O que é o Credo?

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No encerramento do “Ano da Fé” (30/6/1967 a 30/6/1968), em comemoração dos 1900 anos dos martírios de São Pedro e São Paulo, o Papa Paulo VI quis oferecer à Igreja a sua “Profissão de Fé”, que se chamou o “Credo do Povo de Deus”. Muitas razões tornaram este CREDO de Paulo VI de grande importância para a Igreja, sendo muito utilizado e citado nos documentos posteriores da Igreja. Desde o início de sua vida apostólica, a Igreja elaborou o que passou a ser chamado de “Símbolo dos Apóstolos”, assim chamado por ser o resumo fiel da fé dos Apóstolos; foi uma maneira simples e eficaz da Igreja apostólica exprimir e transmitir a sua fé em fórmulas breves e normativas para todos. Nos seus Doze artigos, o Creio sintetiza tudo aquilo que o católico crê. Este é como que “o mais antigo Catecismo romano”. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma.
Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja, que batizou santo Agostinho, mostra de onde vem a autoridade do Símbolo dos Apóstolos, e a sua importância: “Ele é o Símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro dos Apóstolos, teve a sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão da fé” (Expl. Symb. ,7; PL 17, 1158D; CIC §194). “Este Símbolo é o sêlo espiritual, a mediação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente o tesouro da nossa alma” (Expl. Symb. 1: PL, 1155C; CIC §197). Os seus Doze artigos, segundo uma tradição atestada por Santo Ambrósio, simbolizam com o número dos Apóstolos o conjunto da fé apostólica (cf. CIC §191). A palavra grega “symbolon” significa a metade de um objeto quebrado (como por exemplo, um sinete que traz em baixo ou alto relevo um brasão), e que era apresentada como um sinal de identificação e reconhecimento. As partes quebradas eram então juntadas para formar um todo e identificar assim o seu portador.
Portanto, o Símbolo da fé, o Creio, é a identificação do católico. Assim, ele é professado solenemente no Dia do Senhor, no Batismo e em outras oportunidades. Por causa das heresias trinitárias e cristológicas que agitaram a Igreja nos séculos II a IV, ela foi obrigada a realizar uma série de Concílios ecumênicos (universais), para dissipar os erros dos hereges. Os mais importantes para definir os dogmas básicos da fé cristã, foram os Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla I (381). O primeiro condenou o arianismo de Ário, que ensinava que Jesus não era Deus, mas apenas a maior de todas as criaturas; o segundo condenou o macedonismo, de Macedônio, patriarca de Constantinopla, que ensinava que o Espírito Santo não era Deus.
Desses dois importantes Concílios, originou-se o Creio chamado Niceno-constantinopolitano, que traz os mesmos doze artigos da fé do Símbolo dos Apóstolos, porém de maneira mais explícita e detalhada, especialmente no que se refere às Pessoas divinas de Jesus e do Espírito Santo. Além desses dois símbolos da fé, mais importantes, outros Credos foram elaborados ao longo dos séculos, sempre em resposta a determinadas dificuldades ou dúvidas vividas nas Igrejas apostólicas antigas. Por exemplo, temos notícia do Símbolo “Quicumque”, dito de Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria; as profissões de fé dos Concílios de Toledo (DS 525-541), Latrão (DS 800-802), Lião (DS 851-861), Trento (DS 1862-1870), e também de certos Papas, como a “Fides Damasi” (DS 71-72), do Papa Dâmaso.
O Catecismo da Igreja nos assegura, que: “Nenhum dos símbolos das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado como ultrapassado e inútil. Eles nos ajudam a tocar e a aprofundar hoje a fé de sempre através dos diversos resumos que dela têm sido feitos” (CIC § 193). Falando do Credo, São Cirilo de Jerusalém (315-386), assim se expressa nas Cathecheses illuminandorum (5, 12; PG 33, 521-524; CIC §186): “Este símbolo da fé não foi elaborado segundo opiniões humanas, mas da Escritura inteira recolheu-se o que há de mais importante, para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé. E assim como a semente de mostarda contém em um pequeníssimo grão um grande número de ramos, da mesma forma este resumo da fé encerra em algumas palavras todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento”.
Também o Papa Paulo VI, em 1968, achou oportuno fazer a soleníssima Profissão de Fé, no encerramento do Ano da Fé, que aqui publicamos conforme foi publicado no L’Osservatore Romano, 1-2 de julho de 1968. De fato este Credo do Povo de Deus é um marco da maior importância. Quem o aceita plenamente e o vive de todo o coração, é de fato católico; caso contrário, não será, ainda que afirme ser católico. Na verdade, o Papa Paulo VI quis colocá-lo como um farol e uma âncora para a Igreja caminhar nos tempos difíceis de vivemos, por entre tantas falsas doutrinas e falsos profetas, que se misturam sorrateiramente como o joio no meio do trigo, mesmo dentro da Igreja.
Ao apresentar a sua Profissão de Fé, o Papa Paulo VI disse que a sua intenção era a de cumprir a missão petrina, dada por Jesus, de “confirmar os irmãos na fé” (Lc 22,32), que “sem ser uma definição dogmática propriamente dita, repete substancialmente…o CREDO da imortal Tradição da Santa Igreja”.
O Papa justificou a apresentação da Profissão de Fé, em vista da “inquietação que agita certos meios modernos, em relação à fé”, diante deste mundo que põe em “discussão tantas certezas”.
O Papa não deixa de dizer que preocupa-o “que até católicos se deixam dominar por uma espécie de sede de mudança e de novidade”. São Paulo, há cerca de 1950 anos atrás, já tinha falado a Timóteo desta “sede de novidades”, que acaba levando muitos católicos para o caminho do erro: “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pela curiosidade de escutar novidades, ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2Tm 4, 7). Paulo VI fala também daqueles que atentam “contra os ensinamentos da doutrina cristã”, causando “perturbação e perplexidade em muitas almas fiéis, como se pode verificar nos dias de hoje”.
Assim, fica claro que o Papa quis com a sua Profissão de Fé corrigir erros de doutrina surgidos após o Concílio Vaticano II, às vezes por interpretação errada de suas intenções. Preocupa o Papa as “hipóteses arbitrárias” e subjetivas que são usadas por alguns, mesmo teólogos, para uma interpretação da Revelação divina (hermenêutica), em discordância da autêntica interpretação dada pelo Magistério da Igreja.
Na apresentação do Credo, o Papa conclui dizendo: “Queremos que a nossa Profissão de Fé seja bastante completa e explícita para responder, de maneira adequada, à necessidade de luz que tantas almas fiéis sentem, e que experimentam também todos os que, no mundo, seja qual for a família espiritual a que pertençam, estão em situação de procura da Verdade”. Sabemos que é a Verdade que nos leva à salvação. São Paulo, como já citamos acima, fala da “sã doutrina da salvação” (2Tm 4, 7), e afirma que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15). Na mesma Carta a Timóteo, Paulo alerta o seu fiel discípulo, bispo de Éfeso, que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4). Note que para o Apóstolo, a “salvação” e o “conhecimento da verdade” são coisas conexas. Quando ele fala aos tessalonicenses sobre a grande provação que a Igreja deve passar antes da volta de Jesus, as terríveis seduções do homem da iniquidade, com as armas de satanás, ele diz que os que se perderem terão como causa não terem se apegado à verdade que salva. “Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar” (2Ts 2, 10). “Desse modo serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2Ts 2, 12). Enfim, o Apóstolo exorta os tessalonicenses: “ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras , seja por carta nossa” (2Ts 2, 15). Claramente notamos que a preocupação do Apóstolo é manter os fiéis firmes na verdade ensinada pela Igreja, seja de maneira oral (Tradição), seja por escrito. Jesus é a Verdade (Jo 14,6) e disse que a Verdade nos libertará (Jo 8, 32).
O Credo do Povo de Deus é mais uma das inúmeras maneiras que a Igreja usa para manter o Rebanho do Senhor no caminho da verdade que liberta e salva. Quando o Papa João Paulo II apresentou o Catecismo da Igreja Católica, através da Constituição Apostólica “Fidei Depositum”, fez questão de dizer, logo no início: “Guardar o depósito da fé é a missão que Cristo confiou à sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos”. De fato, em todos os tempos – já vinte séculos – a Igreja cumpre bem este mandato do Senhor, assistida pelo Espírito Santo, não permitindo que se corrompa o “depósito da fé”. Vinte e um concílios ecumênicos foram realizados nestes dois mil anos, a maioria deles a fim de debelar as heresias que ameaçavam o sagrado depósito da verdade que o Senhor confiou à sua Igreja.
E, como essas ameaças à fé são contínuas, a Igreja não cessa de chamar os seus filhos a viverem de acordo com a autêntica verdade que Paulo VI ensina na sua solene Profissão de Fé. Com alegria entregamos aos nossos leitores esse Credo, tão profundo e detalhado, para que fique claro aos nossos olhos a verdade da nossa fé. Que, vivendo a “obediência da fé” (Rm 1, 5), fiéis e submissos à Santa Igreja e ao Sagrado Magistério, possamos chegar todos à salvação; pois, como diz o Apóstolo, “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11, 6), já que o “justo vive pela fé” (Rm 1, 17).

SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS (Os Doze Artigos)
1. Creio em Deus Pai todo-poderoso Criador do céu e da terra.
2. E em Jesus Cristo, seu Único Filho, Nosso Senhor;
3. que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria;
4. padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
5. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia;
6. subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai; todo-poderoso;
7. donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo;
9. na Santa Igreja Católica; na Comunhão dos Santos;
10. na remissão dos pecados;
11. na ressurreição da carne;
12. na vida eterna. Amém.

SÍMBOLO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO
1. Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
2. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus; Luz da Luz; Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós homens e pela nossa salvação, desceu dos céus
3. e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
4. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
5. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras,
6. e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
7. E de novo há de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
8. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas.
9. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
10. Professo um só batismo para a remissão dos pecados.
11. E espero a ressurreição dos mortos
12. e a vida do mundo que há de vir. Amém.

SÍMBOLO DE NICÉIA
Creio em um só Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há de vir. Amém.

CREDO DE SANTO ATANÁSIO
Este credo, apesar do nome, foi divulgado por Santo Ambrósio, foi incluído na liturgia, é autêntica profissão de fé e é totalmente reconhecido pela Igreja Católica.
01. Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica.
02. Porque aquele que não a professar, integral e inviolavelmente, perecerá sem dúvida por toda a eternidade.
03. A fé católica consiste em adorar um só Deus em três Pessoas e três Pessoas em um só Deus.
04. Sem confundir as Pessoas nem separar a substância.
05. Porque uma só é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo.
06. Mas uma só é a divindade do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade.
07. Tal como é o Pai, tal é o Filho, tal é o Espírito Santo.
08. O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado.
09. O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Espírito Santo é imenso.
10. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno.
11. E contudo não são três eternos, mas um só eterno.
12. Assim como não são três incriados, nem três imensos, mas um só incriado e um só imenso.
13. Da mesma maneira, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente.
14. E contudo não são três onipotentes, mas um só onipotente.
15. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus.
16. E contudo não são três deuses, mas um só Deus.
17. Do mesmo modo, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor.
18. E contudo não são três senhores, mas um só Senhor.
19. Porque, assim como a verdade cristã nos manda confessar que cada uma das Pessoas é Deus e Senhor, do mesmo modo a religião católica nos proíbe dizer que são três deuses ou senhores.
20. O Pai não foi feito, nem gerado, nem criado por ninguém.
21. O Filho procede do Pai; não foi feito, nem criado, mas gerado.
22. O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede do Pai e do Filho.
23. Não há, pois, senão um só Pai, e não três Pais; um só Filho, e não três Filhos; um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos.
24. E nesta Trindade não há nem mais antigo nem menos antigo, nem maior nem menor, mas as três Pessoas são coeternas e iguais entre si.
25. De sorte que, como se disse acima, em tudo se deve adorar a unidade na Trindade e a Trindade na unidade.
26. Quem, pois, quiser salvar-se, deve pensar assim a respeito da Trindade.
27. Mas, para alcançar a salvação, é necessário ainda crer firmemente na Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
28. A pureza da nossa fé consiste, pois, em crer ainda e confessar que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem.
29. É Deus, gerado na substância do Pai desde toda a eternidade; é homem porque nasceu, no tempo, da substância da sua Mãe.
30. Deus perfeito e homem perfeito, com alma racional e carne humana.
31. Igual ao Pai segundo a divindade; menor que o Pai segundo a humanidade.
32. E embora seja Deus e homem, contudo não são dois, mas um só Cristo.
33. É um, não porque a divindade se tenha convertido em humanidade, mas porque Deus assumiu a humanidade.
34. Um, finalmente, não por confusão de substâncias, mas pela unidade da Pessoa.
35. Porque, assim como a alma racional e o corpo formam um só homem, assim também a divindade e a humanidade formam um só Cristo.
36. Ele sofreu a morte por nossa salvação, desceu aos infernos e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos.
37. Subiu aos Céus e está sentado a direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
38. E quando vier, todos os homens ressuscitarão com os seus corpos, para prestar conta dos seus atos.
39. E os que tiverem praticado o bem irão para a vida eterna, e os maus para o fogo eterno.
40. Esta é a fé católica, e quem não a professar fiel e firmemente não se poderá salvar”.

CREDO NA BÍBLIA
CREIO EM DEUS- Nosso Deus é o único Senhor (Deuteronômio 6, 4; Marcos 12, 29).
PAI TODO-PODEROSO – O que é impossível para os homens é possível para Deus (Lucas 18, 27).
CRIADOR DO CÉU E DA TERRA – No princípio, Deus criou o céu e a terra (Gênesis 1, 1).
CREIO EM JESUS CRISTO – Ele é o resplendor glorioso de Deus, a imagem própria do que Deus é (Hebreus 1, 3).
SEU ÚNICO FILHO – Pois Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho único, para que todo aquele que crer nele não morra, mas tenha a vida eterna (João 3, 16).
NOSSO SENHOR – Deus o fez Senhor e Messias (Atos 2, 36).
QUE FOI CONCEBIDO POR OBRA E GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO – O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Deus Altíssimo repousará sobre ti como uma nuvem. Por isso, o menino que irá nascer será chamado Santo e Filho de Deus (Lucas 1, 35).
NASCEU DA SANTA VIRGEM MARIA – Tudo isto ocorreu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito por meio do profeta: A virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que significa: Deus está conosco) (Mateus 1, 22-23).
PADECEU SOB O PODER DE PÔNCIO PILATOS – Pilatos tomou então a Jesus e mandou açoitá-lo. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça de Jesus e o vestiram com uma capa escarlate (João 19, 1-2).
FOI CRUCIFICADO – Jesus saiu carregando sua cruz para ir ao chamado lugar da caveira (que em hebraico chama-se Gólgota). Ali o crucificaram e, com ele, outros dois, um de cada lado. Pilatos mandou afixar sobre a cruz um cartaz, que dizia: Jesus de Nazaré, rei dos judeus (João 19, 17-19).
MORTO E SEPULTADO – Jesus gritou fortemente: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito! e, ao dizer isto, morreu (Lucas 23, 46). Depois de baixá-lo da cruz, o envolveram em um lençol de linho e o puseram em um sepulcro escavado na rocha, onde ninguém ainda havia sido sepultado (Lucas 23, 53).
DESCEU AOS INFERNOS – Como homem, morreu; porém, como ser espiritual que era, voltou à vida. E como ser espiritual, foi e pregou aos espíritos encarcerados (1Pedro 3, 18-19).
AO TERCEIRO DIA, RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS- Cristo morreu por nossos pecados, como dizem as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia (1Coríntios 15, 3-4).
SUBIU AOS CÉUS, ONDE ESTÁ SENTADO À DIREITA DE DEUS PAI TODO-PODEROSO – O Senhor Jesus foi levado ao céu e se sentou à direita de Deus (Marcos 16, 19).
DE ONDE HÁ DE VIR PARA JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS – Ele nos enviou para anunciar ao povo que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos (Atos 10, 42).
CREIO NO ESPÍRITO SANTO – Pois Deus encheu nosso coração com o seu amor por meio do Espírito Santo que nos deu (Romanos 5, 5).
CREIO NA IGREJA QUE É UNA – Para que todos sejam um, como tu, Pai, em mim e Eu em ti; que eles sejam também um em Nós para que o mundo creia que Tu me enviaste (João 17, 21; João 10, 14; Efésios 4, 4-5).
É SANTA – A fé confessa que a Igreja… não pode deixar de ser santa (Efésios 1, 1). Com efeito, Cristo, o Filho de Deus, a quem o Pai e com o Espírito Santo se proclama o Santo, amou a sua Igreja como sua esposa (Efésios 5, 25). Ele se entregou por ela para santificá-la, a uniu a Si mesmo como seu próprio corpo e a encheu do dom do Espírito Santo para a glória de Deus (Efésios 5, 26-27). A Igreja é, portanto, o povo santo de Deus (1Pedro 2, 9) e seus membros são chamados santos (Atos 9, 13; 1Coríntios 6, 1; 16, 1).
É CATÓLICA – E Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e nem o poder da morte poderá vencê-la (Mateus 16, 18). Possui a plenitude que Cristo lhe confere (Efésios 1, 22-23). É católica porque foi enviada em missão por Cristo à totalidade do gênero humano (cf. Mateus 28, 19).
É APOSTÓLICA- O Senhor Jesus dotou a sua comunidade de uma estrutura que permanecerá até a total consumação do Reino. Antes de mais nada houve a escolha dos Doze Apóstolos, tendo Pedro como cabeça (cf. Mateus 3, 14-15), visto que representavam as Doze Tribos de Israel (cf. Mateus 19, 28; Lucas 22, 30). Eles são os fundamentos da Nova Jerusalém (cf. Apocalipse 21, 12-14). Os Doze (cf. Marcos 6, 7) e os outros discípulos (cf. Lucas 10, 1-2) participaram da missão de Cristo, em seu poder e também em sua sorte (cf. Mateus 10, 25; João 15, 20). Com todas estas providências, Cristo preparou e edificou a sua Igreja (2Timóteo 2, 2).
CREIO NA COMUNHÃO DOS SANTOS – Depois disso, olhei e vi uma grande multidão de todas as nações, raças, línguas e povos. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, e eram tantos que ninguém podia contá-los (Apocalipse 7, 9).
NO PERDÃO DOS PECADOS – Aqueles a quem perdoares os pecados ser-lhe-ão perdoados (João 20, 23).
NA RESSURREIÇÃO DA CARNE – Cristo dará nova vida a seus corpos mortais (Romanos 8, 11).
E NA VIDA ETERNA – Ali não haverá noite e os que ali vivem não precisarão da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque Deus, o Senhor, lhes dará sua luz e eles reinarão por todos os séculos (Apocalipse 22, 5).

CREIO EM DEUS
Em primeiro lugar devemos crer que Deus existe. E o que significa este nome – Deus?
Significa precisamente Aquele que governa e cuida de todas as coisas. Tudo o que há no mundo está subordinada à sua providência. Portanto, nada tem sua origem no acaso, mas em Deus que é o único que cria a partir do nada. “Creio em Deus” nossa profissão de fé começa com Deus, pois Ele é o “Primeiro e o Último” (Is 44, 6), o Começo e o Fim de tudo. A confissão da Unicidade de Deus, que tem a sua raiz na Revelação Divina na Antiga Aliança, é inseparável da confissão da existência de Deus, e igualmente fundamental. Deus é Único: só existe um Deus: “A fé cristã confessa que há Um só Deus, por natureza, por Substância e por essência”.
Crer em Deus, o Único, e amá-lo com todo o seu ser, tem conseqüências imensas para toda a nossa vida:
– Significa conhecer a grandeza e a majestade de Deus: “Deus é grande demais para que o possamos conhecer” (Jó 36, 26). É por isso que Deus deve ser o “primeiro a ser servido” (Santa Joana d’Arc).
– Significa viver em ação de graças: Se Deus é o único, tudo o que somos e tudo o que possuímos vem Dele: “Que é que possuis, que não tenhas recebido?” (1Cor 4, 7). “Como retribuirei ao Senhor todo o bem que me faz?” (Sl 116, 12).
– Significa conhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens: Todos eles são feitos a ” imagem e semelhança de Deus” (Gn 1, 26).
– Significa usar corretamente das coisas criadas: A fé no Deus Único nos leva a usar de tudo o que não é ele na medida em que isto nos aproxima dele, e a desapegar-se das coisas na medida em que nos desviam dele (Mt 5, 29-30; 16, 24; 19, 23-24).
– Significa confiar em Deus em qualquer circunstância, mesmo na adversidade: A oração de Santa Teresa de Jesus expressa esta confiança inabalável em Deus – Nada te perturbe/ Nada te assuste / Tudo passa / Deus alcança / Quem a Deus tem, Nada lhe falta. Só Deus basta. Pai todo poderoso… (Cat. 238-248) A invocação de Deus como “Pai” é conhecida em muitas religiões. A divindade é muitas vezes considerada como “pai dos deuses e dos homens”. Deus é pai, mas ainda, em razão da Aliança do dom da Lei a Israel, seu “filho primogênito” (Ex 4, 22).
Ao designar Deus com o nome de “Pai “, a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos:
– que Deus é origem primeira de tudo e autoridade transcendente, e
– que ao mesmo tempo é bondade e solicitude de amor para todos os seus filhos. A linguagem da fé inspira-se assim na experiência humana dos pais (genitores), que são de certo modo os primeiros representantes de Deus para o homem. Mas esta experiência humana ensina também que os pais humanos são falíveis e que podem desfigurar o rosto da paternidade. Convém lembrar que Deus transcende à paternidade humana (Sl 27, 10), embora seja a sua origem e medida (Ef 3, 14; Is 49, 15). Ninguém é pai como Deus o é. Muito particularmente ele é o “Pai dos pobres”, do órfão e da viúva que estão sob sua proteção de amor (Sl 68, 6). A encarnação do Filho de Deus revela que DEUS é o Pai eterno, e que o Filho é consubstancial a Ele, isto é, que o Filho é no Pai e com o Pai o mesmo Deus único. Deus é o Pai todo-poderoso. Sua paternidade e seu poder iluminam-se mutuamente. As Sagradas Escrituras professam várias vezes o poder universal de Deus. Ele é chamado “o Poderoso de Jacó” (Gn 49, 24; Is 1, 24), o “Forte, o Valente” (Sl 24, 8-10). Se Deus é todo-poderoso “no céu e na terra” (Sl 135, 6), é porque os fez. Ele é o Senhor do universo, cuja ordem estabeleceu, ordem esta que lhe permanece inteiramente submissa e disponível; Ele é o Senhor da história. Com efeito, mostra a sua onipotência paternal pela maneira que cuida das nossas necessidades (Mt 6, 32). Por isso, nada é mais propício para sedimentar nossa fé e a nossa esperança do que a certeza profunda gravada no nosso coração que nada é impossível a Deus (Lc 1, 37).
“A fé católica é esta: que veneramos o único Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a majestade” (Cat. 266). Criador do céu e da terra… (Cat. 279-382) Deus é a causa universal de todas as coisas, e não só cria a forma, mas também a matéria. Por isso fez todas as coisas do nada. Recitamos no Credo essa verdade: criador do céu e da terra.
Há diferença entre criar e fazer? criar, é tirar do nada. Fazer, por sua vez, é produzir a partir de uma matéria pré-existente. Se Deus criou as coisas do nada, também pode refazê-las. Pode dar vista a um cego, ressuscitar um morto e fazer outros milagres. Diz a Escritura: O poder está a Vós submetido, quando quereis (Sab 12, 18). Só Deus criou o universo, livre e direta. Nenhuma criatura tem o poder necessário para “criar” no sentido próprio da palavra, isto é produzir e dar o ser àquilo que não o tinha de modo algum. O Símbolo da fé retoma estas palavras confessando Deus Pai todo-poderoso como “o Criador do céu e da terra”, “de todas as coisas visíveis e invisíveis”. Existe um mundo sobrenatural que não podemos ver. Apenas O conhecemos por revelação divina, e mesmo assim, imperfeitamente. Sabemos que existem anjos, espíritos puros, sem corpo, que servem a Deus noite e dia, e que têm como missão o cuidado de cada um nós; há também anjos decaídos, inimigos de Deus e nossos. Temos um céu a ganhar, um inferno a evitar. Mas depois de nos revelar tudo isso, Deus poderia nos dizer: “Vocês terão muito tempo para contemplar todas estas coisas mais tarde”. Deus fez o céu e a terra para nós. Quer se trate de coisas presentes, quer de coisas futuras, diz São Paulo, “tudo é nosso”. Vivemos rodeados pelas criaturas de Deus.
A profissão de fé do IV Concílio de Latrão afirma que Deus “criou conjuntamente, do nada, desde o início do tempo, ambas as criaturas, a espiritual e a corporal, isto é, os anjos e o mundo terrestre; em seguida, a criatura humana que tem algo de ambas por compor-se de espírito e de corpo” (DS 3002). A hierarquia das criaturas é expressa pela ordem dos “seis” dias, que vai do menos ao mais perfeito. Deus ama todas as suas criaturas (Sl 145, 9), cuida de cada uma, até mesmo os pássaros. Jesus diz: “Vós valeis mais do que muitos pássaros” (Lc 12, 6-7), ou ainda: “Um homem vale muito mais que uma ovelha” (Mt 12, 12).
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, homem e mulher Ele os criou (Gn 1, 27), nesta afirmação vamos encontrar dois aspectos importante:
– Deus é o Criador do homem e o criou por amor, criando-o capaz de degustar o Bem eterno.
– Criado a imagem e semelhança de Deus por estar dotado de inteligência e vontade. Deus criou tudo para o homem, este porém, foi criado para servir e amar a Deus e para oferecer-lhe toda a criação. O homem foi criado por Deus e para Deus (Cat. 358). Por exemplo, quando “criamos” alguma coisa , ela passa a pertencer-nos. Deus nos possui: é para Ele que existimos; fazer sua vontade é algo que deve interessar-nos muito mais do que fazer nossa própria vontade. A criação é o fundamento de “todos os desígnios salvíficos de Deus”, “o começo da história da salvação” que culmina em Cristo. Desde o início, Deus tinha em vista a glória da nova criação em Cristo (Rm 8, 18-23). As criaturas existem para nos ajudarem a ter Deus perto de nós, para que, através delas, pensemos como o seu Autor deve ser grande, como deve ser poderoso e possuir uma beleza mais fascinante que o pôr-do-sol. As criaturas existem também, para nos tornarmos agradecidos por sua existência e beleza. Tudo isto é verdade acerca das criaturas terrenas de Deus. Ele fez o céu e a terra. E não é só a terra que é nossa, também o céu é nosso, isto é, existe para que gozemos de suas maravilhas. Contamos já agora com a proteção dos anjos e com as preces de Nossa Senhora e dos Santos, porque somos filhos de Deus, para que possamos deixar para trás o purgatório e encontrarmos no céu o fim para o qual fomos realmente criados, a existência que verdadeiramente satisfaz todos os anseios da nossa natureza.

A ORAÇÃO DO CREDO NA BÍBLIA
O Credo é uma fórmula doutrinária ou profissão de fé. No cristianismo também é conhecido como símbolo dos apóstolos. A palavra tem origem na palavra credo que significa creio.Em 325, passou a ser uma síntese dos dogmas da fé promulgada pela autoridade eclesiástica, através do Concílio de Nicéia (I). A primeira formulação do tipo credo encontra-se no original de uma carta (c. 225) do bispo Marcelo Ancyra. De uma tradução, com algumas alterações, do credo de Ancyra se deriva o credo latino ainda hoje adotado. O Credo Niceno-Constantinopolitano, ou o Ícone/Símbolo da Fé, é uma declaração de fé cristã que é aceite pela Igreja Católica, pela Igreja Ortodoxa Oriental, pela Igreja Anglicana pelas principais igrejas protestantes. O nome tem a ver com o Primeiro Concílio de Nicéia (325), no qual foi adotado, e com o Primeiro Concílio de Constantinopla (381), onde foi aceite uma versão revista.Por esse motivo, ele pode ser referido especificamente como o Credo Niceno-Constantinopolitano para o distinguir tanto da versão de 325 como de versões posteriores que incluem a cláusula fililoque. Houve vários outros credos elaborados em reação a doutrinas que apareceram posteriormente como heresias, mas este, na sua revisão de 381, foi o último em que as comunhões católica e ortodoxa conseguiram concordar em todos os pontos. Segundo uma antiga tradição, certamente lendária, os doze apóstolos, reunidos em Jerusalém, teriam estabelecido em comum os rudimentos da nova fé, cada um ditando seu artigo. Essa versão era recitada pelos novos cristãos no momento do batismo, e ficou conhecida como credo apostólico. É este credo que iremos meditar dentro das passagens bíblicas que se seguem, para que o leitor possa perceber que toda a profissão de fé proferida pela Igreja católica tem fundamentação bíblica.
1. Creio em Deus, Pai Todo-Poderoso
(2 Timóteo 1, 2) A Timóteo, filho caríssimo: graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Senhor!
2. Criador do Céu e da Terra
(Judite 13, 24) Bendito seja o Senhor, criador do céu e da terra, que te guiou para cortar a cabeça de nosso maior inimigo!
3. E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor
(São Mateus 14, 33) Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus.
(Fl 2, 11) E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.
4. Concebido pelo poder do Espírito Santo, Nasceu da Virgem Maria
(Lc 1, 35) Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
(Lc 2, 6s) Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.
5. Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado
(São João 19, 1.5) Pilatos mandou então flagelar Jesus. Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem!
(São Mateus 28, 5) Mas o anjo disse às mulheres: Não temais! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado.
(São João 19, 33) Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,
(São João 20, 2) Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!
6. Desceu à mansão dos mortos; Ressuscitou ao terceiro dia
(São Marcos 10, 34) Escarnecerão dele, cuspirão nele, açoitá-lo-ão, e hão de matá-lo; mas ao terceiro dia ele ressurgirá.
(Romanos 8, 34) Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós!
NT. Mansão dos mortos: Na antiguidade mundo inferior, império da morte. As histórias da Bíblia transmitem-nos a “palavra de Deus expressa em línguas humanas”. Isto significa que os homens que testemunham a sua experiência de Deus, o fazem com as representações e as imagens do seu tempo. Imaginam a terra como um disco. Sobre ela, encontra-se a abóbada celeste, o “domínio” onde Deus reina sobre os viventes. Em baixo o mundo subterrâneo (sheol), a região onde reina a morte sobre os defuntos. Por isso se diz: Jesus “desceu” à mansão dos mortos.
7. Subiu aos Céu está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso
(São Marcos 16, 19) Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.
(2 Macabeus 11, 13) Mas Lísias era inteligente. Refletiu, pois, na derrota e concluiu que os hebreus eram invencíveis porque o Deus poderoso combatia com eles.
8. De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos
(Atos dos Apóstolos 10, 42) Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.
9. Creio no Espírito Santo
(São Marcos 1, 8) Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo”.
10. Na Santa Igreja Católica
(At 2, 41-47) Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações. De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.
NT. O primeiro papa da Igreja Católica Apostólica Romana foi São Pedro, seu primeiro discurso está inserido no livro dos Atos dos apóstolos no capítulo 2. Pedro ainda escreveu 2 cartas que estão contidas no segundo testamento. As outras igrejas e seitas de denominações cristãs surgiram após o movimento de protestantismo iniciados por Calvino e Lutero. Não tendo tais den0ominações cristãs menção na Bíblia como a Igreja.
NT2. O nome Igreja Católica Apostólica Romana significa: A comunidade dos cristãos que não distingue grupos nacionais, étnicos, sociais entre outros, tendo uma visão universal dos filhos de Deus. Sediada em Roma; Igreja Romana. Procedente dos apóstolos. Dependente da Santa Sé, de caráter Papal.
11. Na comunhão dos santos
(Apocalipse 7, 9) Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão,
(Sabedoria 18, 9) Por isso, os santos filhos dos justos ofereciam secretamente um sacrifício; de comum acordo estabeleciam o pacto divino: que os santos participariam dos mesmos bens e correriam os mesmos perigos; e entoavam já os hinos de seus pais,
(Efésios 1, 18) que ilumine os olhos do vosso coração, para que compreendais a que esperança fostes chamados, quão rica e gloriosa é a herança que ele reserva aos santos,
12. Na remissão dos pecados
(Atos dos Apóstolos 5, 31) Deus elevou-o pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
(Atos dos Apóstolos 13, 38) Sabei, pois, irmãos, que por ele se vos anuncia a remissão dos pecados.
13. Na ressurreição dos mortos e a vida eterna
(Mt 27, 52s) Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas.
(Mt 22, 31s) Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus vos disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó
(Ex 3, 6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos.
(São João 3, 16) Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
14. Amém – Sim, assim seja
(Apocalipse 22, 20) Aquele que atesta estas coisas diz: Sim! Eu venho depressa! Amém. Vem Senhor Jesus! Quem diz “Amém” confirma a sua decisão. Amém – sim, assim seja, eu adiro, aceito. Este Evangelho é válido para mim. Agradeço ao Senhor por isto.

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