Exame de Consciência

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Exame inicial:
1. Há quanto tempo eu não me confesso?
2. Alguma vez deixei de confessar um pecado grave, ou conscientemente disfarcei ou escondi um tal pecado?
Nota: Esconder deliberadamente um pecado mortal invalida a confissão, e é igualmente pecado mortal. Lembre-se que a confissão é privada e sujeita ao Sigilo da Confissão, quer dizer que é pecado mortal para um sacerdote revelar a quem quer que seja a matéria de uma confissão.
3. Alguma vez fui irreverente para com este Sacramento, não examinando a minha consciência com o devido cuidado? Alguma vez deixei de cumprir a penitência que o sacerdote me impôs? Tenho quaisquer hábitos de pecado grave que deva confessar logo no início (por exemplo, impureza, alcoolismo, etc.)?

1º Mandamento: Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas.
Tenho posto em dúvida ou negado, deliberadamente, alguma verdade de fé? Li algum livro contra a religião? Abandonei os meios necessários para a salvação (oração, sacramentos)? Tenho procurado adquirir formação religiosa, de acordo com a minha condição? Faltei ao respeito das coisas santas (por ex. omitindo a genuflexão diante do Sacrário por desprezo), da Igreja ou dos seus Ministros? Rezo e frequento os sacramentos de má vontade? Recebi indignamente algum sacramento? Sou supersticioso? Pratiquei a superstição, a magia, o espiritismo ou bruxaria? Pratiquei a umbanda, camdomblé, Jorei, passes, mesa branca ou macumba? Consultei os mortos? Desenvolvi a “mediunidade” ou “recebi” espíritos dos mortos? Pratiquei a adivinhação através da astrologia, do jogo do copo, do pêndulo, das cartas do tarôt, da leitura da palma da mão ou coisas semelhantes? Acreditei em horóscopos? Usei amuletos como a ferradura, os cristais, iemanjá, Buda, figas ou coisas semelhantes? Acreditei nas “energias”, no New Age, Seicho no ie, na reencarnação, no Reiki, ou em coisas semelhantes? Usei coisas, li textos, ou ouvi músicas que invocam explicitamente o demônio? Revolto-me contra Deus nas minhas tribulações? Nego ou ponho em duvida de alguma verdade revelada por Deus? Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anti-católico? Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos? Recomendo-me a Deus diariamente? Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias? Tenho contribuído o tanto quanto posso para apoiar a Igreja?

2º Mandamento: Não invocar o Santo nome de Deus em vão.
Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus, contra os Santos ou contra as coisas santas? Jurei sabendo que era falso o que prometia? Jurei fazer alguma coisa que não é justa ou lícita? Reparei os prejuízos que daí tenham decorrido? Deixei de cumprir algum voto ou promessa grave?

3º Mandamento: Santificar os Domingos e festas de Guarda.
Faltei à Missa ao Domingo ou festa de Guarda? Trabalhei ou mandei trabalhar nesses dias sem necessidade urgente? Creio em tudo o que a Santa Igreja Católica ensina? Discuti os seus mandamentos que são mandamentos de Cristo? Guardei abstinência nas sextas-feiras de acordo com a Conferência Episcopal? Jejuei Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa? Confessei-me pelo menos uma vez ao ano? Comunguei durante o tempo estabelecido para cumprir o preceito Pascal?

4º Mandamento: Honrar pai e mãe e os outros legítimos superiores.
Obedeci aos meus pais e legítimos superiores? Manifestei- lhes o devido amor e respeito? Entristeci-os? Zanguei-me com os meus irmãos? Maltratei-os? Dei maus exemplos aos meus filhos ou subordinados, não cumprindo os meus deveres religiosos, familiares ou profissionais? Corrigi com firmeza os seus defeitos ou descuidei-me nisso por comodidade? Ameacei-os, maltratei-os ou prejudiquei-os com palavras ou obras, ou desejei-lhes algum mal, grave ou leve? Sacrifiquei os meus gostos, caprichos, passatempos, etc., para cumprir o dever de me dedicar à minha família? Evitei os conflitos com os filhos não dando importância demasiada a minúcias que se podem vencer com o tempo e o bom humor? Fui amável com os estranhos e, ao contrário, pouco amável na vida de família? Discuti com o meu marido (a minha mulher)? Evitei repreendê-lo(a) ou discutir diante dos filhos? Tenho-lhe faltado ao respeito? Tenho, com isto dado mau exemplo? Deixei muito tempo sozinho(a) o meu marido (a minha mulher)? Tenho procurado aumentar a fé na Providência, esforçando-me ao mesmo tempo por ganhar o dinheiro suficiente para poder ter ou educar mais filhos? Deixei de ajudar, dentro das minhas possibilidades, os meus familiares nas suas necessidades espirituais ou materiais? Também em relação aos filhos: Tenho negligenciado suas necessidades materiais? Tenho falhado em cuidar do seu batismo? Tenho falhado em cuidar da sua apropriada educação religiosa? Tenho permitido a eles negligenciar seus deveres religiosos? Tenho negado a sua liberdade de casar ou de seguir vocação religiosa?

5º Mandamento: Não matar nem causar outro dano no corpo ou na alma a si mesmo ou ao próximo.
Causei prejuízos ao próximo com palavras ou com obras? Desejei-lhe mal? Manifestei ódio ou rancor a alguém? Perdoei de todo o coração as ofensas que recebi? Deixei de falar ou nego a saudação a alguém? Tenho ajudado outros a pecar? Escandalizei o próximo, incitando-o a pecar, com as minhas conversas, o meu modo de vestir, convidando-o para assistir a algum espetáculo mau ou emprestando-lhe algum livro ou revista maus? Procurei reparar o mal causado pelo escândalo? Cheguei a ferir ou a tirar a vida ao próximo? Colaborei, de algum modo, em atos que ocasionassem a morte de um inocente? Pratiquei, aconselhei ou facilitei o crime grave do aborto? Fui gravemente imprudente na condução de veículos motorizados? Deixei-me vencer pela ira? Cometi algum atentado contra a minha vida? Embriaguei-me ou, levado pela gula, comi mais do que devia? Tomei drogas? Preocupei-me eficazmente pelo bem do próximo, advertindo-o de algum grave perigo material ou espiritual, em que se encontrava ou corrigindo-o como exige a caridade cristã? Tenho ficado contente com a infelicidade de alguém? Tenho recebido a Santa Comunhão em estado de pecado mortal?

6º e 9º Mandamentos: Guardar castidade nas palavras e nas obras. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
Consenti em pensamentos e desejos impuros? Fixei o olhar, falei ou li coisas desonestas? Fiz ações impuras? Sozinho (masturbação) ou acompanhado (adultério, fornicação [sexo pré-marital], “curtir”, procurando o prazer sexual fora de uma relação conjugal)? Havia alguma circunstância – de parentesco, matrimônio, consagração a Deus, ou menoridade – que tornassem mais grave aquela ação? Assisti a espetáculos ou conversas que me colocaram numa situação próxima do pecado? Tenho em conta que expor-me a essa ocasião já é um pecado? Vi pornografia através da Internet, revistas, filmes, etc.? Antes de assistir a um espetáculo ou de ler um livro ou uma revista, procuro informar-me sobre a sua classificação moral para evitar a ocasião de pecado ou o perigo de deformação da consciência que pode ocasionar-me? Usei do matrimônio indevidamente (sexo oral, sexo anal, etc.)? Neguei ao meu cônjuge os seus direitos? Uso do matrimônio somente naqueles dias em que julgo não poder haver descendência, atuando deste modo sem razões graves? Tomei remédios ou usei de outros meios artificiais para evitar os filhos? Aconselhei outros a tomá-los? Faltei à fidelidade conjugal por pensamentos e ações? Mantenho amizades que são ocasião habitual deste pecado de infidelidade? Estou disposto(a) a abandoná-las? Visto-me com decência ou sou provocante pondo em evidência aquelas partes do meu corpo que mais chamam a atenção do sexo oposto? Sou casado (a) na Igreja Católica com uma pessoa, convivo maritalmente (“juntado”) com outra pessoa e estou comungando? Sou solteiro (a), convivo maritalmente (“juntado”) com outra pessoa e estou comungando? Cometi algum pecado impuro contra a natureza (homossexualismo ou lesbianismo, etc.)? Note bem: Não tenha receio de confessar ao sacerdote qualquer pecado impuro que tenha cometido. Não esconda ou tente disfarçá-lo. O sacerdote está ali para ajudá-lo e perdoar. Nada do que possa dizer o escandalizará; por isso, não tenha medo, por mais envergonhado que esteja.

7º e 10º Mandamentos: Não furtar nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo. Não cobiçar as coisas alheias.
Roubei algum objeto ou alguma quantia em dinheiro? Reparei os prejuízos causados ou restituí as coisas roubadas na medida das minhas possibilidades? Defraudei a minha mulher (o meu marido nos seus bens)? Paguei aos outros os salários devidos pelo seu trabalho? Cumpri rigorosamente os meus deveres sociais: o pagamento de seguros, impostos, etc.? Desrespeitei os direitos de autor, copiando livros, software, filmes ou músicas? Comprei ou vendi produtos “pirata” ou roubados? Dei o meu apoio a programas de ação social e política imorais e anticristãos? Prejudiquei, de algum modo, o próximo nos seus bens? Enganei o próximo cobrando, mais do que o justo ou combinado? Reparei o prejuízo causado? Trabalhei como devia, com honradez e sentido de responsabilidade? Deixei, por preguiça, que se produzissem graves prejuízos no meu trabalho? Realizei o meu trabalho lembrado de que a Deus não se oferecem coisas mal feitas? Facilito o trabalho dos outros ou estorvo-o de alguma maneira, como, por exemplo, com discussões, interrupções, derrotismos, etc.? Abusei da confiança dos meus superiores? Tolerei abusos ou injustiças que tinha obrigação de impedir? Fiz acepção de pessoas ou manifestei favoritismos? Gastei mais do que permitem as minhas possibilidades, sobrecarregando, injustamente, o orçamento familiar? Deixei de prestar à Igreja a ajuda conveniente? Dei esmolas de acordo com a minha condição econômica? Aceitei, com sentido cristão, a carência de coisas necessárias? Deixei estragar, por negligência, a propriedade de outrem? Fui negligente na guarda do dinheiro ou bens de outrem? Tive inveja de alguém, por ter algo que eu não tenho? Tenho sido avarento? Tenho sido cúpido e invejoso, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O meu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu?

8º Mandamento: Não levantar falsos testemunhos nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo.
Disse mentiras? As minhas mentiras causaram a alguém danos materiais ou espirituais? Copiei (“colei”) nos exames? Fugi das aulas (cabulas)? Reparei os prejuízos causados? Minto habitualmente com a desculpa de que se tratar de coisas de pouca importância? Revelei, sem motivo justo, defeitos graves alheios que, embora reais, são desconhecidos? Reparei de algum modo os prejuízos causados, por exemplo, falando dos aspectos positivos dessa pessoa? Fiz julgamentos temerários a respeito de alguém (isto é, acreditei firmemente, sem provas suficientes, que eram culpados de algum defeito moral ou crime)? Caluniei, atribuindo ao próximo defeitos que não eram verdadeiros? Atingi o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas, mas ocultas (maledicência)? Já reparei os males causados ou estou disposto a fazê-lo? Disse mal dos outros – de pessoas ou instituições – baseando-me apenas nos boatos de: “contaram-me” ou no “diz-se”? Por outras palavras: colaborei na calúnia ou na murmuração? Fui culpado de fazer intrigas (isto é, de contar alguma coisa desfavorável que alguém disse de outra pessoa, para criar inimizade entre eles)? Tenho presente que a diversidade de opiniões políticas, profissionais ou ideológicas, não deve ofuscar-me até o ponto de julgar ou falar mal do próximo, e que essas divergências não são motivo para manifestar os seus defeitos morais, a menos que o exija o bem comum? Julguei ou fui preconceituoso o outro por causa de sua cor, time, partido político ou outros atributos? Jurei falso ou assinei documentos falsos? Sou crítico ou negativo sem necessidade ou falto à caridade nas minhas conversas? Lisonjeei outras pessoas? Sou escrupuloso, vendo pecado onde não existe? Sou hipócrita, puritano, impondo carga desumana a outros? Com relação aos que convivem maritalmente e não estão casados, ou foram casados com outros e vivem em adultério, conforme o Catecismo da Igreja Católica: 1650. “Hoje em dia e em muitos países, são numerosos os católicos que recorrem ao divórcio, em conformidade com as leis civis, e que contraem civilmente uma nova união. A Igreja mantém por fidelidade à palavra de Jesus Cristo («quem repudia a sua mulher e casa com outra comete adultério em relação à primeira; e se uma mulher repudia o seu marido e casa com outro, comete adultério»: Mc 10, 11-12), que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro Matrimônio foi válido. Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objetivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da Comunhão Eucarística, enquanto persistir tal situação. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação, por meio do sacramento da Penitência, só pode ser dada àqueles que se arrependerem de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em continência completa”.

Orientações:
1º Nessa situação, ouça a voz de Cristo pela Igreja conforme acima;
2º Nenhum padre, fora das condições acima, pode dar a absolvição sacramental e permitir a comunhão eucarística;
3º Em caso de dúvida, converse com o confessor para analisar sua situação;
4º O padre poderá te orientar sobre o processo de nulidade matrimonial junto ao Tribunal Eclesiástico da união anterior, sobre causas de nulidade (liberdade, consentimento, erro de pessoa etc.) e como pode-se instruir um processo junto a padres da Diocese especializados;
5º Nada impede a abertura de coração, sobre dúvidas interiores e receber a bênção de Deus (não a absolvição sacramental) para seguir o caminho da misericórdia e atuar na Igreja (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1651).

Perguntas frequentes:
1. Um padre pode dar a absolvição para uma pessoa que convive maritalmente com um recasado? Não, porque não há como se arrepender porque o pecado permanece. Essa mesma pessoa pode comungar? Não, porque está em estado de pecado.
2. Uma pessoa separada de um cônjuge, casados na Igreja, pode namorar? Não, seria adultério.
3. Pode-se namorar uma pessoa que foi casada na Igreja e hoje está divorciada? Não, seria adultério.
4. Com o casamento somente no civil é possível confessar e comungar? Não, seria adultério para a Igreja.
5. Uma pessoa separada de um cônjuge com casamento na Igreja Católica, se vive só pode comungar? Sim, se se vive em castidade.
6. Uma pessoa que vive maritalmente com outra (“juntada”) pode comungar? Não, está no pecado da fornicação.
7. Um padre pode absolvê-la de tal pecado? Não, enquanto a convivência se mantiver.
8. Se uma pessoa vive na mesma casa, mas não vive maritalmente pode comungar? Sim, conforme o Papa Bento diz: “Enfim, caso não seja reconhecida a nulidade do vínculo matrimonial e se verifiquem condições objetivas que tornam realmente irreversível a convivência, a Igreja encoraja estes fiéis a esforçarem-se por viver a sua relação segundo as exigências da lei de Deus, como amigos, como irmão e irmã; deste modo poderão novamente abeirar-se da mesa eucarística, com os cuidados previstos por uma comprovada prática eclesial” (Sacramentum Caritatis, n. 29).

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