Maio de muitas alegrias e de devoções caríssimas!

Com a festa litúrgica de São José Operário, padroeiro de todos os trabalhadores e trabalhadoras, a Igreja Católica inicia o mês de maio. Maio é dedicado aos trabalhadores, as mães que geram a vida humana, à devoção mariana, com a festa de Nossa Senhora de Fátima, que sempre nos aponta para o seguimento de seu filho Jesus.

De maio, quero me lembrar dos terços em família, oportuna iniciativa do saudoso Monsenhor Victor Arantes Vieira, agora no céu, naqueles idos dos anos conclusivos da década de setenta e no início da década de oitenta, anos marcados pela forte espiritualidade e devoção mariana. Aprendi, com papai e mamãe, e com os meus queridos e saudosos vovós Eudete e Orestes Augusto, a rezar o terço. Mas não posso deixar de agradecer muito à Dona Maria José Chagas Rezende, a nossa querida Professora e Diretora do Ginásio São José, carinhosamente conhecida como Dona Dé, e ao seu esposo, o Sr. José de Arimátea Rezende, que coordenando o terço no mês de maio e no restante do ano, sempre nas adjacências da Rua Ludgero Martins e Santo Antônio nos colocaram na atmosfera, na devoção e na proteção de Nossa Senhora, em maio invocada sob o patrocínio de Nossa Senhora de Fátima. Que tempo bonito era aquele, que a novela era trocada pela reza do terço em família, pelas novenas, pelas trezenas, pelas vigílias e pela profunda devoção à Virgem Maria, mãe e patrona da cidade de Dores da Boa Esperança.

Mas como não contemplarmos ao iniciarmos o mês de maio a família de Nazaré: José, homem justo, honesto, trabalhador iniciou seu filho adotivo Jesus no labor da carpintaria, aprendendo e santificando o trabalho humano. São José nos ensina, no trabalho braçal ou intelectual, a fazer de nosso serviço um serviço a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs. O nosso trabalho deve ser sempre santificado como expressão da misericórdia e do amor de Deus por cada um de nós. Seja qual for o trabalho ele é sempre digno, ele é sempre graça de Deus e por isso sempre devemos dar graças pelo serviço que desempenhamos. Todo serviço é único, é santificado e é importante.

Maria, a mulher que soube ouvir, santificou o trabalho doméstico. Ela foi a mulher por excelência, a mãe que educou integralmente o seu Divino Filho Jesus e jamais renunciou ao seu ofício de mulher-mãe que amamentou, que educou, que ensinou os rudimentos da fé judaica e que ensinou o seu filho na obediência à Deus e no cumprimento das Sagradas Escrituras. Num mundo em que as mulheres rejeitam ou retardam a maternidade; que o egocentrismo e o egoísmo querem apenas ter no máximo dois filhos, Maria Santíssima nos dá a senha da vivência da maternidade, a mulher que sempre quer acolher os desígnios de Deus para a sua vida. Ela foi mulher plenamente feminina e que não renunciou ao seu ministério de ser mãe e esposa. Belo exemplo a ser seguido!

Que neste mês de maio, dobremos nossos joelhos ao chão, e peçamos a graça de que Maria Santíssima, pela récita do Rosário, nos ajude a santificar a nossa vida, o nosso trabalho e a nossa missão de discípulos-missionários. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós que recorremos a Vós!

Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG).

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