40 dias de reflexão

Vivemos no mundo, mas sem seguir suas orientações
+ Dom Eugênio Sales, Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro

Em um mundo dessacralizado, distante da prática religiosa, percebe-se a influência dos tempos litúrgicos. Embora deformados, o Natal, a Páscoa e outras festividades têm ressonância no ambiente humano. Ainda que seja débil sua repercussão na consciência dos indivíduos, devem ser utilizadas em favor dos objetivos de evangelização, que é levar aos homens a Mensagem de Cristo. As semanas que antecedem as comemorações da Morte e Ressurreição do Salvador, denominadas “tempo quaresmal”, nos proporcionam ricos ensinamentos, farta e bela semeadura, capaz de, uma vez aproveitada, produzir abundantes frutos espirituais. Recordam outra “quaresma”, os quarenta dias de Jesus no deserto, preparando-se para sua missão salvífica. Ensina-nos o evangelista Marcos (1, 12-13): “E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ele esteve no deserto quarenta dias, sendo tentado por Satanás e vivia entre as feras e os anjos o serviam”. E Lucas (4, 1-13) completa a descrição mostrando a vitória de Jesus sobre as tentações. Esse fato é revivido pela Igreja a cada ano e isso ocorre, entre outros motivos, pela sua própria natureza. Diz o Vaticano II em “Lumen Gentium” nº8: “A Igreja, reunindo em seu próprio seio os pecadores, ao mesmo tempo santa e sempre na necessidade de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a renovação”. Queremos uma Igreja sem mancha nem rugas, embora composta de homens. Isso somente será possível através de uma verdadeira conversão. Exatamente é este o alvo do tempo litúrgico da quaresma. São seis semanas de preparação para a Páscoa. Ela une profundamente cristãos e judeus. A mesma Sagrada Escritura serve de elemento constitutivo para uns e outros. A diferença é que nós celebramos o que já aconteceu – a vinda do Messias esperado – e vivemos na esperança da vida definitiva no paraíso; os israelitas, na expectativa do Salvador prometido ou o Reino de Deus. Uma eficaz e condigna celebração da Páscoa se obtém, sobretudo, pela lembrança das exigências do Batismo, a frequência em ouvir a Palavra de Deus, a oração, o jejum e a esmola. A penitência é uma característica desta época. Lamentavelmente, hoje em dia, os cristãos, arrefecidos em sua Fé, esquecem-se desses compromissos. O Concílio Ecumênico, na Constituição “Sacrosanctum Concilium”, adverte: “A penitência no tempo quaresmal não seja somente interna e individual, mas também externa e social” (nº110). São recomendados também “os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias, como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias)” (Catecismo da Igreja Católica, nº1438). Esse quadro nos indica o caminho da perfeição, que passa pela Cruz. E lembra o dever da santidade, que, para ser cumprido, exige o esforço. Em consequência, a ascese e a mortificação, fazem parte do plano de Deus a respeito de seus filhos. O quinto mandamento da Igreja prescreve o jejum e a abstinência. Eles são um meio de dominar os instintos e adquirir a liberdade de coração. Estão presentes também no Código de Direito Canônico (cc 1249 a 1253). O primeiro começa: “Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência”. E no seguinte: “Os dias e tempos penitenciais em toda a Igreja são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”. No Brasil, a abstinência das sextas-feiras – exceto na Semana Santa – pode ser comutada por “outras formas de penitência, principalmente obras de caridade e exercícios de piedade”. Este período do ano litúrgico coloca diante de nossos olhos, como imperativo da vida cristã, a conversão – através da penitência. Ora, nós respiramos uma atmosfera visceralmente contrária. Tudo em torno de nós sugere o prazer sem limites, isento de compromisso, um comportamento à margem das exigências oriundas das determinações do Evangelho. Essa maneira de ser penetrou os umbrais sagrados. Assim, pouco se fala do pecado, dos deveres que são substituídos por direitos sem barreiras, de um Cristo despojado de seus ensinamentos, que constrangem a sede ilimitada de liberdade sem peias. Esta época litúrgica tem muita semelhança com o apelo dos profetas à conversão, e esta, a partir do coração. Tanto é assim que usamos os textos do Antigo Testamento na escuta da Palavra de Deus, dirigida a cada um dos fiéis em nossos dias. O apelo de Pedro deve repercutir em nossos ouvidos: “Salvai-vos, dizia ele, dessa geração perversa” (Atos 2, 40). Vivemos no mundo, mas sem seguir suas orientações. O cristão será sempre alguém que “rema contra a corrente”. Quando encontramos um pregador ou um agente pastoral que teme ensinar a mesma Doutrina de Jesus Cristo ou prefere amenizá-la para não afastar os fiéis, sabemos que não são verdadeiros pastores. A Quaresma é um tempo propício à reflexão cristã, a uma conversão do coração, a uma prática de penitência, tão distanciada de uma mentalidade moderna à margem do Evangelho, mas que penetrou até nas fileiras dos seguidores de Cristo. Vivendo os ensinamentos da Igreja neste tempo litúrgico, nos dispomos a receber as graças da Páscoa da Ressurreição.

 

O TEMPO QUARESMAL

Quaresma, uma vez mais. Tempo forte na caminhada do ano eclesiástico. Convite e apelo para o silêncio, a prece, a conversão. E quando se fala em quaresma, geralmente a gente tem uma idéia de uma coisa negativa, como antigamente. Tempo de medo, de cachorro zangado, de mula sem cabeça e outras coisas mais. Para outros a quaresma parece superada pelo modernismo e é hoje apenas uma recordação negativa do passado ou um retrato na parede, simplesmente. Penso, para nós cristãos é o tempo de conversão, de mudança de vida, de acolher com mais amor a misericórdia de Deus que nos quer perdoar. E é também o tempo onde as comunidades se preparam para viver o mistério da páscoa. Isto é, tempo da hora de Jesus Cristo do seu seguimento em que ele caminha em direção da sua hora que é a entrega total da sua vida a Deus pelos homens, seus irmãos. A quaresma é para cada um de nós um tempo de oração e de conversão. Tempo de crescer em comunhão com todos os homens, principalmente com os mais pobres e necessitados. Eles nos lembram o rosto sofrido de Jesus e nos convidam a viver com mais fidelidade a caridade, o amor fraterno, que o Evangelho exige de nós.

QUARESMA: “CONVERTER-SE E CRER NO EVANGELHO”
Mais uma vez estamos começando a quaresma. Vamos apenas repeti-la e ficar onde estamos? Ou vamos descobrir algo novo e progredir na vida? Desde antigamente, a Igreja nos prepara para a Páscoa com esse período de 40 dias. O número não foi escolhido à-toa. Desde a tradição do livro do Êxodo (Ex 16, 35), considera-se que o povo de Deus passou 40 anos no deserto antes de chegar à terra prometida, à liberdade. No Evangelho de São Marcos 1-13 Jesus passa 40 dias no deserto. E aí supera a tentação de satanás, aquela que Adão, o Homem, não conseguiu superar. Isso significa que Jesus passou pela aprovação e saiu vitorioso. Mas o que tem isso a ver conosco hoje? Que luz isso trás para nossa luta de todos os dias?

O DESTINO OU O PARAISO?
Jesus nos indica o ponto de chegada, a direção em que devemos caminhar. Ele que, no deserto, vencido Satanás, “vivia entre as feras e os anjos o serviam” é o novo Adão. É o homem no paraíso. É a nova humanidade, realizada, em paz com Deus e com a natureza. Essa mensagem de paz, diga-se de passagem, aparece também no livro do Gênesis 9, 8-15, quando se diz que Deus pendurou o seu arco de guerra e fez a paz com os homens. E o arco de Deus se tornou o arco Íris, que pôs fim ao dilúvio, ao castigo.

COMO CHEGAR LÁ?
Uma pista nos vem do antigo povo de Deus, aquele que caminhou por 40 anos no deserto. À sua frente ia Moisés. Este povo é parecido conosco. Nossas provações, nossa luta, não duram 40 dias, mas 40 anos ou mais! Nós estamos sempre a caminho, no deserto, na esperança de chegar. De Moisés, os rabinos contavam uma história curiosa. Diziam que ele viveu 120 anos, e teve 3 longas provações de 40 anos na vida. A 1ª foi no Egito: 40 anos de aprendizagem, de experiência, de educação. Aprendeu a viver, a sentir os dramas do povo, a descobrir a solidariedade. Achou que deveria lutar pelo seu povo. Revoltou-se contra a opressão dos egípcios. Mas… Ninguém o seguiu. Aí a decepção, a fuga para Madiã, outros 40 anos curtindo sua decepção e reconquistando aos poucos a confiança, as forças, a maturidade. Enfim, superada também esta 2ª provação, Deus o chamou para guiar o seu povo, durante 40 anos, na saída do Egito, no caminho da libertação. A história de Moisés nos diz que há etapas e provações diferentes na vida. Cada um, – jovem, adulto, mais velho – tem a sua etapa a vencer, a sua caminhada. Nesta quaresma, qual é o passo que eu devo dar?

OS PRÓXIMOS PASSSOS
Não devemos, porém, olhar só para a nossa situação pessoal. O amadurecimento de Moisés é exatamente esse: Passar de sua percepção ainda ingênua das coisas para uma visão lúcida da vontade de Deus e das necessidades de seu povo. Viver a quaresma, é antes de tudo lutar contra tudo que nos separa. A tentação é sossegar diante dos problemas. Superar a provação, vencer a batalha contra o mal. Não é “apenas isso”, mas nesta luta é que estamos continuando a luta contra satanás, continuando a caminhada do povo junto à libertação, realizando a nova humanidade. Certamente, Há outros passos a dar.

CAMINHADA OU TRAVESSIA
A primeira carta de São Pedro 3, 18-22 compara a nossa provação a uma passagem pelas águas. Não uma caminhada, mas uma travessia! Algo como aconteceu a Noé, que foi salvo pela arca. Mas agora o nosso barco é outro. É a cruz de Cristo. Nele embarcamos com o batismo. O batismo não é um ponto de chegada. É um compromisso de seguir o Evangelho, a cruz de Jesus. E é ao mesmo tempo a garantia de que esse barco realmente pode nos conduzir ao porto seguro, ao lugar certo.

 

SÍMBOLOS DA QUARESMA
Conheça os símbolos da quaresma e seu significado: cinza, deserto, 40 dias, jejum.

A CINZA
É o resíduo da combustão pelo fogo das coisas ou das pessoas. Este símbolo já se usa na primeira página da Bíblia quando nos conta que “Deus formou o homem com o pó da terra” (Gn 2, 7). Isso é o que significa o nome de “Adão”. E se lhe recorda em seguida que esse é precisamente seu fim: “até que voltes à terra, pois dela foste criado” (Gn 3, 19). Por extensão, pois, representa a consciência do nada, da nulidade da criatura com respeito ao Criador, segundo as palavras de Abraão: “Embora sou pó e cinza, me atrevo a falar ao meu Senhor” (Gn 18, 27). Isto leva a todos a assumir uma atitude de humildade (“humildade” vem de húmus, “terra”): “pó e cinza são os homens”, “todos caminham para uma mesma meta: todos saem do pó e todos voltam ao pó”, “todos expiram e ao pó retornam”. Por tanto, a cinza significa também o sofrimento, o luto, o arrependimento. Em Jó (Jó 42, 6) é explicitamente sinal de dor e de penitência. Daqui se desprendeu o costume, por largo tempo conservado nos monastérios, de estender os moribundos no solo coberto com cinza posta em forma de cruz. A cinza se mescla as vezes com os alimentos dos ascetas e a cinza abençoada se utiliza em ritos como a consagração de uma igreja, etc. O costume atual de que todos os fiéis recebam em sua frente ou em sua cabeça o sinal da cinza ao começo da Quaresma não é muito antigo. Nos primeiros séculos se expressou com este gesto o caminho Quaresmal dos “penitentes”, ou seja, do grupo de pecadores que queriam receber a reconciliação ao final da Quaresma, a Sexta-feira Santa, as portas da Páscoa. Vestidos com hábito penitencial e com a cinza que eles mesmos se impõem na cabeça, se apresentavam ante a comunidade e expressavam assim sua conversão. No século XI, desaparecida já instituição dos penitentes como grupo, se viu que o gesto da cinza era bom para todos, e assim, ao começo deste período litúrgico, este rito que começou a realizar para todos os cristãos, de modo que toda a comunidade se reconhecia pecadora, disposta a aprender o caminho da conversão Quaresmal. Na última reforma litúrgica se reorganiza o rito da imposição da cinza de um modo mais expressivo e pedagógico. Já não se realiza ao princípio da celebração ou independentemente dela, sendo depois das leituras bíblicas e da homilia. Assim a Palavra de Deus, que nos envia esse dia à conversão, é a que da conteúdo e sentido ao gesto. Além do mais, se pode fazer a imposição das cinzas fora da Eucaristia – nas comunidades que não têm sacerdote -, mas sempre no contexto da escuta da Palavra.

O DESERTO
Geograficamente falando, é um lugar despovoado, árido, só, inabitado, caracterizado pela escassez de vegetação e pela falta de água. É o lugar onde transcorre o jejum, considerado como solidão exterior e interior, para levar, ao que nele se interna, par a união com Deus. Os textos bíblicos em que se fundamenta esta afirmação são os quarenta dias de Moisés sem comer nem beber no monte Sinai para receber a Lei (Ex 24, 12-18; 34) e os quarenta dias de Elias (1Re 19, 3-8). Elias vive a dureza do deserto reconfortado pela comida e bebida misteriosa, e recorre seu caminho superando o declínio dos israelitas nos quarenta anos de marcha para a terra prometida. Se trata, em todos os casos, de homens marcados pela visão de Deus ao final do dito caminho. Estas narrações nos ajudam a entender o sentido dos quarenta dias de deserto de Cristo (Primeiro Domingo de Quaresma), vivido como experiência da tentação e encontro íntimo com o Pai, mas, também, como preparação a seu ministério público. Para a Bíblia, o deserto é, também, uma época de oração intensa. É o lugar do sofrimento purificador e da reflexão. Embora também e uma graça que pode ser rejeitada. O jejum de Moisés contrasta com a rejeição dos quarenta anos de deserto por parte do povo. Os quarenta dias de Moisés são o refazer um caminho de fidelidade que o povo não soube andar, assim como os de Cristo o são para a prova que o Espírito Santo permitia ao tentador (Mt 4, 1). O deserto é a geografia concreta, o espaço e o tempo da união com Deus. Por isso Oséias (Os 2, 16-17) o propõe como o lugar propício para captar sua mensagem espiritual, igual o que faz a Igreja com seus filhos na Quaresma. Muitas vezes em nossa vida cotidiana nós rejeitamos esses espaços de silêncio e solidão porque temos medo de nos encontramos com nós mesmos e com Deus e descobrir que longe estamos de seu projeto sobre nós. Por isso, o “deserto” requer coragem dos humildes, dos que não têm medo de começar novamente…

OS QUARENTA DIAS
A organização Quaresmal é um tempo simbólico que faz suas raízes no Antigo e no Novo Testamento. Os quarenta dias de Moisés e de Elias ou os quarenta anos do Povo Eleito no deserto não são referências secundárias. A tradição judeu-cristã tem visto neste número um determinado significado. Provavelmente a idéia mais antiga seja a referência aos anos de deserto vistos como um tempo associado ao castigo de Deus (cf. Nm 14, 34; Gn 7, 4. 12. 17; Ez 4, 6; 29, 11-13). Em Deuteronômio aparece uma interpretação dos quarenta anos como o tempo da prova à que Deus somente ao povo (Dt 2, 7; 8, 2-4). São os dias do crescimento da fé, segundo o Salmo 94, 10. Para os Atos dos Apóstolos, o número quarenta continua sendo simbólico. Lucas divide a vida de Moisés em três períodos de quarenta anos (At 7, 23 e 7, 30); faz referência aos quarenta anos do reinado de Saul (At 13, 21); e aos quarenta dias da Ascensão (Atos 1, 3). Estes quarenta dias poderiam, então, considerar-se como esse “hoje” do que fala a Carta aos Hebreus ao referir-se ao Sal 94, como esse “tempo propício” para escutar a voz de Deus e não endurecer o coração. Em efeito, nossa relação com Deus necessita não só de um “espaço” adequado (o deserto como lugar de silêncio), sendo também de um “tempo” oportuno e concreto, “suficiente” para escutar, através de nossa consciência, sua voz de Pai que corrige e consola.

“QUE O SENHOR TE ABENÇOE E TE GUARDE; QUE O SENHOR FAÇA RESPLANDECER SEU ROSTO SOBRE TI E TENHA MISERICÓRDIA DE TI QUE O SENHOR SOBRE TI LEVANTE O SEU ROSTO E TE DÊ A PAZ”.

 

Os quatro caminhos para uma boa quaresma
Reflexões de Frei Patricio Sciadini

ROMA, 18 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) – Sempre que chegamos na 4a feira de Cinzas nos perguntamos: e agora, o que devo fazer para me preparar para a Pascoa?
Passou a onda do carnaval e começa o caminho sério e de conversão. Há muitas pessoas que acham que recebendo as cinzas tudo está resolvido, fez tudo. Na verdade as cinzas são um sinal de conversão, de uma mudança de vida interior.
Este ano fomos surpreendidos pelo gesto do Papa Bento que quis tomar uma decisão para nos recordar, a cada um de nós, que somos servos e não senhores dos serviços que fazemos.
Mas quais caminhos seguir?
1. A Oração: no tempo da Quaresma, a Igreja nos convida a rezar mais, participar mais das celebrações liturgicas, em todas as igrejas nas sextas-feiras ( `as vezes também em outros dias) acontece a Via SAcra, ler mais a Biblia, sentir que Deus está mais perto de nós. Fazer todos os dias, pelo menos um pouco de oração pessoal.
2. Jejum, mas qual jejum? O jejum que Deus mais gosta é o jejum do “pecado do mal e do orgulho”. Sermos capazes de vencer o mal que está dentro de nós. É claro que nisto nos ajudam algumas mortificações praticas: quem sabe perder menos tempo no computador, na internet, na tv; menos “festanças e comilanças”, falar menos mal dos outros, “dominar a lingua”. ..
3. Esmola: para dar esmola é necessario privar-se de alguma coisa; não somente os ricos devem “jejuar e dar esmola” mas todos nós, cada cristão. Quem não pode dar 10, dê 5, não pode 5, dê 1 e quando não pode 1 e meio, todos temos possibildiade de nos ajudar recirprocamente. Ajudar os outros com nossos sacrificios.
Mas qual é a melhor esmola que podemos dar? É o amor e o perdão e receber amor e perdão dos outros. Jesus também pediu esmola:”Dai me de beber” e deu esmola, deu a si mesmo, agua da vida.
4. Humildade: é a lição do gesto do Papa Bento XVI. Estão dizendo muitas besteiras, se inventam coisas e se imaginam coisas. Eu sou assim: “creio que o que o Papa diz na sua carta é a verdadeira motivação”. Sermos humildes significa saber aceitar nossas qualidades e nossas limitações.

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