Santos Anjos da Guarda – 02 de Outubro

Os Anjos são puros espíritos mensageiros da bondade de Deus. Diz-nos a Epístola aos Hebreus que «todos eles são espíritos servidores, enviados em serviço daqueles que devem herdar a salvação» (Hb 1, 14). Segundo a piedade e a tradição cristãs, bem fundadas no dogma, as nações, as dioceses, as povoações, estão confiadas à guarda de um anjo. Dum modo particular, honramos hoje os anjos que têm o encargo de guardar, iluminar e reger cada um de nós. Jesus disse expressamente: «Não desprezeis nenhum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus vêm continuamente a face de meu Pai que está no Céu» (Mt 18, 10). Os últimos papas têm-nos dado cativantes lições sobre a devoção aos Anjos da Guarda. O Papa Pio XI confidenciou a um grupo de peregrinos que cada manhã pedia a proteção do seu Anjo da Guarda, e que no decorrer do dia invocava o auxílio dos Anjos, de maneira especial quando o trabalho era complicado e difícil. Em ato de reconhecimento, o mesmo Papa declarou: «Para cumprir também um dever de gratidão, devo afirmar que sempre me senti maravilhosamente assistido pelo meu Anjo da Guarda. Experimentei continuamente que ele está bem perto de mim, pronto a ajudar-me». De maneira especial inculcava a devoção ao Anjo a todos os educadores: «Recomendamos sempre a devoção ao Anjo, aos que têm a missão de ensinar». O Papa João XXIII conta que, ao mandá-lo como Delegado Apostólico para a Turquia e Grécia, Pio XI confiou-lhe este «belíssimo segredo» para acertar no desempenho da sua delicada missão: «Quando devo manter uma conversa difícil com qualquer pessoa, então peço ao meu Anjo da Guarda que fale ao Anjo da Guarda daquela pessoa com que devo tratar». Gostava também de recorrer aos Anjos da Guarda dos seus colaboradores e das pessoas que estavam à frente dos organismos eclesiásticos e das circunscrições territoriais. Pio XII, na Encíclica Humani Generis (1950), chamou a atenção para «algumas falsas opiniões que ameaçavam destruir os fundamentos da doutrina católica», entre as quais menciona esta: «por alguns põe-se em discussão se os Anjos são pessoas». A 2 de Outubro de 1958, uma semana antes do seu falecimento, exortou os peregrinos americanos a entreter-se familiarmente com os Anjos da Guarda. «Eles estavam ::as cidades que visitastes, eram vossos companheiros de viagem. Não disse Cristo que os Anjos das crianças contemplam o rosto do Pai do Céu? (Mt 18, 10). Quando os pequenos se tomam adultos vão porventura ser abandonados pelos Anjos da Guarda?» Acabou afirmando que os Anjos «preocupam-se constantemente pela vossa salvação e santificação. Passareis uma eternidade de alegria com os Anjos. Aprendei desde agora a conhecê-los». João XXIII, este bom e piedoso Pontífice, vivia em familiaridade com os Anjos. Considerava o culto dos Anjos como devoção fundamental dos cristãos e assim o expressava nos seus discursos: «Os Anjos, entrando em cada casa, velem pelo restabelecimento da concórdia social, pela pureza dos costumes, pela prática da caridade, e pela paz entre as nações» (01-10-1961). Aos sacerdotes (06-1-1962): «Pediremos particularmente ao nosso Anjo da Guarda que nos assista na recitação quotidiana do Oficio divino para que o rezemos com dignidade, atenção e devoção e seja agradável a Deus, útil para nós e para as almas dos irmãos». A 30 de Setembro de 1959, recomendava aos pais que lembrassem aos filhos que nunca estão sós, porque têm um Anjo a acompanhá-los sempre. Exortava-os ainda a ensinar os filhos a tratar confiadamente com o celeste companheiro. Numa confidência a um bispo canadiano, atribuiu a idéia da convocação do Concílio a uma inspiração do seu Anjo da Guarda. Paulo VI, no Credo do Povo de Deus (30-6-1968), explica o sentido das palavras: «Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis», esclarecendo: «Criador… das coisas invisíveis, como são os espíritos puros, chamados Anjos» e, por fim, evoca as almas que estão no céu «associadas aos santos anjos no governo divino exercido para nós por Cristo». João Paulo II dedicou quatro Alocuções das quartas-feiras (23 de Julho, 30 de Julho, 6 de Agosto, 13 de Agosto de 1986), a expor a teologia e devoção dos anjos. Referindo-se concretamente aos Anjos da Guarda, ensina: «Entre os livros do Novo Testamento, são especialmente os Atos dos Apóstolos que nos dão a conhecer alguns fatos que atestam a solicitude dos Anjos pelo homem e pela sua salvação. Assim é quando o Anjo de Deus liberta os apóstolos da prisão (cf. At 5, 18-20), e antes de tudo Pedro, que estava ameaçado de morte por parte de Herodes (cf. At 12, 5-10), ou quando guia a atividade de Pedro a respeito do centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10, 3-18; 11, 12-13) e de modo análogo a atividade do Diácono Filipe no caminho de Jerusalém para Gaza (cf. At 8, 26-29). Destes poucos fatos citados, a título de exemplo, compreende-se como na consciência da Igreja se tenha podido formar a persuasão acerca do ministério confiado aos Anjos a favor dos homens. Portanto, a Igreja confessa a sua fé pelos Anjos da Guarda, venerando-os na Liturgia com uma festa própria, e recomendando o recurso à sua proteção, com uma oração freqüente, como na invocação do Santo Anjo do Senhor… Esta oração parece um tesouro extraído das lindas palavras de S. Basílio: «Cada fiel tem ao seu lado um anjo como tutor e pastor para o levar à vida» (cf. S. Basilius, adv. Eunomium, m, 1; veja-se também S. Tomás, Summa theol., I q. 11, a3)>> (Alocução de 6 de Agosto de 1986).

 

SANTOS ANJOS DA GUARDA

A Igreja comemora, no dia 02 de Outubro, a festa dos Santos Anjos da Guarda. São eles espíritos celestes a quem Deus confiou a guarda e proteção dos homens. A cada ser humano, desde a hora de seu nascimento, foi confiado um Anjo da Guarda, que o acompanhará até o dia de sua morte, protegendo e assistindo não só contra os perigos temporais, mas especialmente contra os perigos espirituais. Embora o homem moderno procure desmistificar sua existência ou a sua permanência ao lado do homem como fiel companheiro, há provas evidentes e indiscutíveis nas Sagradas Escrituras sobre o seu ofício divino. Devemos ao Santo Anjo um afeto todo especial e temos por obrigação amá-lo, honrá-lo e invocá-lo, pois é um grande amigo que temos e que vê incessantemente a face de Deus que está no Céu. Do berço até o túmulo, o Anjo da guarda vela por nós, nos defende e desvia das ciladas do demônio. “Como um leão, ruge ao nosso lado”, o demônio procura de todas as formas afastar o homem do caminho da virtude. É o que nos afirma São Pedro em sua primeira carta, capítulo 5, versículos 8 e 9: “Sede sóbrios e vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós, como leão que ruge, buscando a quem possa devorar. 9. Resisti-lhe fortes na fé, cientes que vossos irmãos, espalhados pelo mundo, sofrem a mesma tribulação”. Com nossas próprias forças somente, jamais conseguiremos fazer frente ao demônio, que possui grande poder para perder, enganar e destruir as almas eternamente. Nas horas de perigo, o Santo Anjo nos incita à virtude, convida-nos à resistência e apresenta a Deus as nossas orações e nossas boas obras, apoiando-nos com sua intercessão. É preciso, portanto, que façamos a nossa parte, invocando-o incessantemente, consultando-o diariamente em todas as nossas ações. Durante cada minuto de nossa existência, trava-se uma batalha tremenda entre o Anjo da Guarda e o demônio, cada qual usando de todos os meios possíveis, um para nos salvar, outro para nos perder. Uma batalha invisível aos nossos olhos, porém, real e verdadeiramente terrível. Foi pelo poder do Anjo mau que o pecado entrou no mundo. Foi o demônio quem persuadiu Adão e Eva a pecarem; toda a balbúrdia subseqüente àquela “sutil” desobediência à Deus, repercutiu de forma avassaladora no mundo. Assim, não é difícil decifrar a origem de toda maldade, corrupção, impurezas, guerras e todo o gênero de malignidade humana: São provenientes das nossas próprias opções, da nossa livre escolha em homologar as más inclinações que se nos fizeram presentes. Por maior que seja a tentação, a decisão final será exclusivamente nossa pelo exercício do livre arbítrio, que nos torna seres perfeitos para optar entre o bem o mal. Quem não acredita no Santo Anjo, certamente também não acredita no demônio. Sendo assim, torna-se o diabo uma presença insuspeita, onde suas emboscadas são duplamente perigosas. As tentações do demônio vencem-se com vigilância, jejum, mortificação, oração e confiança à Santíssima Virgem e ao Anjo da Guarda. Nossa Senhora, preservada da mancha original, comanda toda a legião de Anjos do Céu e da Terra. Cumpre seu ofício divino na batalha para esmagar a cabeça de Satanás. Invocada pela Igreja universal como “Rainha dos Anjos”, ouve as preces dirigidas ao nosso Anjo da Guarda e as apresenta a Deus. Especialmente na hora do medo, da dúvida, da ira ou da tentação, lembremo-nos da oração que o filhinho aprende, já nos primeiros exercícios da fala: O Santo Anjo. Seja esta oração infantil nossa companheira inseparável nos momentos de tribulação. Desde o desabrochar da vida até o desenlace, poderosa espada no combate contra o mal.

ORAÇÃO À RAINHA DOS ANJOS
Augusta Rainha dos céus e senhora dos Anjos, Vós que desde o princípio recebeste de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás. Nós Vos pedimos humildemente, enviai vossas santas legiões, para que elas, sob o vosso poder e vossas ordens, persigam os infernais espíritos, combatendo-os por toda a parte, confundam sua audácia e os precipitem no abismo. Quem como Deus, boa e terna Mãe, Vós sereis sempre o nosso amor e nossa esperança. Ó Mãe de Deus, enviai os Santos Anjos para nos defender e repelir para longe de nós o cruel inimigo. Santos Anjos e Arcanjos, defendei-nos, protegei-nos. Amém!

AO ANOITECER
Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a graça de Deus e do Espírito Santo. Nossa Senhora me cubra, com seu divino manto. Meu Anjo da Guarda, meu bom amiguinho, leve-me sempre para o bom caminho. Amém!

AO AMANHECER
Com Deus me deito, com Deus me levanto, com a graça de Deus e do Espírito Santo. Ao despertar para um novo dia, fico com Deus e com a Virgem Maria. Amém!

 

“Os seus exércitos, servidores dos seus desejos” (Sl 102, 21)
Os anjos descem sobre aqueles que devem ser salvos. “Os anjos subiam e desciam por cima do Filho do homem” (Jo 1, 51) e “aproximaram-se dele e o serviam” (Mt 4,11). Ora os anjos descem porque Cristo desceu primeiro; receavam descer antes que o Senhor dos exércitos celestes e de todas as coisas (Col 1, 16) o tivesse ordenado. Mas, quando viram o Príncipe do exército celeste habitar na terra, então, por esse caminho que tinha sido aberto, saíram atrás do seu Senhor, obedecendo à vontade daquele que os repartiu como guardas dos que acreditam no seu nome. Ontem, tu estavas sob a dependência do demônio; hoje, estás sob a de um anjo. “Guardai-vos, diz o Senhor, de desprezar qualquer destes pequeninos” que estão na Igreja, “porque, em verdade vos digo, os seus anjos vêem constantemente a face de meu Pai que está nos céus”. Os anjos dedicam-se à tua salvação, declararam-se ao serviço do Filho de Deus e dizem entre si: “Se Ele desceu num corpo, se se revestiu de carne mortal, se suportou a cruz, se morreu por todos os homens, porque havemos de repousar, sim, porque nos havemos de poupar? Vamos, todos os anjos, desçamos do céu!” Foi por isso que, quando Cristo nasceu, havia “uma multidão do exército celeste louvando e glorificando a Deus” (Lc 2, 13).
Orígenes (cerca de 185 – 253), presbítero e teólogo / Homilias sobre Ezequiel I, 7

 

SÚPLICA ARDENTE AOS SANTOS ANJOS

DEUS UNO e TRINO, Onipotente e Eterno! Antes de recorrermos aos Vossos servos, os Santos Anjos, prostramo-nos na Vossa presença e Vos adoramos: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO. Bendito e louvado sejais por toda a eternidade! DEUS Santo, DEUS forte, DEUS Imortal: que todos os Anjos e homens, que por Vós foram criados, Vos adorem, Vos amem e permaneçam no Vosso serviço! E Vós, MARIA, Rainha de todos os Anjos, aceitai benignamente as súplicas que dirigimos aos Vossos servos; apresentai-as ao Altíssimo Vós que sois a Medianeira de todas as graças e a Onipotência suplicante a fim de obtermos graça, salvação e auxílio. Amém. Poderosos Santos Anjos, que por DEUS nos fostes concedidos para nossa proteção e auxílio, em nome da Santíssima TRINDADE nós vos suplicamos: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós suplicamos em nome de Preciosíssimo Sangue de nosso Senhor JESUS CRISTO: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos pelo poderosíssimo nome de JESUS: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos por todas as chagas de nosso Senhor JESUS CRISTO: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos por todos os martírios de nosso Senhor JESUS CRISTO: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos pela Palavra Santa de DEUS: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos pelo coração de nosso Senhor JESUS CRISTO: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos em nome do amor de DEUS tem por nós pobres: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos em nome da fidelidade de DEUS por nós pobres: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos em nome da misericórdia de DEUS por nós pobres: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos em nome de MARIA, Mãe de DEUS e nossa Mãe: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos em nome de MARIA, Rainha do Céu e da terra: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos em nome de MARIA, vossa Rainha e Senhora: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos pela vossa própria bem-aventurança: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos pela vossa própria fidelidade: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos pela vossa luta na defesa do Reino de DEUS: Vinde depressa, socorrei-nos! Nós vos suplicamos: Protegei-nos com o vosso escudo! Nós vos suplicamos: Defendei-nos com a vossa espada! Nós vos suplicamos: Iluminai-nos com a vossa luz! Nós vos suplicamos: Salvai-nos sob o manto protetor de MARIA! Nós vos suplicamos: Guardai-nos no Coração de Maria! Nós vos suplicamos: Confiai-nos às mãos de MARIA! Nós vos suplicamos: Mostrai-nos o caminho que conduz à Porta da Vida: o Coração aberto de nosso Senhor! Nós vos suplicamos: Guiai-nos com segurança à Casa do PAI Celestial! Todos vós, nove coros dos Espíritos bem-aventurados: Vinde depressa, socorrei-nos! Nossos companheiros especiais e enviados por DEUS: Vinde depressa, socorrei-nos! Insistentemente vos suplicamos: Vinde depressa, socorrei-nos! O Sangue Preciosíssimo de nosso Senhor e Rei foi derramado por nós pobres. Insistentemente vos suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos! O Coração de nosso Senhor e Rei bate por amor de nós pobres. Insistentemente vos suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos! Coração Imaculado de MARIA, Virgem puríssima e vossa Rainha bate por amor de nós pobres. Insistentemente vos suplicamos: vinde depressa, socorrei-nos!
SÃO MIGUEL ARCANJO: Vós, Príncipe dos exércitos celestes, Vencedor do dragão infernal, recebestes de DEUS força e poder para aniquilar, pela humildade, a soberba do príncipe das trevas. Insistentemente vos suplicamos que nos alcanceis de DEUS a verdadeira humildade de coração, uma fidelidade inabalável no cumprimento contínuo da vontade de DEUS e uma grande fortaleza no sofrimento e na penúria. Ao comparecermos perante o tribunal de DEUS – Socorrei-nos para que não desfaleçamos!
SÃO GABRIEL ARCANJO: Vós, Anjo da Encarnação, Mensageiro fiel de DEUS, abri os nossos ouvidos para que possam captar até as mais suaves sugestões e apelos da graça emanados do Coração amabilíssimo de nosso Senhor. Nós Vos suplicamos que fiqueis sempre junto de nós, para que, compreendendo bem a Palavra de DEUS descubramos o que Ele quer de nós. Fazei que estejamos sempre disponíveis e vigilantes – Que o Senhor, quando vier, não nos encontre dormindo!
SÃO RAFAEL ARCANJO: Vós que sois lança e bálsamo do amor divino, nós vos suplicamos, feri o nosso coração e depositai nele um amor ardente a DEUS. Que a ferida não se apague nele, para que nos faça perseverar todos os dias no caminho do amor – Que tudo vençamos pelo amor!
ANJOS PODEROSOS e nossos irmãos santos que servis diante do trono de DEUS, vinde em nosso auxílio. – Defendei-nos de nós próprios, da nossa covardia e tibieza, do nosso egoísmo e ambição, da nossa inveja e falta de confiança, da nossa avidez na busca de abundância, do bem-estar e da estima pública. Desatai em nós as algemas do pecado e do apego às coisas terrenas. Tirai dos nossos olhos as vendas que nós mesmos lhes pusemos e que nos impedem de ver as necessidades do nosso próximo e a miséria do nosso ambiente, porque nos fechamos numa mórbida complacência de nós mesmos. – Cravai no nosso coração o aguilhão da santa ansiedade por DEUS, para que não cessemos de procurá-Lo, com ardor, contrição e amor. Contemplai o Sangue do Senhor, derramado por nossa causa! – Contemplai as lágrimas da vossa Rainha, choradas por nossa causa! Contemplai em nós a imagem de DEUS, desfigurada por nossos pecados, que Ele por amor imprimiu em nossa alma! – Auxiliai-nos a reconhecer a DEUS, adorá-Lo, amá-Lo e servi-Lo! Auxiliai-nos na luta contra o poder das trevas que, disfarçadamente, nos envolve e aflige. – Auxiliai-nos, para que nenhum de nós se perca permitindo assim que um dia nos reunamos todos, jubilosamente, na eterna Bem-Aventurança. Amém. SÃO MIGUEL, assisti-nos com vossos Santos Anjos, ajudai-nos e rogai por nós! SÃO GABRIEL, assisti-nos com vossos Santos Anjos, ajudai-nos e rogai por nós! SÃO RAFAEL, assisti-nos com vossos Santos Anjos, ajudai-nos e rogai por nós!

 

Os anjos são santos?
Há uma distinção entre a santidade dos anjos e a nossa
Padre Luizinho / blog.cancaonova.com/padreluizinho 21/9/2010

Normalmente essa pergunta pode vir à nossa cabeça, mas, como é questão de fé, é importante esclarecer e é bom nos debruçarmos sobre o que diz a Bíblia e a Doutrina da Igreja. Realmente há uma distinção entre a santidade dos anjos e a nossa. Os anjos são santos, mas são espíritos puros dotados de inteligência e vontade e na natureza há uma diferença entre a nossa santidade humana da santidade deles [anjos]. Nós somos humanos dotados de corpo, alma e espírito; os anjos são seres puramente espirituais. Por serem seres espirituais, os anjos bons e maus não podem ter a sua existência provada de maneira experimental e racional; no entanto, a Revelação atesta a sua realidade. Eles são mencionados mais de 300 vezes na Bíblia.  Apesar de sua dignidade superior eles são somente criaturas de Deus, nós somos filhos de Deus. Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos números: 328 A existência dos seres espirituais, não corporais, que a Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto à unanimidade da Tradição. 332 Eles aí estão, desde a criação e ao longo de toda a História da Salvação, anunciando de longe ou de perto esta salvação e servindo ao desígnio divino de sua realização: fecham o paraíso terrestre, protegem Lot, salvam Agar e seu filho, seguram a mão de Abraão, comunicam a lei por seu ministério, conduzem o povo de Deus, anunciam nascimentos e vocações, assistem os profetas, para citarmos apenas alguns exemplos. Finalmente, é o anjo Gabriel que anuncia o nascimento do Precursor e o do próprio Jesus. 333 Desde a Encarnação até a Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é cercada da adoração e do serviço dos anjos. Quando Deus “introduziu o Primogênito no mundo, disse: – Adorem-no todos os anjos de Deus” (Hb 1, 6). O canto de louvor deles ao nascimento de Cristo não cessou de ressoar no louvor da Igreja: “Glória a Deus nas alturas…” (Lc 2, 14). Protegem a infância de Jesus, servem a Jesus no deserto, reconfortam-no na agonia, embora tivesse podido ser salvo por eles da mão dos inimigos, como outrora fora Israel. São ainda os anjos que “evangelizam”, anunciando a Boa Nova da Encarnação e da Ressurreição de Cristo. Estarão presentes no retorno de Cristo, que eles anunciam serviço do juízo que o próprio Cristo pronunciará. 329 Santo Agostinho diz a respeito deles: – “Anjo (mensageiro) é designação de encargo, não de natureza. Se perguntares pela designação da natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espírito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz”. Por todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam “constantemente a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 10), são “poderosos executores de sua palavra, obedientes ao som de sua palavra” (Sl 103, 20). Para alcançarmos a santidade Deus nos presenteou com um companheiro de caminhada, que conhece como ninguém a vontade do Senhor: Desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção e por sua intercessão. “Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida” (CIC n° 336). Ainda aqui na terra, a vida cristã participa na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus. Portanto, os anjos são criaturas espirituais que servem ao Senhor e aos homens em relação ao Seu plano divino de salvação. A santidade faz parte da natureza dos anjos, mas para nós seres humanos e limitados pela nossa humanidade ferida pelo pecado, a santidade é uma luta, uma conquista diária, requer vontade firme, renúncias, obediência a Deus e Sua vontade, vida de oração e comunhão com Ele e com os irmãos. A Igreja fala de virtudes heroicas praticadas por homens e mulheres que foram fiéis e trilharam uma vida santa e os chama de modelos e intercessores: “Ao canonizar certos fiéis, isto é, ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus, a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis, propondo-os como modelos e intercessores. “Os santos e as santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis da história da Igreja.” Com efeito, “a santidade é a fonte secreta e a medida infalível de sua atividade apostólica e de seu elã missionário” (CIC 828). Deus nos criou para a comunhão com Ele e “O aspecto mais sublime da dignidade humana está nesta vocação do homem à comunhão com Deus. Este convite que Deus dirige ao homem, de dialogar com ele, começa com a existência humana. Pois se o homem existe, é porque Deus o criou por amor  e, por amor, não cessa de dar-lhe o ser, e o homem só vive plenamente, segundo a verdade, se reconhecer livremente este amor e se entregar ao seu Criador” (CIC nº 27). O nosso saudoso Papa João Paulo II afirmou certa vez: “Não tenhais medo da santidade, porque nela consiste a plena realização de toda autêntica aspiração do coração humano. Entre as maravilhas que Deus realiza continuamente, reveste singular importância a obra maravilhosa da santidade, porque ela se refere diretamente à pessoa humana”. E o Sumo Pontífice resume tudo dizendo: “A santidade é a plenitude da vida”. Portanto, Deus Pai, na Sua infinita misericórdia e Providência, nos presenteia com os santos anjos para nos ajudar como companheiros na dura caminhada para a santidade. Por isso, desde criança aprendemos: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, se a Ti me confiou a piedade Divina sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém”.

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