Cardeal Müller: Ideologia de gênero se converteu em uma nova religião

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Roma, 31 Mai. 18 / 01:00 pm (ACI).- O Cardeal Gerhard Müller refletiu sobre o progresso da ideologia de gênero no mundo e considerou que esta floresceu no vazio deixado pelo colapso do fascismo e do comunismo soviético como uma “nova religião”.

“O marxismo e o fascismo, a ideologia anticristã, caíram. O capitalismo está em crise. Havia lugar para a verdadeira filosofia, para a teologia e para a religião cristã. Mas as pessoas preferiram inventar uma nova religião, que acredita no ser humano em vez de Deus”, disse o Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé em 25 de maio.

O Purpurado fez esta declaração antes da apresentação da edição italiana do livro “Why I Don’t Call Myself Gay” (Por que não me chamo gay), de Daniel Mattson.

“As pessoas não podem se classificar segundo a sua orientação sexual”, disse o Cardeal Müller. “Não temos seres humanos mais especiais do que outros. O homem deve se descrever de acordo a sua pessoa e com o fato de que ele é criado à imagem e semelhança de Deus e da sua vocação à Vida eterna”.

Referindo-se à pastoral para os homossexuais, o Cardeal assinalou que “a Igreja sempre respeitou toda a pessoa humana, além de qualquer categorização”.

Além disso, destacou que “na ideologia de gênero se pode contar dezenas de gêneros, enquanto o ser humano é criado como homem e mulher: esta é a nossa natureza, e a vontade de Deus Criador se expressa nesta natureza”.

O Cardeal Müller sublinhou que as pessoas “devem resistir aos que se organizam como um grupo ideológico e querem mudar toda a sociedade, impondo o seu pensamento em cada povo”.

Isso é “uma imposição de um pensamento único”, pois os grupos ideológicos “atacam todos aqueles que não pensam como eles, insultam, inclusive destroem a dignidade humana das pessoas que pensam de forma diferente”.

Disse que estas pessoas formam “um lobby, uma organização com seus próprios interesses”.

“Podemos falar de qualquer coisa no segredo de confissão e com cuidado pastoral, mas nenhum homem pode se identificar com uma categoria que realmente não existe”, acrescentou.

Também destacou que esta construção vem do pensamento marxista, pois a “lógica marxista afirma que a mente não reconhece a realidade, mas constrói a realidade: quando o partido comunista diz que 2 + 2 é 5, todo o mundo deve acreditar”.

Sobre Daniel Mattson

No livro “Why I Don’t Call Myself Gay” (Por que não me chamo gay), Daniel Mattson combina sua biografia, filosofia de vida e um guida prático da vida em castidade. A edição em inglês tem um prólogo do Cardeal Robert Sarah e foi recomendado por vários arcebispos.

Mattson reconhece que desde criança experimentou uma atração para o mesmo sexo, mas vive em castidade e faz parte da organização Courage, que ajuda pessoas que, como ele, querem viver um vida casta marcada pela oração, o companheirismo e o apoio mútuo.

O Cardeal Müller elogiou Mattson, membro da organização Courage, por não se classificar como gay, mas como “Filho de Deus”.

Ideologia de gênero e Igreja Católica

A ideologia de gênero e o cuidado pastoral para as pessoas homossexuais estão entre os temas mais discutidos na Igreja Católica.

A Congregação para a Doutrina da Fé emitiu em 1986 uma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais, na qual incentiva os pastores “a promoverem, nas suas dioceses, uma pastoral para as pessoas homossexuais, plenamente concorde com o ensinamento da Igreja”.

“Nenhum programa pastoral autêntico poderá incluir organizações em que pessoas homossexuais se associem entre si, sem que fique claramente estabelecido que a atividade homossexual é imoral. Uma atitude verdadeiramente pastoral incluirá a necessidade de evitar, para as pessoas homossexuais, as ocasiões próximas de pecado”, acrescenta o documento.

Em seu Pontificado, o Papa Francisco fez reiteradas advertências sobre os perigos da ideologia de gênero e, poucos meses antes de renunciar, o Papa Bento XVI fez o mesmo.

Em sua saudação de Natal à Cúria Romana, em 21 de dezembro de 2012, Bento XVI disse que “salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente. O homem contesta o fato de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria”.

 

 

5 advertências do Papa Francisco sobre a ideologia de gênero
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VATICANO, 02 Dez. 16 / 10:00 am (ACI).- Ao longo do seu pontificado, o Papa Francisco fez diversas e claras advertências sobre a ideologia de gênero, uma corrente que considera que o sexo não é uma realidade biológica, mas uma construção sociocultural que diversos governos tentam impor através da educação das crianças e jovens.

A seguir, 5 advertências claras que o Santo Padre fez a respeito deste tema polêmico:

1. É uma colonização ideológica

No final de julho deste ano, dirigindo-se aos bispos da Polônia, o Pontífice afirmou que “na Europa, na América, na América Latina, na África, em alguns países da Ásia, há verdadeiras colonizações ideológicas. E uma destas – digo claramente com nome e sobrenome – é a ideologia de gênero!”.

“Hoje ensinam as crianças – as crianças! –, que estão na escola: que cada um pode escolher o seu sexo. E por que ensinam isto? Porque os livros são das pessoas e instituições que lhes dão dinheiro. São as colonizações ideológicas, sustentadas também por países muito influentes. Isto é terrível”, alertou.

2. Esvazia o fundamento antropológico da família

Na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, sobre o amor na família, publicada em março de 2016, o Santo Padre explica no parágrafo 56 do documento, que a ideologia de gênero “prevê uma sociedade sem diferenças de sexo, e esvazia a base antropológica da família”. Além disso, procura uma identidade humana que pode se determinar de forma individual e ser trocada no tempo.

“Esta ideologia leva a projetos educativos e diretrizes legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculadas da diversidade biológica entre homem e mulher”, denúncia o Santo Padre.

3. É um equívoco da mente humana

Em março de 2015, o Papa Francisco se referiu às “colonizações ideológicas” que afetam seriamente a família, pois são “modalidades e propostas que existem na Europa e chegam também do outro lado do Oceano. E há também esse erro da mente humana que é a teoria de gênero, que cria tanta confusão”.

4. É um passo atrás

Em abril de 2015, o Papa ofereceu uma catequese sobre o ser humano criado por Deus como homem e mulher, na qual disse: “A cultura moderna e contemporânea abriu novos espaços, novas liberdades e novas profundidades para o enriquecimento da compreensão desta diferença. Mas introduziu também muitas dúvidas e muito ceticismo. Por exemplo, pergunto-me se a chamada teoria do gênero não seja expressão de uma frustração e de uma resignação, que visa a cancelar a diferença sexual porque não sabe mais como lidar com ela. Sim, corremos o risco de dar um passo atrás. A remoção da diferença, na verdade, é o problema, não a solução”.

5. Doutrinar crianças com ideologia de gênero é uma maldade

Na tradicional coletiva de imprensa que oferece na volta das suas viagens internacionais, especificamente no voo de Azerbaijão a Roma, o Papa assinalou que “as pessoas devem ser acompanhadas como as acompanha Jesus. Quando uma pessoa tem essa condição e chega diante de Jesus, o Senhor não lhe dirá: Vai embora porque você é homossexual! Não! Eu me referi sobre a maldade que se faz hoje com a doutrinação da teoria de gênero”.

“Um pai francês me contou que falava na mesa com os filhos – católicos eles e a esposa, católicos não tão comprometidos, mas católicos – e perguntou ao menino de 10 anos: ‘O que quer ser quando crescer?’ ‘Uma menina’”.

“O pai notou que o livro da escola ensinava a teoria de gênero e isso vai contra as coisas naturais. Uma coisa é a pessoa ter essa tendência, essa opção, e também quem muda de sexo. Outra coisa é ensinar nas escolas esta linha para mudar a mentalidade. Isso eu chamo de colonizações ideológicas”.

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