Valorizar o Dia do Senhor

A celebração da festa da Divina Misericórdia nos colocou dentro de uma atmosfera muito importante: a valorização do domingo, o primeiro dia da semana, o dia do Senhor, como o dia mais importante da semana e da vida de todos os batizados.

Jesus, ao entrar no Cenáculo, anuncia: “A Paz esteja convosco!”. “A quem vós perdoardes os pecados eles serão perdoados e quem vós reterdes eles serão retidos”.

Jesus nos sinaliza a importância de valorizarmos o dia da Páscoa, da Ressurreição, da vitória da vida sobre a morte e o pecado.

Agora eu me pergunto sempre: como é o nosso domingo? Nosso domingo tem a dimensão de agradecer os benefícios de que Deus deu para cada um de nós? Dos benefícios que são concedidos para a nossa comunidade?

O Papa emérito Bento XVI ensinou, no domingo da Divina Misericórdia que: “Todos os anos, celebrando a Páscoa, nós revivemos a experiência dos primeiros discípulos de Jesus, a experiência do encontro com o Ressuscitado: narra o Evangelho de João que eles viram aparecer no meio deles, no cenáculo, na noite do dia da ressurreição, “o primeiro da semana”, e “oito dias depois” (Jo 20, 19.26). Aquele dia, chamado depois de “domingo”, “dia do Senhor”, é o dia da assembleia, da comunidade cristã que se reúne para seu culto próprio, isto é, a Eucaristia, culto novo e diferente daquele judaico do sábado. De fato, a celebração do Dia do Senhor é uma prova muito forte da Ressurreição de Cristo, porque somente um acontecimento extraordinário e envolvente poderia levar os primeiros cristãos a iniciar um culto diferente em relação ao do sábado hebraico. Então, como hoje, o culto cristão não é somente a comemoração de eventos passados, e nem mesmo uma experiência mística particular, interior, mas essencialmente um encontro com o Senhor ressuscitado, que vive na dimensão de Deus, além do tempo e do espaço, e todavia se faz realmente presente na comunidade, nos fala nas Sagradas Escrituras e parte para nós o Pão da Vida Eterna. Através destes sinais nós vivemos aquilo que experimentaram os discípulos, isto é, o fato de ver Jesus e ao mesmo tempo de não reconhecê-Lo, de tocar o seu corpo, um corpo verdadeiro, mas livre das ligações terrenas”.

Domingo é dia de Santa Missa. Domingo é dia de dedicar-se aos trabalhos do Senhor Jesus, na pastoral, na visita ao doente, na visita à Vila Vicentina, na reunião da família em torno da Mesa da Eucaristia, da Mesa da Palavra e do ágape fraterno.

Quantos vivem o domingo apenas no exterior, nos ranchos, nos jogos de futebol e se esquecem de Deus. Será que Deus se esquece de nós? Não podemos viver uma fé intimista, voltada apenas para o nosso deleite pessoal. Devemos, em primeiro lugar, procurar a Deus, a Igreja e a uma vivência da nossa fé realmente na vida Eucarística.

Que nossos domingos sejam domingos de Missa e de vivência da fé em que professamos!

Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário  Judicial da Diocese da Campanha(MG).  

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