Papa Francisco canoniza mártires brasileiros

Domingo, 15 de outubro de 2017, Da redação, com Rádio Vaticano

Francisco canonizou nesta manhã 35 novos santos, dentre eles 30 brasileiros

Missa de canonização dos mártires brasileiros, mexicanos, um sacerdote espanhol e um frade italiano na Praça de São Pedro / Foto: Reprodução CTV

Em cerimônia presidida pelo Papa Francisco neste domingo, 15, na Praça de São Pedro, 35 novos santos foram canonizados, dentre eles 30 brasileiros: os mártires de Cunhaú e Uruaçu, Padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira e outros 27 companheiros.

Além dos mártires brasileiros, o Papa Francisco também canonizou três Protomártires do México — considerados os primeiros mártires do continente americano: Cristóvão, Antônio e João, mortos por ódio à fé, em 1527 e 1529. Também foram canonizados o sacerdote espanhol Faustino Míguez, fundador do Instituto Calasanzio, Filhas da Divina Pastora, e o Frade Menor Capuchinho italiano Angelo d’Acri.

O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, acompanhado pelos Postuladores das Causas, dirigiu-se até o Santo Padre pedindo para que se procedesse à canonização dos Beatos, com a leitura de seus nomes. Também foi lida a biografia dos novos santos e, por fim, o Santo Padre leu a fórmula de canonização.

Homilia

Concluído o rito de canonização, começou a Santa Missa. Em sua homilia dominical, o Papa Francisco se inspirou no Evangelho de Mateus proposto pela Liturgia do dia. Francisco recordou que “o Reino de Deus é comparável a uma Festa de Núpcias”. O Santo Padre destacou que o homem é convidado para estas núpcias, mas se trata de um convite que pode ser recusado. Neste sentido, o homem é chamado a renovar a cada dia a opção de Deus, vivendo segundo o amor verdadeiro, superando a resignação e os caprichos de próprio eu.

O Santo Padre ressaltou que as núpcias inauguram uma comunhão total de vida, que é o que Deus deseja ter com cada um, uma relação feita de diálogo, confiança e amor.

“Esta é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã”.

O Papa destacou ainda um importante aspecto do Evangelho do dia: as “vestes dos convidados”. Ele explicou que não basta responder ao convite de Deus, mas vestir o hábito do amor vivido a cada dia, praticando a vontade de Deus, renovando a cada dia a opção de Deus. Nesse sentido, Francisco evocou o exemplo dos santos canonizados hoje.

“Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram sim ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus”.

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