Ir à Missa é “remédio para melhorar a saúde física e mental”, assegura cientista de Harvard

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Missa na Basílica de Guadalupe, Cidade do México. Foto: David Ramos / ACI Prensa.

WASHINGTON DC, 04 Nov. 16 / 10:00 am (ACI).- Em uma coluna recentemente publicada no jornal americano ‘USA Today’, Tyler J. VanderWeele, professor de epidemiologia na Universidade de Harvard, e John Siniff, especialista em comunicações, qualificaram a participação regular na Missa como um “remédio para melhorar a saúde física e mental”.

O artigo do ‘USA Today’, intitulado “A religião poderia ser um medicamento milagroso”, aponta os resultados de um estudo liderado por VanderWeele e publicado em maio de 2016 na prestigiosa revista de psiquiatria JAMA Psychiatry, da Associação Americana de Medicina.

O estudo, intitulado “Associação entre assistência a serviços religiosos e menores taxas de suicídio entre mulheres norte-americanas”, concluiu que “a participação frequente nos serviços religiosos estava associada com uma taxa significativamente mais baixa de suicídio”.

VanderWeele e Siniff assinalaram que “a saúde e a religião estão muito ligadas” e, de acordo com o estudo publicado em meados deste ano, os adultos que vão à Missa pelo menos uma vez por semana, em comparação com aqueles que nunca vão, “apresentam um menor risco de morte na próxima década e meia”.

“Os resultados foram replicados em suficientes estudos e populações para ser considerados bastante confiáveis”, asseguraram.

Embora garantiram que “a ciência não se adere a uma fé ou outra, nem sugere o que a sociedade deve fazer com essa informação”, destacaram que tanto a sociedade como cada pessoa poderiam aproveitar estes resultados.

“Os meios informativos, a academia e o público em geral poderiam usar esta nova compreensão do grande valor social da religião”, indicaram. Já para cada pessoa, “esta investigação convida não tão sutilmente a reconsiderar o que a religião pode fazer por eles”.

As pessoas que participam da Missa, assinalaram, “estão menos propensas a fumar, ou mais propensos a parar de fumar, causando benefícios significativos para a saúde”.

Além disso, destacaram, “a investigação de Harvard e outras indicam que, possivelmente devido a uma mensagem de fé ou esperança, pessoas que participam da Missa são mais otimistas e têm menores taxas de depressão. A investigação de Harvard também mostrou que esta participação protege contra o suicídio”.

“Outros descobriram que as pessoas que vão à igreja asseguram ter um propósito maior na vida e desenvolvem mais autocontrole”.

Enquanto alguns norte-americanos substituíram a participação da Missa, que “é vista como ‘pitoresca e antiquada’, pela “espiritualidade”, VanderWeele e Siniff reforçaram que ir à igreja, e não a uma “espiritualidade privada ou prática solitária”, geram benefícios para a saúde.

“Algo na participação religiosa comunitária parece ser essencial”, assinalaram.

Participar da Missa, disseram, “demonstrou que aumenta a probabilidade de um matrimônio estável, aumenta o sentido próprio de significado e se estende à própria rede social”, assim como “leva a maiores doações caritativas e um maior voluntariado e compromisso cívico”.

VanderWeele e Siniff destacaram que “algo na experiência e participação religiosa comunitária é importante. Algo poderoso parece suceder aí e melhora a saúde”.

“Isto tem importantes implicações para o grau em que a sociedade promove e protege as instituições religiosas”, entre outros, assinalaram.

 

Ir à Missa melhora a saúde?

MADRI, 18 Mai. 16 (ACI) .– Segundo um estudo publicado na edição online da revista ‘Jama Internal Medicine’, assistir a ofícios religiosos reduz o risco de morte.
Conforme informações do jornal espanhol ‘ABC’, um grupo de investigadores da Harvard Chan School of Public utilizou os dados estatísticos de 74.534 mulheres que participaram entre 1992 e 2012 em um relatório sobre a saúde das enfermeiras.
Elas responderam a cada dois anos os questionários sobre sua dieta, estilo de vida e estado de saúde, e a cada quatro anos sobre sua participação nos serviços religiosos.
De todas as mulheres analisadas, 14.158 declararam que vão à Missa mais de uma vez por semana, 30.401 participavam pelo menos uma vez por semana e 17.872 nunca foram.
As mulheres que assistiam regularmente às celebrações religiosas – a maioria eram católicas ou protestantes – sofriam menos sintomas de depressão e menos crises de ansiedade.
Além disso, entre as enfermeiras que participavam da Missa mais de uma vez por semana tinham 33 por cento menos risco de morrer comparado com o resto das mulheres que nunca participavam dos ofícios religiosos.
Um dado interessante também se refere às mulheres que vão à igreja uma vez por semana. Elas tinham 27 por cento menos de risco de morrer por doenças cardiovasculares e 21 por cento menos riscos de sofrer de câncer em relação às outras.
Um dos autores do estudo e professor de epidemiologia, Tyler J. VanderWeele, apontou que “os benefícios de participar dos serviços religiosos parecem estar relacionados com um maior apoio social, menos consumo de tabaco e um menor risco de sofrer depressão, pois estas pessoas têm uma perspectiva mais otimista e esperança de vida”
Os autores precisam que dentro do número de pessoas pesquisadas incluía mulheres de raça branca, de nível socioeconômico semelhante e todas enfermeiras por profissão.

 

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