscientizar-se de que, o ato de dirigir deve ser com consciência, com responsabilidade, com habilidade técnica, com respeito e com educação para que as pessoas não se machuquem, finalizando com a preservação do meio ambiente, da saúde das pessoas, mas, sobretudo na preservação de vidas humanas, espelhando-se, dessa maneira, no nosso Santo Protetor, São Cristóvão. A qualidade de vida no trânsito pode e deve melhorar, na medida em que todos os usuários, especialmente os motoristas, se conscientizem de que a solidariedade e as relações entre as pessoas no trânsito melhorem. Mas isto só será possível quando as autoridades investirem maciçamente na educação do trânsito, exigindo, e não apenas facultando a freqüência em cursos de direção defensiva. As autoridades precisam entender que não é com punição que se consegue educação.
Educação de trânsito adquire-se na escola. O candidato a motorista, o motorista amador e o motorista profissional precisam conhecer novas habilidades técnicas para dirigir com menos violência.

Cinto de Segurança
“Cinto de segurança, não se trata de obediência. É questão de consciência”.
“Aperte o cinto e abrace a vida”.
“Em uma viagem prevenida, o cinto de segurança vale por uma vida”.
“Use o cinto de segurança para não ficar na lembrança”.
“O cinto pode até incomodar. Mas use-o para ir… e voltar”.
“Pegue sua família, e sua bagagem. Aperte o cinto, e boa viagem”.
“O cinto de segurança não é milagroso. Mas pode salvar sua vida”.

Educação de Trânsito
“Dê carona para a prudência”.
“A imprudência atropela a própria vida”.
“Prudência na estrada, garantia de chegada”.
“Preferencial não autoriza negligência ou falta de atenção”.
“Aposte na vida. Não atropele a segurança”.
“Se você gosta de seu filho, não atropele os filhos dos outros”.
“Atrás de uma bola rolando, vem sempre uma criança correndo”.
“Procure corrigir seus vícios no volante. Persistência nos erros, prejuízos logo adiante”.
“As falhas na direção são corrigíveis. Persistir nos erros é ignorância comprovada”.

 

História de São Cristóvão
Cristóvão, antes do batismo, chamava-se Réprobo, porém, depois, se chamou Cristóvão, que é o mesmo que dizer aquele que carrega Cristo, pois ele carregou Cristo em seus ombros, transportando-o e guiando-o; em seu corpo, tornando-o esquálido; em sua mente, pela devoção; e em sua boca, confessando-o e pregando a sua mensagem. Cristóvão era de linhagem Cananéia, de estatura elevada e ereta, rosto feio e aparência assustadora. Tinha doze cúbitos de comprimento, e lemos em algumas histórias que, quando estava a serviço do rei de Canaã, vivendo junto a ele, veio-lhe à mente procurar o maior príncipe existente no mundo e a ele servir e obedecer. E foi tão longe, que encontrou o legítimo grande rei, cuja fama geralmente era de que seria o maior do mundo. E quando este rei o viu, tomou-o para o seu serviço e o fez habitar em sua corte. Certa vez, um menestrel cantou perante ele uma canção na qual citava constantemente o demônio, e o rei, que era um homem cristão, ao ouvi-lo mencionar o demônio, traçou o sinal da cruz em sua fronte. E quando Cristóvão viu isso, ficou curioso em saber que sinal seria aquele e para que o rei o fizera, e lhe perguntou isso. E por que o rei não lhe queria responder, ele disse: Se não me disserdes, não mais habitarei convosco. Então o rei lhe explicou, dizendo: Sempre que ouço mencionarem o demônio, temo que ele possa ter poder sobre mim, e eu me previno contra ele com este sinal, a fim de que não me faça mal e não me perturbe. Então, Cristóvão lhe disse. Temeis que o demônio vos possa fazer mal? Então, o demônio é mais poderoso e maior do que vós. Por isso, fui enganado em minha esperança e em meu plano, pois supunha ter encontrado o maior e o mais poderoso senhor do mundo, mas eu vos recomendo a Deus, porque vou procura-lo para que seja o meu senhor, e eu, o seu servo. Em seguida, ele se despediu daquele rei e apressou-se a ir em busca do demônio. E quando passava por um grande deserto, avistou um grande séqüito de cavalheiros, no meio dos quais se destacava um cavalheiro cruel e horrível que, aproximando-se dele, lhe perguntou qual era o seu destino, e Cristóvão, respondendo, disse-lhe: ‘Estou à procura do demônio, para que seja o meu senhor’. E ele lhe respondeu: ‘Eu sou quem procuras’. Então, Cristóvão ficou contente, pediu-lhe para ser seu servo perpétuo e o tomou como seu mestre e senhor. E indo os dois juntos pelo mesmo caminho, encontraram nele uma cruz erguida. O demônio, ao avistar a cruz, logo ficou apavorado e fugiu, deixando o caminho normal, e, fazendo um grande desvio, fez Cristóvão passar por um deserto árido. Mais tarde, quando já haviam contornado a cruz, reconduziu-o ao caminho principal que haviam deixado. Quando Cristóvão perguntou porque hesitara e abandonara o caminho principal e limpo e entrara num deserto assim tão árido, o demônio não quis lhe explicar de forma alguma. Então, Cristóvão lhe disse: ‘Se não me disseres, separar-me-ei imediatamente de ti e não mais te servirei’. Ao que o demônio se viu obrigado a lhe contar, dizendo-lhe: ‘Havia um homem chamado Cristo que foi suspenso numa cruz, e, quando vejo o seu sinal, fico apavorado e fujo dele, onde quer que o veja’. Cristóvão disse-lhe: ‘Então, ele é maior e mais poderoso que tu, já que tens medo do seu sinal, e eu, agora, por não ter encontrado o maior senhor do mundo, compreendo bem que trabalhei em vão. E eu não mais servirei a ti; segue, pois, teu caminho, pois eu vou à procura de Cristo’. E após ter, durante muito tempo, procurado e perguntado onde poderia encontrar Cristo, finalmente, chegou a um grande deserto, até onde habitava um eremita, e este lhe falou de Jesus Cristo e o instruiu diligentemente na fé e lhe disse: ‘Este Rei a quem desejas servir pede o serviço de jejuares muitas vezes’. E Cristóvão lhe disse: ‘Pede de mim qualquer outra coisa, que eu a farei, pois o que me pedes eu não farei’. E o eremita lhe disse: ‘Então, deves vigiar e orar constantemente’. E Cristóvão lhe disse: ‘Não sei o que isto seja. Não farei tal coisa’. Então o eremita lhe disse: ‘Conheces aquele rio assim e assim, onde muitos pereceram e se perderam?’ Ao que Cristóvão respondeu: ‘Conheço-o muito bem’. Então lhe disse o eremita: ‘Como és de estatura nobre, elevada e forte em teus membros, deves morar perto daquele rio, e transportarás pelo mesmo todos quantos por ele precisarem passar, o que será algo muito agradável a Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem desejas servir, e eu espero que Ele se mostrará a ti’. Então disse Cristóvão: ‘Sem dúvida, este serviço eu posso muito bem executar, e eu prometo a ele que o farei’. Em seguida, Cristóvão foi até aquele rio e lá construiu uma morada para si e carregava nas mãos uma grande vara, à guisa de bastão, para se apoiar dentro da água, e assim transportava toda sorte de pessoas, sem parar. E lá habitou, executando esse trabalho, durante muitos dias. E certa vez, quando dormia em sua choupana, ouviu uma voz de criança que o chamava e dizia: ‘Cristóvão, sai de dentro e vem carregar-me até a outra margem’. Então, levantou-se e saiu, porém não viu ninguém. E voltando de novo para dentro da casa, ouviu a mesma voz, correu para fora e não avistou ninguém. Pela terceira vez, foi ele chamado e, saindo, viu uma criança à beira do rio, que lhe pediu por favor que o transportasse para a outra margem. Então, Cristóvão pôs aquela criança aos ombros, apanhou o bastão e entrou no rio para atravessá-lo. E a água do rio subiu e aumentava cada vez mais; e a criança pesava como chumbo, e a cada passo que dava rumo ao centro do rio, a água aumentava e crescia cada vez mais, e a criança tornava-se mais pesada ainda, a tal ponto que Cristóvão ficou muito angustiado e temia vir a afogar-se. Por fim, conseguiu escapar daquela situação com grande esforço, fez a travessia e colocou a criança no chão, e disse a ela: ‘Menino, puseste-me num grande perigo; pesas tanto como se tivesse o mundo sobre os meus ombros: não poderia carregar um peso maior’. E o menino respondeu: ‘Cristóvão, não te espantes, pois não só carregaste o mundo inteiro em teus ombros, como também carregaste Aquele que criou e fez o mundo inteiro. Eu sou Jesus Cristo, o Rei, a quem serves neste mundo. E para que saibas que digo a verdade, põe teu bastão no chão, junto à tua casa, e amanhã verás que ele estará coberto de flores e de frutos’. E desapareceu de repente de sua vista. Então, Cristóvão colocou o bastão na terra, e, quando levantou de manhã, encontrou-o parecido com uma palmeira, carregado de flores, folhas e tâmaras. Então, Cristóvão se dirigiu até a cidade de Lícia e não conseguia entender a linguagem de seus habitantes. Então, orou ao Senhor, para que fizesse com que pudesse entendê-los, e assim fez. E enquanto estava rezando, os juízes pensavam que estivesse louco, e o deixaram lá sozinho. Então, quando Cristóvão pôde entender o que diziam, cobriu o semblante e foi até o lugar onde costumavam martirizar os cristãos, e os confortou em nome do Senhor. Então, os juízes bateram-lhe na face, e Cristóvão lhes disse: ‘Se eu não fosse cristão, eu vingaria esta ofensa’. Então Cristóvão arremessou o seu bastão no chão e pediu ao Senhor que, para converter aquelas pessoas, ele devia se cobrir de flores e de frutos. E logo assim sucedeu. E então, converteu oito mil pessoas. E o rei enviou dois cavaleiros para que o trouxessem, e o encontraram orando, e não ousaram lhe dizer isso. E logo em seguida, o rei mandou muitos outros cavalheiros e logo se puseram a rezar com ele. E quando Cristóvão se ergueu, disse a eles: ‘O que procurais?’ E ao verem o seu semblante, lhe disseram: ‘O rei nos mandou aqui, a fim de amarrá-lo e conduzi-lo até ele’. E Cristóvão lhes disse: ‘Se eu quisesse, não poderíeis me levar até ele, amarrado ou solto’. E eles lhe disseram: ‘Se quiseres seguir o teu caminho, vai livre, para onde quiseres. E nós diremos ao rei que não te encontramos’. ‘Assim não será’, disse-lhes ele, ‘mas eu irei convosco’. Então, ele os converteu à Fé, e ordenou-lhes que deviam lhe atar as mãos às costas e conduzi-lo assim amarrado à presença do rei. E quando o rei o avistou, ficou apavorado e caiu do trono. E os servos o ergueram novamente. Então, o rei perguntou pelo seu nome e pela sua pátria. E Cristóvão lhe respondeu: ‘Antes de ser batizado, eu me chamava Réprobo, e depois, eu sou Cristóvão; antes do batismo, um cananeu; agora um cristão’. Ao que disse o rei: Tens um nome tolo, isto é, o nome de Cristo crucificado, que não conseguiu livrar-se e não pode ser-te útil. Como, pois, maldizes os cananeus, por que não sacrificas aos nossos deuses?’ Cristóvão respondeu-lhe: ‘Com razão te chamas Dagnus, pois és a morte do mundo e o companheiro do demônio, e os teus deuses são obras de mãos humanas’. E o rei lhe disse: ‘Foste alimentado entre animais selvagens e por isso só podes falar uma linguagem rude e palavras desconhecidas dos homens. E agora, se quiseres sacrificar aos deuses, dar-te-ei grandes presentes e grandes honrarias, e se não quiseres, destruir-te-ei e acabarei contigo, no meio de grandes sofrimentos e torturas’. Mas, apesar de tudo isso, ele não se dispôs, de forma alguma, a sacrificar, por isso ele foi mandado para a prisão, e o rei mandou decapitar outros cavaleiros que havia mandado buscá-lo, e a quem ele convertera. “Em seguida, o rei mandou levar para dentro da prisão de Cristóvão duas mulheres bonitas, uma das quais se chamava Nicéia e a outra Aquilina, e prometeu a elas grandes presentes caso conseguissem fazer com que Cristóvão pecasse com elas. Quando Cristóvão notou isso, prostrou-se em oração, e ao ser forçado por elas, que o abraçaram para que se resolvesse a agir, ele se ergueu e disse: ‘O que procurais? Para que fim aqui viestes?’ E elas, ficando assustadas com seu aspecto e com a expressão clara do seu semblante, disseram: ‘Ó santo de Deus, compadecei-vos de nós, a fim de que creiamos neste Deus que pregais’. E quando o rei ouviu isso, ordenou que as duas fossem retiradas de lá e trazidas à sua presença. E lhes disse: ‘Fostes enganadas. Mas conjuro-vos pelos meus deuses que, se não sacrificardes a eles, sereis imediatamente castigadas com uma morte horrível’. E elas lhe disseram: ‘Se quiserdes que sacrifiquemos, ordenai que o lugar fique livre e que todas as pessoas se reúnam no templo’. Quando isso foi feito, elas entraram no templo, tomaram os cintos e os colocaram em volta do pescoço dos deuses e os arrastaram até o chão, e os fizeram em pedaços. E disseram aos que estavam presentes: ‘Chamai os médicos e os que trabalham com sanguessugas para que curem os vossos deuses’. Então, por ordem do rei, Aquilina foi enforcada, e uma enorme pedra foi amarrada e suspensa aos seus pés, de modo que os seus membros foram quebrados de modo horrível. E quando estava morta e passou para o Senhor, sua irmã Nicéia foi atirada a uma grande fogueira, porém ela conseguiu sair ilesa, intacta. Então eles mandaram decepar-lhe a cabeça à força e assim sofreu a morte. A seguir, Cristóvão foi trazido à presença do rei. Este ordenou que fosse torturado com varas de ferro e colocada em sua cabeça uma cruz de ferro em brasa. Em seguida, após mandar fazer um recipiente de ferro e pôr Cristóvão amarrado dentro dele, ordenou que colocassem fogo por baixo, e o enchessem de piche. Mas o recipiente se derreteu como cera, e Cristóvão saiu sem qualquer ferimento ou queimadura. E o ver isso, o rei ordenou que fosse amarrado a um poste resistente e fosse crivado de flechas por quarenta arqueiros. Contudo, nenhum daqueles arqueiros conseguiu acertá-lo, pois as flechas ficavam imóveis no ar, próximas a ele, sem tocá-lo. Então o rei, imaginando que tivesse sido atravessado pelas flechas dos arqueiros, dirigiu-se até ele para ficar bem perto. E uma das flechas, virando-se repentinamente no ar, atingiu-o num dos olhos, deixando-o cego. Cristóvão disse-lhe: ‘Tirano, vou morrer amanhã. Fazei um pouco de lama misturada ao meu sangue e ungi com ela vosso olho e sereis curado’. Então, à ordem do rei, ele foi levado para que lhe cortassem a cabeça. Fez a sua oração, e a cabeça lhe foi decepada, e assim sofreu o martírio. E o rei então pegou um pouco do seu sangue e o colocou na vista, e disse: ‘Em nome de Deus e de S. Cristóvão’ e logo ficou curado. Então o rei acreditou em Deus e deu ordens para que, se qualquer pessoa culpasse a Deus ou a S. Cristóvão, deveria ser imediatamente morto à espada. Esta é, com algumas alterações, a história de São Cristóvão, extraída da Legenda Áurea, da forma como foi traduzida para o inglês por William Caxton, uma história conhecida em toda a cristandade, tanto no Oriente como no Ocidente. Dela surgiu a crença popular de que todo aquele que contemplasse uma imagem do santo naquele dia não sofreria mal algum: crença essa que foi responsável pela colocação de grandes estátuas e afrescos que o representavam na parte oposta à entrada das igrejas (algumas das quais ainda existem em nosso próprio país), de forma que todos os que entrassem pudessem vê-la. Ele era o santo padroeiro dos viajantes, sendo invocado contra os perigos representados pelas águas, tempestades e pragas. E, em épocas mais recentes, encontrou uma popularidade renovada como padroeiro dos motoristas.
A lenda de São Cristóvão só assumiu a sua forma final na Idade Média: seu nome latino Christophorus (o que leva Cristo), além de ter um significado espiritual, recebeu também um significado material. A história foi enfeitada pela vitalidade da fantasia medieval. Excluindo-se o fato de ter existido, realmente, um mártir de nome Cristóvão, nada se sabe ao certo a respeito do mesmo: O Martirológio Romano diz que ele sofreu o martírio na Lícia, sob o Imperador Décio, morto por flechas e decapitado, após sair ileso das chamas. Os muitos pontos interessantes que surgem em conexão com S. Cristóvão são amplamente discutidos pelo Dr. R. Hindringer, no Lexikon fur Theologie und Kirche, vol. II, cols. 934-936, e por H.F. Rosenfeld, der ht. Christophorus (1937). Houve indubitavelmente um S. Cristóvão, cujo culto estava bastante difundido no Oriente e no Ocidente. Uma igreja na Bitínia lhe foi dedicada em 452. A lenda primitiva nos conta a respeito da procura de um mestre por parte de São Cristóvão ou sobre o seu trabalho de transportar os viajantes através dos rios, porém, sua estatura gigante e seu aspecto assustador são amplamente descritos, bem como o seu bastão que cresceu e floresceu, quando atirado ao chão. O incidente com Aquilina e sua companheira é, também, colocado em evidência, e temos a mesma série absurda de tentativas infrutíferas para levar o mártir à morte. Os textos latinos e grego da lenda primitiva, em diversas revisões, foram publicados em Acta Sanctorun, julho, vol. VI; em Analecta Bollandiana, vol. I, p. 131-148, e X, p. 393-405; e em Acta S. Marinae et S. Christophori de H. Usener. Existe também um texto sírio entre os manuscritos do Museu Britânico (Adic. 12, 174). Para S. Cristóvão na arte, vejam-se Kunstle, Ikonographie, vol. II, p. 154-160, e Drake, Saints and their Emblens; e do ponto de vista do folclore, Bachtold-Staubli, Handworterbuch dês deutschen Aberglaubens, vol. II, p. 65-75; porém a maioria dos folcloristas, por exemplo, H. Gunther, se preocupa em descobrir supostas origens pagãs para as práticas de devoção a ele, na Idade Média.

 

São Cristóvão, rogai por nós

Com carinho nós estamos partilhando a nossa fé, o nosso esforço para sermos fiéis a Jesus. É Jesus mesmo que nos ensina o caminho: “Vigiai e orai”. Rezemos por todos os motoristas. No dia 25, comemoramos a festa de São Cristóvão. Mas por que São Cristóvão é padroeiro dos motoristas? Conta a história que São Cristóvão estava junto a um rio muito turbulento e um menino tentava atravessá-lo. Percebendo o perigo, São Cristóvão tomou a criança nos braços e atravessou para o outro lado do rio. A história conta que esta criança era o menino Jesus e a partir deste fato São Cristóvão passou a ser invocado como protetor dos motoristas. Agora que conhecemos um pouco da vida de São Cristóvão vamos rezar por todos os motoristas. Pela intercessão de São Cristóvão, protegei e guiai todos os motoristas que percorrem as estradas do nosso país transportando o alimento para as nossas mesas e os produtos de nossas empresas. Conduzi, Senhor, todos os motoristas de ônibus, que eles possam levar com segurança os passageiros para seus destinos. Afastai-lhe todos os perigos: acidentes de trânsito, assaltos, e toda espécie de contratempo que os possa prejudicar. Fazei que eles possam sempre retornar à sua casa e encontrar sua família na paz e na alegria. Nós vos pedimos, Senhor, que nossos motoristas possam receber um salário digno e assim consigam sustentar a família. Que nunca lhes falte trabalho – frete e carga para transportar. Senhor, olhai para todos os motoristas desempregados, tendo compaixão de suas famílias e, se for da vossa vontade, que eles possam conseguir um bom emprego. Pedimos por todos os motoristas que perderam sua vida na estrada, no trabalho. Pare um instante esta oração e lembre alguém que morreu de acidente de trânsito… Concedei-lhe, Senhor, poder chegar ao destino final de sua viagem, que é o céu. Senhor, queremos rezar por todos os que utilizam algum meio de transporte para sobreviver nas grandes cidades: motoristas de ônibus, de táxi, de caminhão, motoboys… protegei-os dos acidentes de trânsito, dos assaltos, das enchentes e de todo e qualquer perigo. Ajudai a todos os motoristas desempregados, que eles possam conseguir um novo emprego. Pela intercessão de São Cristóvão, protegei e guiai a todos os que utilizam o automóvel para se deslocar ao emprego, para viagem de descanso e lazer e mesmo para a prática de algum esporte. Segure a chave do seu carro, caminhão, ônibus, moto na sua mão que eu vou abençoá-la pela intercessão de São Cristóvão. Que o Senhor Deus te abençoe e te proteja, que Ele mostre a tua face e tenha misericórdia de Ti, que Ele volva o seu olhar e te dê a paz. Em nome do + Pai, e do + Filho e do + Espírito Santo. Amém.

 

OS ANJOS DO VOLANTE – DIA DOS MOTORISTAS
Cultivemos nossas responsabilidades como intercessores motorizados

A realização de um grande sonho de consumo se materializa quando surge a oportunidade de se comprar um carro. Não interessa se é daquele tipo que se está isento do pagamento do IPVA, um modelo 1.0 ou um outro modelo que exigirá o pagamento do imposto correspondente a alguns salários mínimos. Atrás de um volante, muitos motoristas parecem ser transformados. Mesmo não sendo “motoristas mutantes”, quando no trânsito são vítimas de uma fechada ou perdem a vaga de um estacionamento, facilmente colocam as “garras de fora”. Aqueles que antes pareciam tão centrados emocionalmente, agora demonstram reações contrárias ao seu comportamento usual nessas situações. Em alguns casos, muitos fazem de seus veículos uma arma, disparando em alta velocidade, e tirando a vida de outros ou os matando ao atentar verbalmente contra a sua moral. Infringindo, assim, contra o primeiro mandamento dos motoristas: Não Matar! O acúmulo de compromissos ou a falta de prudência faz muitos condutores disputarem cada centímetro do asfalto, deixando a educação acontecer numa outra ocasião. Na pressa contra os segundos, colocam em risco a sua própria vida e a de terceiros, esquecendo-se de que a estrada deve ser forma de comunhão entre pessoas e não arma mortal. Muitas outras surpresas desagradáveis poderão estar reservadas no trânsito, e a direção defensiva é o antídoto para combater ou minimizar os riscos de um futuro aborrecimento. Cortesia e prudência ajudarão a lidar com os imprevistos. Nos tempos em que a insegurança nos assola, os carros ganham filmes escuros nos vidros e temos a impressão de que a película protetora, muitas vezes, embala também a solicitude dos corações de alguns motoristas, tornando-os indiferentes a ponto de faltar com a ajuda ao vizinho necessitado, especialmente vítimas de acidentes. A busca pelo avivamento de nossas virtudes deverão ser sempre as primícias de nossos relacionamentos. Contudo, existem muitas pessoas ávidas por uma oportunidade de se impor, de alguma maneira, sobre as demais. Para alguns corações desatentos, a ânsia pelo poder alimenta, sorrateiramente, os ânimos fazendo com que tudo se transforme em sinônimo de glória. Não obstante, o valor de um automóvel e suas qualidades podem ser expressão de poder e dominação, e uma ocasião para pecar. A sensação de poder e o sabor inebriante da liberdade podem fazer com que jovens e adultos inaptos à prática da direção ousem a assumir a função de motorista. Convencer jovens e os não tão jovens a não dirigirem quando não estão aptos a fazê-lo deve ser o compromisso daqueles que dizem amá-los. Pois muitos motoristas incapacitados ou sem condições físicas para dirigir dificultam a vida de outras pessoas inocentes, provocando tragédias. O mínimo que poderíamos fazer ao presenciá-las, ao invés de parar apenas como observadores curiosos, seria apoiar as famílias de vítimas de acidentes, sendo solícitos em suas necessidades momentâneas. Dos grandes aos pequenos acidentes de trânsito é muito comum se presenciar discussões. Nem sempre são relevantes os motivos que alteram os ânimos dos motoristas fazendo-os digladiar com palavras de forma a humilhar o seu semelhante. Cabe a outros motoristas, distanciados da situação, procurar prestar socorro e acalmar os mais exaltados, aproximando o motorista culpado e a vítima para propiciar o perdão. Se em cada novo motorista habilitado houver o desejo de aplicar nas estradas o senso de proteção e zelo para os mais vulneráveis, respeitando as oportunidades de ultrapassagens seguras e não se valendo do tamanho ou peso de seus veículos sobre os carros de passeio, certamente, nossas estradas se transformarão em grandes veredas, pelas quais cada um que por elas trafegar poderá se sentir responsável pelo seu próximo.
Busquemos cultivar e viver as nossas responsabilidades como intercessores motorizados. Um abraço a todos. Nós nos veremos no próximo cruzamento!

 

DIRETRIZES DA IGREJA AOS MOTORISTAS

I. Teologia do Automóvel
a) O homem é o rei do universo. Feito à imagem e semelhança de Deus, o homem participa da soberania eterna de Deus, como soberano do universo, tendo como tarefa melhorar sempre mais o universo, para entregá-lo a Cristo que o devolverá ao Pai. Para isto dotado de inteligência, vontade e liberdade.
b) Com sua inteligência, o homem pesquisa, descobre e inventa para facilitar sua vida e a consecução do seu fim: a felicidade. Um dos grandes passos que fez foi a descoberta da máquina. O automóvel é um meio extraordinário para o homem viver melhor. Nele, o ferro, a borracha, a gasolina, o óleo, etc., tornam-se seus súditos, seus vassalos.
c) Estes elementos, combinados entre si, ajudam o homem a libertar-se mais facilmente das distâncias, participando, assim, com o corpo, das características próprias dos espíritos, para os quais não há distância. O homem assim sente-se mais próximo dos seus irmãos, reduz a distância geográfica que os separa.
d) Os elementos do automóvel, porém, não têm razão e, portanto não podem assumir responsabilidades. É a inteligência, a razão humana que deve controlá-los. Eles esperam que o homem não faça deles um instrumento para o mal, para a desgraça (Rm 8, 18ss). Eles foram feitos para o bem e não para o mal.

II. Teologia do Desastre
a) Deus é o autor da vida. Toda a pessoa tem direito à vida e ao que é necessário para sustentar-se na existência. A vida é um presente do Pai, um tempo precioso que nos é concedido para nos aperfeiçoarmos sempre mais, assemelhando-nos sempre mais ao Pai, assegurando nossa salvação eterna. Por isso ninguém tem o direito de tirar a própria vida ou a vida do próximo, pois não somo donos de nossa vida, mas ela nos é emprestada. Para assegurar nossa existência, Deus promulgou o quinto mandamento que, trocando em sentido positivo, torna-se o preceito afirmativo: “conserva a vida pessoal e do próximo”. Não é suficiente evitar matar nosso próximo; devemos amá-lo e, à luz deste amor, cuidar das coisas que afetam sua saúde e sua vida. É em força deste preceito que a Igreja luta contra a guerra, o aborto, os tóxicos, o fumo, o álcool, incentiva o esforço dos médicos na luta para prolongar a vida humana, secunda o trabalho dos governos na eliminação da fome e da miséria. É em força deste preceito que o motorista deve usar da máxima atenção do desempenho deste ofício que está sendo falta de tantas de mortes imprevistas e repentinas por causa dos desastres.
b) Desastre e destino: Deus é autor da vida. Os desastres provêm do homem, do mau uso de sua liberdade, da sua irresponsabilidade. O desastre, como um mal, jamais pode provir de Deus. Se viesse de Deus como destino, em Deus haveria maldade, pois ninguém dá o que não tem. Portanto não existe destino para o mal. Somos nós, homens, que provocamos o mal.
c) O desastre não é destino de Deus, em hipótese nenhuma. É conseqüência de descuido (distrações mil), imprevidências (falhas mecânicas, falhas rodoviárias, sinalização mal feita, etc.) e incompetência para dirigir (desequilíbrios, alcoolismo, inabilitação, etc.).

III. Teologia Moral do Carro
a) O homem tem a obrigação moral de tornar o carro um instrumento de santificação pessoal e de amor ao próximo. Santifica-se usando o carro dentro das medidas da prudência e da justiça: respeitando o pedestre que é seu irmão. Aperfeiçoa-se ainda pelo exercício da paciência e autocontrole, obediência serena aos sinais de trânsito, maior união com os irmãos distantes, colocando um freio à sua liberdade onde começam os direitos do outro.
b) Portanto é sempre um mal (pecado) no uso do automóvel:
1. Não observar as regras de segurança nas estradas; regras que obrigam em consciência.
2. Dirigir de um modo que põe em perigo a própria vida ou a vida dos outros é, sem dúvida alguma, pecaminoso. É sempre uma tentativa de suicídio ou homicídio. Assim, por exemplo: guiar um carro sem condições mecânicas, com defeito no motor, sem freios, sem faróis. Nunca se deve adiar os consertos imprescindíveis para dirigir com segurança. É contrário ao quinto mandamento, por exemplo, dirigir com os freios defeituosos.
3. Ainda: guiar alcoolizado ou intoxicado. É óbvio que quem vai dirigir não deve tomar bebidas alcoólicas que afetam sua capacidade de dirigir com segurança.
4. Algumas pessoas devem deixar de guiar por completo, por exemplo: as que são sujeitas a desmaios ou as que possuem reflexo deficiente ou visão precária. Ninguém deve querer guiar quando está emocionalmente contrariado ou sob grave tensão emocional, como pode ser o caso quando morre um parente ou amigo íntimo. Também quando não tem habilitação ou tal habilitação jurídica foi comprada e não existe na prática.
5. Ainda: colocar em perigo a própria vida (suicídio) ou a vida dos outros (homicídio) desrespeitando a sinalização; guiar namorando abraçado, onde facilmente pode distrair-se e causar um desastre.
6. É um mal ultrapassar a faixa contínua, nas curvas perigosas quando não há visibilidade (por motivo de neblina ou longa fila de carros).
7. Correr em excesso de velocidade, desrespeitando as leis do trânsito e não levando em conta a sinalização (Homens trabalhando, máquinas na pista, cuidado, escola, defeito na pista, passagem de nível, curva fechada, ponte estreita, luz baixa ao cruzar com outro veículo, passagem para pedestres, semáforos, use freio motor).
8. Perder a paciência, insultando o próximo que nos atrapalha, em geral inconscientemente, também é um mal. O carro, ao invés de ser um instrumento de aproximação, de respeito, de amizade com os irmãos, torna-se um instrumento de grosserias, de desrespeito, de palavrões e desaforos.

Conclusão
A vontade de Deus se manifesta através também das leis humanas e civis, como as leis de trânsito. Quando você não as cumpre está indo contra a vontade do Pai, mesmo que da infração não provenha desastre nenhum, pois basta a intenção má. Assim, ultrapassar um carro em faixa contínua mesmo que nada aconteça, ou ultrapassar velocidades prescritas mesmo que nada aconteça, ou ainda guiar alcoolizado ou intoxicado mesmo que nada aconteça é tentativa de suicídio ou homicídio, portanto pecado, pois a causa do desastre já está colocada com a infração da lei, mesmo que não se siga o efeito. Não precisa que se siga o efeito para você pecar; basta que você coloque uma causa má, demonstrando sua má vontade.

Conselhos para os Motoristas
1. Faça do automóvel um instrumento de vida, e não de morte.
2. No volante de seu carro, assuma consciência de sua responsabilidade.
3. O automóvel é cego. Você, motorista, é que deve controlá-lo.
4. Não permita que o automóvel guie você.
5. O destino do automóvel é a felicidade; não faça dele um instrumento de velórios.
6. Não faça da estrada o seu túmulo, mas sim o caminho do encontro com o próximo.
7. Deus criou o automóvel para o homem e não o homem para o automóvel.
8. Faça do automóvel um veículo de redenção e não de destruição.
9. Seja o automóvel um sinal de sua responsabilidade.
10. Faça do carro uma escola de autodomínio.
11. No carro, lembre que o caminho da vida é Cristo. Obedeça suas leis.
12. Não faça do automóvel o seu caixão de morte.
13. Quando você guia, seu irmão espera que você o respeite.
14. Ao iniciar sua viagem ao volante, há muitas criaturas pela estrada. Respeite-as.
15. A cada quilômetro de sua estrada, há mil criaturas esperando para abençoar você.
16. Na sua estrada, seu irmão espera a vida e não a morte.
17. Quando você guia, o ferro, a gasolina, colocam-se a seu serviço para o bem e não para o mal.
18. Deus só pode abençoá-lo quando você guia respeitando suas leis.
19. Deus manifesta sua vontade para você através das leis de trânsito.
20. Sua viagem depende de você e não do automóvel.
21. Sê cavalheiro ao volante; distribua gentilezas e não xingamentos.
22. Deixe-se abençoar pelo carro e não matar-se.
23. Seu automóvel seja uma bênção para o próximo e não uma maldição.
24. Faça de seu automóvel um instrumento de aproximação e não de desunião.

Nenhum comentário ainda

Comentários desativados

Desenvolvido por Origy Networks – Criação de sites e propaganda