O Coração de Jesus e a Eucaristia

“Quem poderá descrever dignamente as pulsações do Coração divino do Salvador, indícios de seu amor infinito, naqueles momentos em que oferecia à humanidade seus dons mais preciosos, a si mesmo no sacramento da eucaristia, sua Mãe santíssima e o sacerdócio? Ainda antes de celebrar a última ceia com seus discípulos, ao pensar que iria instituir o sacramento de seu corpo e de seu sangue, cuja efusão iria confirmar a nova aliança, o Coração de Jesus manifestara intensa comoção, revelada por ele aos apóstolos com estas palavras: “Desejei ardentemente comer esta páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15). Mas sua emoção atingiria o ápice quando tomou o pão, rendeu graças, partiu-o e ofereceu-lhes, dizendo: “Este é o meu corpo, dado por vós. Fazei isto em minha memória. Do mesmo modo, depois da ceia, deu o cálice dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que por vós será derramado” (Lc 22,19-20)” (Pio XII, Encíclica Haurietis Aquas, 33-34).

Essas observações do Papa Pio XII, na encíclica que se tornou ponto de referência quando se estuda a espiritualidade do Coração de Jesus, motiva-nos a apresentar a fundamentação bíblica dessa devoção (O coração na Bíblia e O Coração Traspassado) e a analisar o dom mais precioso do Coração de Jesus – aquele que nasceu de um desejo ardente e num momento especialíssimo de sua vida e missão: a Eucaristia (“Desejei ardentemente”, Memorial da morte e ressurreição e O que mais poderia Jesus ter feito por nós?).

O coração na Bíblia
Na introdução de um livro que escreveu sobre o Coração de Jesus, o teólogo alemão Karl Rahner (1904-1984) afirmou que “no futuro do mundo e da Igreja, o homem e a mulher serão místicos, isto é, pessoas com profunda experiência religiosa, ou não serão mais cristãos”. Os místicos, segundo ele, serão capazes de compreender de maneira nova e radical o sentido da expressão Coração de Jesus. Coração de Jesus, Sagrado Coração de Jesus: terá ainda sentido essa devoção? Não será uma forma ultrapassada de expressão religiosa, própria de outras épocas e culturas? Afinal, ao longo dos séculos, homens e mulheres relacionaram-se com Deus utilizando-se de palavras, expressões e gestos tirados de seu mundo, de seu tempo e de sua realidade. Por isso mesmo, muitas devoções e manifestações religiosas, largamente difundidas em determinadas épocas ou lugares, aos poucos caíram em desuso. Todos admitem que tiveram seu valor mas, hoje, ninguém mais lhes dá importância.
Não teria acontecido o mesmo com a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, tão difundida nos séculos dezoito e dezenove? A história da Igreja nos ensina que as expressões de fé que têm base bíblica conseguem ultrapassar culturas, épocas e costumes e permanecem sempre. Ora, a base da espiritualidade do Coração de Jesus está na Bíblia. Nela encontramos, somente no Antigo Testamento, 853 vezes a palavra “coração” – por exemplo, na promessa: “Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo. Removerei de vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne” (Ez 36,26). No Novo Testamento, essa palavra aparece 159 vezes. Na maioria delas, mais do que se referir ao órgão físico, sintetiza a interioridade da pessoa, sua intimidade e o mais profundo do seu ser. É o que percebemos no convite de Jesus: “Vinde a mim vós todos que estais cansados sob o peso de vosso fardo e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,28-29). Quem penetra nesse Coração manso e humilde passa a compreender a razão de sua predileção pelos pecadores, pobres e aflitos; partilha de seu ardente amor pelo Pai; descobre as dimensões de seu amor e sente-se motivado a se jogar com confiança nele. É o caso do apóstolo S. Paulo, que fez tão profunda experiência da intimidade de Cristo que passou a insistir: “Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3,17-19).
Um biblista belga, Ignace de la Potterie[1], escrevendo sobre a intimidade de Cristo, isto é, sobre seu “coração”, insiste que Jesus tinha consciência de ser ele mesmo “o Reino de Deus”. Converter-se e crer no Evangelho quer dizer converter-se a Jesus, penetrar na intimidade de seu Coração e viver dele e por ele. É isso que entendemos, por exemplo, com a invocação: “Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações”. Entramos em seu reino, isto é, penetramos em sua interioridade, quando começamos a reconhecê-lo como Rei e Senhor, quando aceitamos que seja ele a reinar em nossos corações. Damos outro passo no conhecimento de sua intimidade quando descobrimos as razões e os modos de sua obediência ao Pai. Jesus foi obediente não só para nos deixar um exemplo, mas porque tinha clara consciência de ser, acima de tudo, Filho. Tendo uma profunda intimidade com o Pai e, sabendo-se infinitamente amado por ele, como não lhe obedecer? A obediência era-lhe, pois, natural, e até mais do que isso: uma agradável obrigação de todo o seu ser. Obedecendo, vivia, mais do que em qualquer outra circunstância, a condição de Filho. Deus é seu “Abbá”, seu Pai querido.

O Coração Traspassado
Também o apóstolo e evangelista João refere-se à intimidade de Cristo, ao seu “coração”, mas de outra maneira. Presente no Calvário quando Jesus consumava sua obra, o evangelista relata com pormenores o que testemunhou: “Era o dia de preparação do sábado, e esse seria solene. Para que os corpos não ficassem na cruz no sábado, os judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas, primeiro a um dos crucificados com ele e depois ao outro. Chegando a Jesus viram que já estava morto. Por isso, não lhe quebraram as pernas, mas um soldado golpeou-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água. (Aquele que viu dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; ele sabe que fala a verdade, para que vós, também, acrediteis.) Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. E um outro texto da Escritura diz: “Olharão para aquele que traspassaram” (Jo 19,31-37). “Olharão para aquele que traspassaram”.
S. João vê no Coração traspassado de Jesus um sinal escolhido por Deus para testemunhar seu amor. Vê nesse sinal o maior prodígio da História da Salvação; a maior epifania do amor de Deus; o ponto mais alto e a síntese de todo o mistério pascal. Não vê esse fato como casual, mas como um acontecimento projetado por Deus e até anunciado no Antigo Testamento (Ex 12,46; Zc 12,10). O sangue que sai do lado de Cristo é sinal de libertação (Ex 12,7,13); por ele concretiza-se a nova aliança (Ex 24,8): “Este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26,28). Assim, no Coração aberto de seu Filho, Deus marca um encontro conosco, mostra-nos sua misericórdia e nos dá seu abraço de Pai. A água que sai do lado de Cristo é a “água viva”, prometida por Jesus à Samaritana (cf. Jo 4,10-14): quem dela beber, “nunca mais terá sede”. É, também, a água prometida a todos “no último e mais importante dia da festa” das Tendas[2]: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim” – conforme diz a Escritura: “Do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7,37-38). Ao evangelista João não interessa somente o que sai – sangue e água –, mas de onde sai: do lado aberto do Coração de Cristo, de seu Coração traspassado. Sagrado Coração de Jesus, portanto, é um outro nome que a Igreja dá ao Traspassado na Cruz. Desde os primeiros tempos de sua história, a Igreja elevou seu olhar para o Coração de Cristo, ferido pela lança do soldado na Cruz. Olhando para aquele que foi traspassado, queria penetrar na intimidade de seu Senhor. Desse olhar nasceu uma descoberta, que o Concílio Vaticano II (1962-1965) assim resumiria: ele nos “amou com um coração humano” (GS, 22).

“Desejei ardentemente”
O Papa Pio XII destacou que, ao instituir a Eucaristia, seu dom mais precioso, o Coração de Jesus deixou que seus sentimentos se manifestassem abertamente: “Desejei ardentemente comer esta páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15). A instituição da Eucaristia aconteceu, pois, por premeditação de Jesus e não por mera iniciativa dos apóstolos. Diante da proximidade da festa da Páscoa, eles perguntaram ao Mestre: “Onde queres que preparemos a ceia pascal?” (Mt 26,17). Os apóstolos eram judeus e deviam participar anualmente dessa celebração. Tinham aprendido a fazer memória[3] da ação libertadora operada pelo Senhor, no Egito. Em resposta à pergunta, Jesus lhes deu as devidas orientações (“Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a ceia pascal em tua casa, junto com meus discípulos’” – Mt 26,18) e eles procuraram executá-las (“Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a ceia pascal” – Mt 26,19).
Ao anoitecer daquela quinta-feira – ou, para usar uma expressão do evangelista Lucas: “quando chegou a hora” (Lc 22,14) –, reunido com os apóstolos, Jesus lhes abriu seu coração. Em nenhuma outra oportunidade havia expressado tão claramente seus sentimentos; em nenhum outro momento falara tão abertamente do que ia no mais profundo de seu ser: “Desejei ardentemente comer esta páscoa antes de sofrer” (Lc 22,15). Depois de antecipar que não mais comeria a páscoa com eles, “até que ela se realize no Reino de Deus” (Lc 22,16), fez uma série de gestos que os apóstolos só entenderiam mais tarde, em Pentecostes: “Tomou o pão, deu graças, partiu-o e lhes deu, dizendo: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim’. Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós’” (Lc 22,17-20). “Desejei ardentemente…” Jesus deixou claro que aquele momento e aquele acontecimento não estavam sendo improvisados. Foram preparados e desejados por ele. Se para ele era um momento importante, emocionante até, o que foi para os apóstolos? Pouco ou nada entenderam do que Jesus fez e falou. É o que se conclui pelo que aconteceu em seguida: “Ora, houve uma discussão entre eles sobre qual deles devia ser considerado o maior” (Lc 22,24). Certamente, Jesus não se surpreendeu com tal discussão: havia antecipado que só com a vinda do Espírito Santo eles entenderiam suas palavras e obras. Realmente, “quando chegou o dia de Pentecostes” (At 2,1), os apóstolos compreenderam a extensão do “Desejei ardentemente…” e da ordem: “Fazei isso em memória de mim!” (Lc 22,19) – ordem que os primeiros cristãos levaram muito a sério, a ponto de serem “assíduos… à fração do pão” (At 2,42).

Memorial da morte e ressurreição
“Quando a igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, esse acontecimento central da salvação torna-se realmente presente e com ele se realiza também a obra de nossa redenção. Esse sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos, como se a ele tivéssemos estado presentes. Assim, cada fiel pode tomar parte na obra da redenção, alimentando-se de seus frutos inexauríveis.” (EE, 11). Essa verdade de fé, esse mistério – “mistério grande, mistério de misericórdia” –, fez nascer uma pergunta no coração de João Paulo II: “O que mais poderia Jesus ter feito por nós?” O próprio Papa, maravilhado com a grandeza desse mistério, exclamou: “Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado até o fim (cf. Jo 13,1), um amor sem medida” (id.).
Estamos convictos de que:
(1º) o memorial da morte e ressurreição do Senhor encontra-se à nossa disposição e podemos participar da obra de nossa redenção “como se tivéssemos estado presentes”;
(2º) de diversas maneiras Jesus cumpre, na Igreja, a promessa que fez: “Eu estarei sempre convosco, até o fim do mundo” (Mt 28,20), sendo que, na Eucaristia, essa presença é especial (cf. EE 1);
(3º) a Igreja vive da Eucaristia; nutre-se desse pão vivo (cf. EE 7);
(4º) a Eucaristia é o que a Igreja tem de mais precioso para oferecer ao mundo (cf. EE 9). Diante dessas certezas, só nos resta perguntar: que impacto tem a Eucaristia em nosso dia-a dia? A participação nesse “mistério da fé” é, realmente, o momento mais importante de nossa vida? “Desejei ardentemente comer esta Páscoa antes de sofrer”. Somos convidados a ver a Eucaristia a partir da perspectiva do Coração de Jesus. Reunido com os apóstolos, na noite daquela memorável quinta-feira, ele procurou dizer-lhes que não nos estava deixando apenas uma série de ensinamentos e de lembranças. Era sua própria pessoa que nos oferecia em testamento. Concretizava, dessa maneira, a nova aliança com o Pai. Ele se oferecia pela salvação do mundo. Na Eucaristia aplica, aos homens e às mulheres de hoje, a reconciliação obtida, de uma vez para sempre, para a humanidade de todos os tempos (cf. EE 12), já que torna presente o sacrifício da Cruz. Não é mais um sacrifício, nem se multiplica. O que se repete é a celebração memorial (cf. EE 12). Participando da Eucaristia, aprendemos com Jesus a “lavar os pés uns dos outros” (Jo 13,14), num serviço fraterno que se expressará sob mil formas e em inúmeras circunstâncias, numa extensão da Eucaristia.

O que mais poderia Jesus ter feito por nós?
Depois da consagração, o Presidente da celebração eucarística aclama: Eis o mistério da fé! Realmente, a Eucaristia não é um dos tantos mistérios, mas é “o” mistério da fé. É fonte da vida da Igreja, pois dela é que nasce a graça; é, também, seu ponto mais alto, pois é para a Eucaristia que tende sua ação, suas orações e seus trabalhos pastorais. Por ela se obtém a santificação dos homens e a glorificação de Deus. Como deve ocupar o lugar central na vida cristã, toda a atividade cristã deve ser organizada em vista da Eucaristia. À aclamação do Presidente da celebração, o povo responde: Anunciamos, Senhor, a vossa morte; proclamamos a vossa ressurreição; vinde, Senhor Jesus! Anunciar a morte do Senhor até que ele venha inclui transformar a vida, que se deve tornar eucarística (cf. EE 20). Somos chamados a unir-nos a Cristo, sacerdote e vítima, associando-nos à oferta que faz de si mesmo pela salvação da humanidade. É com Cristo Eucarístico que aprendemos a viver a identidade entre ministro e vítima. Também nós devemos desejar ardentemente celebrar a Páscoa, pois em nenhum momento somos tão fortes, tão úteis e eficazes como nesse, em que nos oferecemos a Cristo; com Cristo nos oferecemos ao Pai; e oferecemos ao Pai, “por Cristo, com Cristo, em Cristo”, toda a humanidade. Cada vez que formos para o altar deveremos levar a realidade que nos envolve – realidade feita de esperanças e alegrias, mas também de sofrimentos e insucessos. Damos, assim, nossa contribuição pessoal ao sacrifício redentor de Cristo. Com ele, aprendemos a ser pão partido e repartido para vida do mundo – isto é, descobrimos que não se pode comer o corpo do Senhor e beber seu sangue, e permanecer insensível diante da situação dos irmãos.
A Eucaristia é também comunhão: não só cada um de nós recebe Cristo, mas Cristo recebe cada um de nós (cf. EE 22). Unindo-nos a ele, que possui a vida divina em plenitude, participamos de sua vida divina: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, possui a vida eterna” (Jo 6,54). Quem recebe a Eucaristia, recebe, pois, o germe da ressurreição: “Quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6,58). Celebrar a Eucaristia é esperar a vinda gloriosa de Jesus Cristo; é unir-se à liturgia celeste, associando-se àquela multidão imensa que grita: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro” (Ap 7,10). “A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar nosso caminho” (EE, 19). “Desejei ardentemente comer esta páscoa antes de sofrer” .
Precisamos alimentar em nosso coração os mesmos sentimentos de Cristo Jesus (cf. Fl 2,5). Quando nossos sentimentos forem os dele, não só poderemos dizer: “Eu vivo, mas não sou eu quem vive; é Cristo que vive em mim!” (Gl 2,20), como também concluiremos que “o divino Redentor foi crucificado mais pela força do amor do que pela violência de seus algozes; e seu voluntário holocausto é o dom supremo que seu Coração fez a cada um dos homens” (HA, 37). Ou, como o apóstolo São Paulo, proclamaremos com convicção: “O Filho de Deus me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). O que mais poderia o Coração de Jesus ter feito por nós?…

[1] DE LA POTTERIE, I. Il mistero del Cuore trafitt -. Fondamenti biblici della spiritualità del Cuore di Gesù. Bolonha – Itália, Dehoniane, 1988.
[2] Festa das Tendas (ou: do Tabernáculo; ou: da Dedicação): Festa do fim da colheita, especialmente da uva, no início do outono da Palestina (set/out), a mais festiva das festas de romaria (Páscoa, Pentecostes e Tendas). Originalmente pernoitava-se nas cabanas de folhagens nos vinhedos, mais tarde, interpretadas como lembrança das tendas no deserto, quando do êxodo do Egito. Tanto o templo de Salomão como o de Zorobabel (2º templo) foram inaugurados nesta festa, motivo pelo qual ela é também chamada de Festa da Dedicação do Templo. Foi em uma delas que Esdras fez a grande leitura da Lei (fundação do judaísmo: Ne 8-9). (Cf. Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, Glossário).
[3] Memória: o fato recordado é o evento salvífico de Deus, que se renova na história, atualizando-se. Nesse sentido, a eucaristia não é só recordação, mas o sacrifício de Cristo em ação, no hoje da Igreja, a tensão para a realidade gloriosa de Cristo ressuscitado. (Dicionário Enciclopédico das Religiões, Vozes).  

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