Domingo de Páscoa da Ressurreição – Ano A

Por Mons. Inácio José Schuster

Hoje celebramos a solenidade de todas as solenidades; a vitória de Jesus sobre a morte. De nada nos adiantaria termos nascido, se não tivéssemos sido regenerados. De nada nos adiantaria ter nascido para este mundo, para viver um lapso de tempo curto, e depois voltar para sempre ao nada de onde havíamos saído. Graças a Jesus Cristo, diz-nos o coração da fé Cristã, a morte transforma-se em passagem Páscoa para a Vida. Contemplemos neste dia radiante de Páscoa, o texto do quarto Evangelista. Ele o inicia com uma nota característica: “No primeiro dia da semana”, querendo com isto fazer uma referência implícita ao Livro do Gênesis, ao primeiro dia da criação como lá se manifesta e vem narrado no capítulo primeiro versículo quinto. Com isto, deseja o Evangelista dizer que a Páscoa de Jesus é a completude da obra da criação. Deus não haveria jamais pensado em criar o ser humano, se não fosse para ressuscitá-lo e trazê-lo para si em Jesus Cristo glorificado. O Evangelista nos diz que quando ainda era noite nesse primeiro dia da semana, aquela noite iniciada com a traição de Judas, Maria Madalena foi correndo ao sepulcro. Ela não esperava a ressurreição, mas seu amor pelo Mestre era tão grande, que sentia-se melhor unida ainda a Seu cadáver. Para seu espanto e grande surpresa, o sepulcro está aberto e vazio. Estupefata, atônita, sem saber o que se havia passado, corre a Pedro e João e dá-lhes a notícia: “Levaram o Senhor do sepulcro, não sabemos para onde o levaram.” Correm os dois, João à frente e Pedro atrás – aquele que parecia amar mais vai à frente, mas deixa a precedência para o que vinha atrás, Pedro. Entram. O discípulo amado não viu nada, mas a partir da ausência, percebeu em seu coração uma presença. Jesus não estava mais ali porque – intuiu ele – havia ressuscitado. E sequer necessitava daqueles panos e lençóis que envolveram Seu corpo. É esta a vitória que nós celebramos. Pode alguém não aceitar a ressurreição de Cristo, os racionalistas e os ateus, como os agnósticos também. Mas ninguém pode negar que, se não tivesse havido o grito da ressurreição, se não tivesse ecoado em Jerusalém pela primeira vez naquele primeiro dia da semana: “Ele ressuscitou”, não teria existido o Cristianismo, porque o Cristianismo não se prende a um cadáver, o Cristianismo não se prende a um morto, o Cristianismo prende-se ao vivo por excelência, que é Cristo ressuscitado. E de lá para cá a Igreja não anuncia outra coisa a não ser a vitória de Jesus, a partir da morte e da sepultura. Com estas palavras, desejo a todos uma Feliz e Santa Páscoa.

 

Aleluia! Cristo ressuscitou!
Padre Bantu Mendonça

Aleluia! Cristo ressuscitou verdadeiramente! Venceu a morte e despojou o império das trevas, sendo vitorioso e dando-nos também a vitória. Ele venceu e também somos vencedores com Ele. Meu irmão, minha irmã, Jesus despojou o império das trevas. Somos vitoriosos porque Deus nos deu a vitória em Jesus Cristo, Seu Filho Unigênito. E isto não pelos nossos méritos, mas sim pela Sua graça. Cante bem alto o festivo ‘Aleluia’. Pois chegou para nós o dia sem ocaso. O sol brilha para nós apontando-nos o caminho da eternidade. Aliás, Deus sempre nos conduz em triunfo, para que nós espalhemos o odor do conhecimento de Deus por todo lugar por onde andarmos. Por Cristo e em Cristo somos mais que vencedores, porque através d’Ele passamos do fracasso e da derrota para a fortaleza, a vitória e o triunfo. Passamos da morte para a vida! Tudo isso Deus o fez por amor. Pode Deus ficar em uma cruz? Sim, Ele morreu lá, por amor a mim e a você. Pode Deus permanecer em um túmulo? Não, Ele ressuscitou para que você e eu sejamos vitoriosos. Caríssimo, se somos vitoriosos, porque guardamos – para nós – os maus momentos? Por que os abraçamos? Por que os mantemos conosco? Os maus momentos, maus hábitos, egoísmo, mentiras, fanatismos, deslizes e falhas, por que os mantemos conosco? Precisamos deixar todo este lixo aos pés da Cruz! Podemos fazer isso porque Deus quer! Ele quer que façamos isto, porque sabe que não podemos viver como Ele. Só Ele é Santo. A Cruz e o túmulo vazio nos santificam. Devemos deixar os maus momentos na Cruz e caminhar com Ele em vitória, pois Jesus não ficou no túmulo. A pedra foi removida. Deus faz mais que perdoar os pecados, Ele os remove. Devemos deixar os nossos maus momentos na Cruz e também os momentos ruins dos nossos irmãos que chegam até nós. Devemos amá-los. Se amamos a Deus, amamos os nossos irmãos. Como podemos nos aproximar de Deus e pedir o Seu perdão, se nós não perdoamos os nossos irmãos? Coisas do passado sempre são trazidas ao presente. Como alguns têm boa memória para os erros dos irmãos e péssima memória para a mudança deles! Pare de se prender aos erros do passado. Olhe para o fruto que pode brotar no coração do seu irmão. Assim como você ressuscitou com Cristo e é nova criatura, também o seu irmão é em Cristo e com Cristo uma nova criatura! Reze e peça a Deus que apague as minhas e as suas transgressões, bem como as do meu e seu irmão. Abandone seus pecados antes que eles te contaminem totalmente. Abandone o rancor, antes que ele o incite à raiva e contenda. Entregue a Deus sua ansiedade antes que ela o iniba de caminhar com fé. Dê a Deus os seus momentos ruins. Se você deixar com Deus os seus momentos ruins, só sobrará bons momentos e então Cristo terá ressuscitado em você. E, se Cristo ressuscitou em você, já não é você que vive, mas é Cristo que vive no seu corpo e, se Cristo vive em você, tudo em você é santo, porque está envolvido pela luz d’Aquele que verdadeiramente ressuscitou. Feliz Páscoa!

 

DOMINGO DA PÁSCOA, A
EXSULTEMUS ET LÆTEMUR. 
DIES ISTE DIES EST  LÆTITIÆ!
ALLELUIA !
RESURREXIT DOMINUS!

Este é o Dia que o Senhor fez para nós! Alegremo-nos e Nele Exultemos! Aleluia! O Senhor Ressuscitou!
Padre Wagner Augusto Portugal, Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG).

Meus queridos irmãos, Celebramos neste dia santo a vida plena! A vida venceu a morte! A ressurreição de Cristo suscita nos seus discípulos a consciência de que ele vive e não foi abandonado pelo Pai, mas confirmado na vida e confirmado também na obra que levou a termo. Hoje, Deus dá abertamente razão a Jesus. “Deus o ressuscitou no terceiro dia e tornou-o manifesto…” (cf. At 10, 40, conforme a Primeira Leitura desta Eucaristia). Hoje congratulamos Cristo, porque Deus mostrou que Ele estava certo naquilo que fez! Páscoa é Ressurreição. Ressurreição é a verdade fundamental da nossa fé católica, apostólica e romana. Nós os cristãos somos conclamados a crer com os olhos da fé e a dar testemunho da Ressurreição de Jesus. Isso porque na Ressurreição de Jesus está contida a nossa ressurreição. Ele morreu por amor e por amor inaudito ressuscitou para nos salvar, para nos elevar a condição de filhos e filhas de Deus. Hoje ao celebrarmos a ressurreição de Jesus, afirmamos e celebramos tanto a ressurreição de Jesus quanto a nossa ressurreição. Ao ressurgir hoje dos mortos, Cristo uniu para sempre nosso destino ao seu destino divino e eterno. Saber, ter certeza absoluta de que não morreremos para sempre, é motivo de alegria, que expressamos nos solenes aleluias. Aleluia é a mais genuína expressão de contentamento, de júbilo, de alegria e de gratidão. De júbilo sem fim, porque nossa vida não termina na morte. Da morte nasceu a vida e da vida de Jesus nasce a nossa vida eterna. A Páscoa é a festa central de nossa fé. Deus nos deu o maior de todos os tesouros, um tesouro que nem a traça corrói: uma vida sem fim com Ele, com Cristo. Vamos encher nossos corações e nossos semblantes de entusiasmo cristão: hoje é o dia santo em que Deus nos garante a vida eterna, a vida com ele, indestrutível! Como Cristo ressuscitou e vive para sempre, também nós ressuscitaremos nele e viveremos para sempre. Esta é uma verdade da nossa fé, que professamos no Símbolo da Fé: “Creio na ressurreição da carne, creio na vida eterna!”. Amados e Amadas, A Primeira Leitura (cf. At 10, 34a.37-43) nos apresenta o querigma, ou seja o anúncio da ressurreição. Trata-se do resumo do anúncio dos apóstolos, chamado de querigma. A frase central querigmática é: “Deus o ressuscitou”. Esta é a base de nossa fé e esperança: Jesus vive, e Deus o estabeleceu juiz de vivos e mortos. O juiz é, também, o salvador: quem Nele crê, é absolvido e recebe a vida eterna. A Segunda Leitura (cf. Cl. 3, 1-4) nos ensina que viver junto ao Ressuscitado é da essência do cristão. O que somos feito pelo batismo, também o devemos ser em nossa vida. Mas o batismo ultrapassa nossa existência no mundo: antecipa a vida sem morte, escondida em Deus, com o Cristo ressuscitado. Vivemos na expectativa da plena manifestação. (Quando se lê a outra leitura – São Paulo apresenta o novo fermento(cf. 1Cor 5,6b-8). Antes de ser imolado o cordeiro pascal, tirava-se das casas judaicas toda a impureza, especialmente a massa envelhecida e fermentada que normalmente era usada para preparar o pão. Cozia-se pão completamente novo, sem fermento – ázimo. Se Cristo é o verdadeiro Cordeiro Pascal, a casa de nossa existência deve ser limpa do fermento do mal. Caros irmãos, Pedro e o discípulo amado ao sepulcro nos anuncia o Evangelho, na missa diurna (cf. Jo. 20, 1-9). O testemunho pascal inclui dois elementos: primeiro o sepulcro vazio e segundo as aparições do ressuscitado. O sepulcro vazio é um sinal negativo. Só falta para quem tem o coração junto ao Senhor, ou seja, o discípulo amigo. Na missa da tarde pode-se ler o Evangelho de Lc 24, 13-25 que apresenta os discípulos de Emaús. A ressurreição não era o que os discípulos esperavam, porém o desejo de ver seu Senhor, a auscultação do que dizem das Escrituras e a disposição de acolher o companheiro de caminhada, fazem com que o ressuscitado se manifeste aos discípulos de Emaús, ao partir o pão, gesto por excelência da comunhão cristã. Irmãos, Ninguém poderá nunca dizer que o corpo de Jesus foi roubado. Lá estavam as testemunhas de sua ressurreição. Uma das provas inequívocas da ressurreição de Jesus é o sepulcro vazio. João a descreve com pormenores e coloca-se a si mesmo como testemunha. Testemunha não só do sepulcro vazio, mas também de uma nova forma de existência de Jesus. João “viu e acreditou”. Podemos imaginar como os apóstolos estavam perturbados, preocupados e mesmo decepcionados. Agora se realiza a grande promessa. Agora eles compreendem que Jesus “devia ressuscitar dos mortos”. A partir de agora, reforçados por outras provas, os apóstolos se tornaram as “testemunhas da ressurreição de Jesus”. E fez desse testemunho sua grande missão. Ser testemunha de Cristo Ressuscitado é uma missão de todos os batizados. Todos nós devemos ser testemunhas da ressurreição de cristo. A testemunha perfeita é aquela que é capaz de dar a vida pelo Cristo ressuscitado; ou aquela que pauta de tal maneira o seu comportamento sobre Jesus, que todos podem dizer: É um outro Cristo vivo! Irmãos e Irmãs, Acreditar, ou melhor, crer na ressurreição de Cristo é uma manifestação e demonstração de AMOR. Amor que vem da primeira testemunha, a pecadora convertida Maria Madalena. Madalena é o símbolo de todos os homens e mulheres, pecadores e contingentes, que arrependidos deixam a vida desgraçada do pecado para seguir o Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Ressuscitado, o Redentor. Outra demonstração de amor e de fé foi de JOÃO, o discípulo amado, aquele que foi fiel até o fim na Cruz e é agora a testemunha ocular da ressurreição. Quem verdadeiramente ama tem facilidade para crer. João viu e creu. João viu os sinais da ressurreição. Como também nós hoje, nesta Sé Catedral Metropolitana, podemos ver os sinais, que são suficientes para quem ama. A partir da ressurreição de Cristo devemos nos guiar pelos sinais que Jesus fez e deixou, porque já não será visto em sua forma física. A partir da ressurreição, os sinais provocam a fé, e só pela fé é possível ver Jesus. A fé depende do tamanho do amor, e o amor se alimenta na fé pelo serviço, pela misericórdia, pela acolhida do diferente e pela misericórdia. Em tudo amar e servir. Jesus, tendo amado os seus, amou-os até o fim! (cf. Jo. 13, 1). Por amor estamos hoje celebrando o amor perfeito e acabado, o Cristo Ressuscitado. Caros fiéis, Somos chamados com a páscoa a sermos testemunhas do Ressuscitado. O velho homem vive a ilusão de poder realizar o seu destino recorrendo unicamente aos seus recursos. O homem novo, que nasce com Cristo na Sua Ressurreição, antecipação da nossa, realiza plenamente a vontade de Deus, único que pode admiti-lo à condição de Filho. O homem renovado sabe que o conteúdo da sua fidelidade à vocação recebida reside na obediência à condição terrena até a morte. Sabe, também, que este sim de criatura constitui o suporte necessário do filho adotivo de Deus. Amigos e Amigas, Felizes sois vós queridos irmãos que vieram venerar o Senhor inerte no Esquife na Sexta-Feira Santa. Mais felizes sois vós, amados e amadas, pois contemplam hoje vida que brotou da morte do Justo. “Deus não é um Deus dos mortos, mas de vivos” (Cf. Mt 22, 32).Celebramos hoje o fato histórico da ressurreição do Senhor e esta verdade-esperança da nossa ressurreição. Queremos nos alegrar com estas verdades entrelaçadas, ambas jorrando vida. A Páscoa é a festa da vida. A seqüência da Missa de hoje nos diz poeticamente que a morte duelou com a vida na pessoa de Jesus; o Senhor da vida estava morto, mas ressuscitou, vivo e triunfante, como rei vitorioso. Está presente em nosso meio! E conosco caminhará até a eternidade! Alegremo-nos, pois, O Cristo que leva aos céus, caminha à frente dos seus! Ressuscitou, de verdade! A alegria deve ser a nota principal da sinfonia deste dia em que passou da morte para a vida, trilhando todos os caminhos do Ressuscitado. A alegria que é amor e fraternidade pelos mais necessitados, justamente aqueles aos quais Jesus deu a sua vida. O Cristo vitorioso do pecado e da morte anuncia a vida plena. POR ISSO QUEREMOS VER JESUS CAMINHO VERDADE E VIDA. O Significado desta festa é o amor. Amor verdadeiro como fonte de vida que passa pela cruz da renúncia de si mesmo. Onde há amor e a caridade Deus está. Assim, celebremos, pois, as coisas do Alto, a vida plena, sendo testemunhas do Senhor Ressuscitado, porque O SENHOR ESTEJA CONVOSCO: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS! Aleluia! Cristo Ressuscitou Verdadeiramente Aleluia!

 

“RESSUSCITOU DE VERDADE!”
Mons. Inácio José Schuster

A Bíblia nos apresenta, desde o início, a figura soberana e amável de Deus. É Ele quem cria o universo. Cria o homem e a mulher e lhes confia o cuidado pelo seu desenvolvimento. Reúne em Abraão o povo eleito. Posteriormente, liberta-o da escravidão no Egito e o conduz, à Terra Prometida, pela ação de Moisés. Por  meio dele, revela-lhe sua Lei:  amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. E quando o povo se torna infiel e se afasta de seus mandamentos, Deus não o abandona. Adverte-o e sempre busca reconduzi-lo a si, enviando profetas e pessoas com sabedoria. Governa-o através de líderes e de reis, cuja expressão maior é David, que, apesar de suas falhas e infidelidades, – das quais se arrepende! – se torna o símbolo e a esperança do povo. Foi-lhe prometido um sucessor, um filho, que haveria de conduzir o povo à salvação definitiva. Este Filho é Jesus que nasceu em Belém, a cidade de David, gerado pelo Espírito Santo no seio de Maria, esposa de José, da descendência de David. Santo Agostinho, meditando sobre este grande mistério diz: “Deus não poderia conceder dom maior aos homens do que dar-lhes como cabeça sua Palavra, pela qual criou todas as coisas, e a ela uni-los como membros, para que o Filho de Deus fosse também filho do homem, um só Deus com o Pai, um só homem com os homens”. É impressionante o mistério da vida de Jesus! Ele se revela como o Filho do Pai que está nos Céus. Vive em íntima comunhão com Ele. Passa noites em oração ao Pai. Escolhe discípulos que deixam tudo para Segui-lo. Ele lhes revela seu Ser Divino. Na Transfiguração, Jesus sobe a um lugar à parte sobre uma alta montanha com Pedro, Tiago e João. “E ali foi transfigurado diante deles. Seu rosto resplandeceu como o sol e suas vestes se tornaram alvas como a luz. E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: “Senhor, é bom estarmos aqui. Se quiseres, levantarei aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias. Ainda falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra e uma voz, que saía da nuvem, disse: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo, ouvi-o”. Os discípulos, ouvindo a voz, muito assustados caíram com o rosto no chão. Jesus chegou perto deles e, tocando-os, disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”. Erguendo os olhos, não viram ninguém: Jesus estava sozinho” (Mt 17, 1-8). Neste episódio os discípulos puderam ouvir a voz do Pai falando que escutassem Jesus. Impressiona também que na conversa com Moisés e Elias, Jesus estava falando de sua morte e ressurreição. E Jesus não fazia segredo disso. “Estando eles reunidos na Galiléia, Jesus lhes disse: “O Filho do Homem será entregue às mãos dos homens e eles o MATARÃO, mas no terceiro dia RESSUSCITARÁ”. E eles ficaram muito tristes (Mt 17, 22). Meditamos durante a Quaresma e a Semana Santa sobre os últimos acontecimentos da vida de Jesus: a entrada em Jerusalém, a instituição da Eucaristia, a agonia no Jardim das Oliveiras, a prisão, a condenação à morte, sua viagem ao Calvário, a crucifixão, e finalmente sua morte: “Tornando-se semelhante aos homens e sendo visto como homem, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte” (Fl 2, 7-8). Sua morte trouxe desolação e abatimento aos Discípulos e às mulheres que o acompanhavam, inclusive à sua Mãe. Nada restava a fazer, neste momento – véspera do Sábado – senão sepultar Jesus com todo carinho e veneração: “José, um homem rico de Arimatéia, dirigindo-se a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus. José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo, e o pôs em seu túmulo novo, que talhara na rocha. Em seguida rolando uma grande pedra para a entrada do túmulo, retirou-se” (Mt 27, 57-60). Tudo parecia ter terminado ali. Os discípulos se recolheram com medo, para se protegerem. E todos passaram o sábado na tristeza. “Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele na está aqui! Ressuscitou como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos. As mulheres partiram depressa do sepulcro… De repente, Jesus foi ao encontro delas e disse: “Alegrai-vos! As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. Então Jesus disse a elas: Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galiléia. Lá eles me verão” (Mt 28, 1-10). Feliz Páscoa! Celebremos com alegria e cantemos: “Vi Cristo Ressuscitado, o túmulo abandonado. os anjos da cor do sol, dobrado ao chão o lençol… Ressuscitou de verdade: ó Cristo Rei, piedade!”.

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